Como descobrir a vontade de Deus?

Por muitos anos acreditei que "descobrir a vontade de Deus" deveria ser a principal missão dos crentes. Levar o cristianismo a sério significava tentar descobrir o plano de Deus para cada detalhe da vida, desde a escolha de qual par de meias calçar, até decisões mais importantes, como onde morar ou com quem se casar. Para mim, cristãos autênticos eram aquelas pessoas que contavam com a orientação direta de Deus antes de tomar qualquer decisão. Hoje, eu enxergo a questão de modo diferente.
Creio que este tipo de "filosofia" tem arrastado uma enorme quantidade de crentes para a mais completa confusão espiritual. Quando falamos em "descobrir a vontade de Deus", damos a impressão de que Deus brinca de esconder os Seus planos de nós. Além disso, a idéia de que precisamos descobrir que planos são esses, tem levado um número considerável de crentes a apelar para métodos "cristãos" de adivinhação, se expondo a riscos desnecessários e deixando-se arrastar para uma vida de misticismo e superstição. Vejamos alguns dos principais perigos que rondam crentes que aderem a esses métodos de adivinhação:
- Compreender mal a Palavra de Deus, adotando a prática de abrir a Bíblia aleatoriamente para ler versículos fora de contexto, na tentativa de obter orientação divina para as mais diversas questões pessoais;
- Obedecer à própria intuição - que geralmente é controlada pela vontade da carne - ao invés de tentar compreender e praticar o que a Palavra de Deus diz;
- Forçar a interpretação de passagens bíblicas, para fortalecer os nossos próprios pontos de vista e encontrar justificativas para os nossos pecados;
- Tornar-se refém de pessoas que alegam ter dons especiais para descobrir o plano de Deus para a vida dos outros - são o tipo de gente que "ouve claramente" a voz de Deus a todo instante.
O Dr. Bruce Waltke - professor de Antigo Testamento no Reformed Theological Seminary e professor emérito de Estudos Bíblicos no Regent College - diz: "Você não pode adivinhar o que se passa no coração de Deus, mas dispõe de meios para desenvolver um coração como o Dele".
Como um cristão pode desenvolver um coração semelhante ao de Deus, e compreender com maior clareza os Seus planos para a sua vida, sem apelar para os perigosos métodos de adivinhação? Vejamos o que é preciso para compreender melhor a vontade de Deus para a nossa vida:
- Entregar-se totalmente a Deus. A consagração é o primeiro passo que deve ser dado para compreendermos e experimentarmos a vontade de Deus em nossa vida (Rm 12.1,2);
- Ler a Bíblia regularmente. A Palavra de Deus é a principal provisão para nos conduzir pelos caminhos que Deus escolheu para nós (2Tm 3.16,17; Sl 119.9 e 105);
- Buscar bons conselheiros. A igreja é parte da providência divina para aqueles que desejam se submeter aos planos de Deus para suas vidas. É no seio da igreja, portanto, que podemos encontrar pessoas habilitadas para nos aconselhar naquilo em que são mais experientes do que nós (Cl 3.16);
- Entregar nossos planos a Deus. Não há nada de errado em fazer planos (Pv 16.20), mas precisamos compreender que os propósitos do Senhor devem prevalecer sobre a nossa vontade própria (Pv 19.21);
- Deixar Deus intervir livremente em nossa vida. A vida é cheia de surpresas. Algumas das situações mais importantes que nos ocorrem são decididas ou permitidas por Deus, sem o nosso auxílio. Portanto, precisamos nos submeter voluntariamente à soberania de Deus sobre nossa a vontade e sobre os nossos projetos, O autorizando a frustrar nossos planos, quando estes forem diferentes dos planos Dele (Is 55.8,9).
Não existem atalhos para a vontade de Deus. Não existem fórmulas mágicas que funcionem como sinalizadores para nossas escolhas. O que existe é o longo caminho rumo à maturidade cristã. Trilhar esse caminho é a única maneira de compreender, aceitar e desfrutar da "boa, agradável e perfeita vontade de Deus" para a nossa vida. E, a menos que façamos isso, continuaremos escravos das velhas "caixinhas-de-promessas" e dos charlatões que fingem possuir um canal direto de comunicação com o coração de Deus.
Escrito por Léo Barbosa às 11h28
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Pra quem se lembra do Luiz (irmão da Valdelice)... essa aí é a sua cunhadinha Simone (Raiz Coral), ao lado do nosso brother Clayton (V. Fátima/Sede). Pena q os dois não combinaram para qual fotógrafo olhar... hehehe!!!! Azar do Clayton, pq acho q a outra foto não ficou tão boa quanto a minha! rss...

Escrito por Léo Barbosa às 22h37
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+ + SAAS + +
Aí vão + três figurinhas carimbadas do reino de Deus: Jeser (my brother), Scooby (my black brother) e Luciano (my brother-in-law). Deus realmente gosta de diversidade, não acham??? Heheheeh!!!

Escrito por Léo Barbosa às 22h27
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+ + SAAS + +
Quem foi q pediu fotos do Raiz Coral? ... Tô começando a ficar com complexo... ninguém pede foto minha!!! Hehehe!!!! ... Vou fazer terapia!! rss.... Aí vão os gênios da música gospel brasileira: Sérginho SAAS e Scooby... Ahhh!!! Pra quem ainda não sabe: até o final de fevereiro sairá o Cd solo do Scooby! Ihhhh... agora eu já falei... rsss

Escrito por Léo Barbosa às 22h08
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+ + SAAS + +

Como vcs podem ver, o SAAS não aparece nessa foto... mas esses dois aí estão cantando cada vez melhor!!! Ai ai ... bem que Deus poderia ter deixado respingar em mim uma gota do dom que Ele generosamente deu à Daiane e ao Isaías. E, o que é melhor, as vidas desses dois são tão afinadas quanto suas vozes. Parabéns a vcs!!!! P.S.: Alguém mais notou q os dois estavam com o "uniforme" do Raiz? Ih! Será q tá rolando alguma negociação por aí?? Melhor a gente começar a orar... ssssssssssssssssssss
Escrito por Léo Barbosa às 22h01
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+ + SAAS + +
Fala aê, galera!?!?! Gostaria de agradecer a todos os que fizeram do nosso último culto de férias UMA GRANDE FESTA!!! Vcs estão de parabéns! Para quem não foi... meus agradecimentos também... hehehe... pois não iria caber mais ninguém mesmo!!! rsss... Aí vai a primeira foto do SAAS e do Scooby, antes do Raiz Coral subir ao palco. Daqui a pouco tem mais fotos.

Escrito por Léo Barbosa às 17h09
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Perigosa solteirice - parte II

Na última sexta-feira, dia 20, postei uma mensagem especialmente para aqueles que estão "solteiríssimos da silva". Hoje, gostaria de escrever sobre mais alguns perigos provenientes da solteirice.
Fragilizados pela solidão e pressionados pela sociedade, muitas vezes os solteiros se vêem numa situação delicada e desconfortável, que os deixa expostos a muitos riscos desnecessários. Vejamos mais alguns perigos que ameaçam aqueles que se sentem "encalhados":
- Usar de chantagem emocional para forçar a pessoa de quem gostamos a ficar conosco, ainda que ela não goste suficientemente de nós;
- Decidir acreditar que nossos futuros parceiros não farão conosco o que fizeram com outras pessoas com quem namoraram no passado;
- Confundir atração física com amor, dando início a relacionamentos com pessoas com quem não temos nenhuma afinidade, apenas para dar uns amassos;
- Retomar algum relacionamento do passado, tentando teimosamente resolver problemas insolúveis, nos prendendo novamente a pessoas que já nos fizeram extremamente infelizes;
- Acreditar nas mentiras do nosso pretendente, mesmo quando conhecemos a verdade - o que nos leva a fazer "vistas grossas" para suas falhas de caráter e a agir como se não soubéssemos o que está acontecendo.
Em todos os casos mencionados acima os resultados são iguais: frustração, sofrimento e, finalmente, mais solidão ainda. Além disso, se nos envolvemos com a pessoa errada, corremos o sério risco de nos encontrar "embaraçados" quando a pessoa "certa" aparecer. Portanto, não permita que o fato de estar só o empurre para uma relação que nitidamente tem tudo para dar errado. Como diria a sabedoria popular, "antes só do que mal acompanhado".
Escrito por Léo Barbosa às 16h56
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+ + Sérgio SAAS + +

Escrito por Léo Barbosa às 10h01
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+ + Fotos do Baruk + +
Aí vai mais uma foto do Baruk, ao lado de duas jovens da congregação da Vila Fátima... Parece tietagem???? Uma delas JURA que não é... rsss... eu tô quase acreditando q não! Hehehe!!! Até + galera. Daqui a pouco tem + fotos! Ahhh... não se esqueçam de que na próxima quarta-feira o Sérgio SAAS vai estar conosco, às 20h00... e mais: ele vai levar sua banda e vocal!! Não é D + ?

Escrito por Léo Barbosa às 13h46
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Procura-se uma igreja

Quase toda semana encontro alguém que está à procura de uma boa igreja para congregar. Nem sempre é fácil oferecer ajuda aos "sem-igreja", pois as pessoas têm definições diferentes do que é uma boa igreja.
Enquanto alguns procuram um lugar onde estarão definitivamente livres dos usos-e-costumes da denominação de onde vêm, outros tentam encontrar uma igreja que seja parecida com aquela em que se converteram há 30, 40 anos atrás. Enquanto uns procuram um ambiente familiar, onde todos se conhecem e se cumprimentam calorosamente, outros desejam uma igreja que lhes ofereça os "benefícios" do anonimato. Querem entrar e sair sem ser aborrecidos por nenhum pastor ou recepcionista "inconveniente". Enquanto uns procuram uma instituição onde possam aprender mais sobre a Bíblia e ser auxiliados na difícil tarefa de educar os filhos, outros querem fazer parte de uma organização onde se sintam úteis. Eles querem arregaçar as mangas e colocar as mãos na massa do serviço cristão.
Em todo caso, creio que algumas características são imprescindíveis em qualquer igreja, independente dos nossos gostos pessoais, do nosso estilo de música predileto e da nossa faixa etária. Creio que existem pelo menos três elementos essenciais, que devem ser determinantes na escolha de um lugar para congregar. São eles:
- Ensino bíblico profundo e relevante. Ninguém merece congregar em uma igreja onde a pregação pura da Palavra de Deus é substituída por shows de música gospel, desmaios espirituais ou conselhos de auto-ajuda. Precisamos congregar em uma igreja que nos alimente espiritualmente, orientando-nos a partir de uma honesta exposição das Escrituras, sem rodeios nem distorções.
- Relacionamentos saudáveis e transparentes. Igreja não é um teatro, uma faculdade teológica nem uma casa de shows da fé. Deus derramou sua graça em nós, e espera que repartamos esta graça com os outros membros do corpo de Cristo. Isso só é possível por meio dos relacionamentos.
- Oportunidades de serviço. Não fomos salvos apenas para ser alimentados e engordar espiritualmente. Deus não nos chamou simplesmente para assistir reuniões e consumir artigos religiosos (como: livros, cds, pregações, seminários, etc.). Sua vontade é ver-nos engajados na implantação do reino de Deus entre os homens. E, para isso, temos de oferecer nossas vidas para servir a este reino. Uma igreja que não nos ofereça oportunidades para fazer isso, não pode ser considerada uma boa igreja.
Não é tarefa simples escolher de qual igreja se tornar membro. Mas saber o que queremos encontrar em uma igreja local, antes de decidir congregar nela, facilita muito nosso trabalho e nos ajuda a evitar transtornos e atrasos em nosso crescimento espiritual.
Escrito por Léo Barbosa às 01h54
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+ + Fotos do Baruk + +
Aí... ninguém pode me acusar de ser narcisista, hein? Este blog já tem mais de dois meses, já recebeu cerca de 12.000 visitas, e esta é a primeira foto minha q eu vou postar. Na verdade, tomei o cuidado de não publicar nenhuma imagem minha, por medo de espantar os internautas. Mas... seja o q Deus quiser. Ao meu lado, quem realmente interessa a vcs: Paulo César Baruk. (P.S.: Vcs estão vendo, ao fundo, uma sessão de libertação com o missionário Isaías dando um "passe-do-descarrego" no Zico, nosso técnico de som? rs.rs).

Escrito por Léo Barbosa às 14h23
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+ + Fotos do Baruk + +

Quero agradecer a todos que nos ajudaram a fazer do culto de férias da última quarta-feira UMA GRANDE FESTA!!! Meus parabéns a todos os membros da equipe de louvor, aos ministros, à banda do Baruk, à mocidade da igreja sede e à toda galera do campo de Guarulhos! Vocês são surpreendentes! De lambuja, segue mais uma foto do Baruk... ao lado da esposa Rebeca, participando do louvor congregacional da nossa igreja.
Escrito por Léo Barbosa às 12h09
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+ + Fotos do Baruk + +
Segue mais uma foto do lançamento do Cd Louvor Elétrico-Acústico, do Paulo César Baruk. Como vocês estão vendo, o cara não aparece... mas eu não poderia perder a chance de postar uma imagem da galera da nossa igreja. Vocês já viram uma igreja mais sorridente que a Sede? rsss...

Escrito por Léo Barbosa às 23h29
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Perigosa solteirice

Está chegando o fim de semana, e com ele aqueles velhos apuros e desconfortos da solteirice. Não que seja uma tragédia estar sozinho, mas as noites de sexta e sábado e as tardes de domingo podem se transformar em nostálgicas sessões de tortura. Ver todos os seus amigos desencalhados programando o que irão fazer no final de semana ao lado de seus pares, enquanto caçamos nomes em nossa agenda telefônica, chega a ser deprimente. Além do mais, passar a segunda-feira respondendo como foi o nosso sabadão-solitário pode ser uma tarefa um tanto constrangedora.
Não é à toa que, quando estamos sozinhos, corremos o risco de enfiar os pés pelas mãos e fazer da nossa vida um verdadeiro caos. É por essas e outras que estar solteiro pode representar alguns perigos aos jovens cristãos. Vamos ver alguns dos riscos mais comuns que os solteiros de plantão correm:
- Ignorar todos os alarmes internos e externos, e continuar insistindo na pessoa errada;
- Aceitar a primeira pessoa que aparece, por medo de continuar sozinho ou por pressão da família, dos amigos e da igreja;
- Confundir a amizade e a gentileza de pessoas do sexo oposto, com amor romântico;
- Ficar preso às promessas e insinuações de alguém que - no fundo, no fundo - não quer nada sério com a gente;
- Corresponder a qualquer pessoa que demonstre interesse por nós, sem verificar se estamos realmente interessados nela ou se vale a pena começar alguma coisa.
É claro que estar namorando também implica em correr uma porção de outros riscos, que os solteiros geralmente não correm. Mas esse é um assunto para outra conversa.
Escrito por Léo Barbosa às 18h36
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+ + Fotos do Baruk + +
Atendendo a pedidos... vou postar algumas fotos do lançamento do Cd do Baruk, dia 18, na Igreja Sede. Aí vai a primeira foto... de quebra, vc leva pra casa uma imagem do diretor da UMADGUAR (meu cunhado) pastor Luciano. Daqui a pouco tem mais. Um abraço pra todos os internautas.

Escrito por Léo Barbosa às 13h39
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André Paganelli

Hoje, estou postando uma entrevista que eu fiz com meu amigo André Paganelli, 33 anos, pastor batista, conferencista e músico profissional, Bacharel em Teologia pelo Seminário Bíblico Palavra da Vida, convertido há dez anos, casado com Alessandra, com quem tem um filho, Brian, nascido no último dia 4 de Janeiro.
Você já passou pela experiência de estar perdido dentro da igreja? Como foi?
Sim. Filho de crente vai à igreja, mas teologicamente sabemos que não é “crentinho”. Os meus pais me levavam à igreja desde criança, contudo o meu pecado e o ineficaz sistema religioso no qual estava inserido me afastavam do Deus verdadeiro, mesmo freqüentando semanalmente os cultos. Criei assim uma dupla personalidade: na igreja, o certinho; longe dela, o depravado. Mentiras, falsidade, obstinação, bebidas, cigarro, sexo e drogas faziam parte do meu cotidiano. Contudo, na igreja, diante dos meus pais e amigos cristãos, atuava como um verdadeiro “artista global”, preparado para protagonizar a qualquer momento um personagem na novela das oito.
É possível identificar alguém que esteja na mesma condição?
Para quem vive junto é mais fácil, a saber, os pais e irmãos de sangue. É claro que se o “ator gospel” for pós-graduado em mentira as coisas se tornam mais difíceis. Mas, independente do tempo, um dia a casa cai, dentro, fora de casa e na igreja.
Que conselho você daria para alguém que se sente assim?
Saiba que nada foge aos olhos de Deus. Deixe esta vida dupla antes de ser flagrado permitindo que a sua credibilidade definitivamente vá por água abaixo. Não há nada melhor do que poder olhar “olho no olho”, andar na rua de cabeça erguida, e mais do que isso, viver sem culpa diante de Deus.
A figura do músico cristão sempre carregou o estigma de “crente-problema”. A que você atribui essa imagem que as pessoas têm dos músicos? Em alguma medida ela é verdadeira?
Os músicos compartilham de um dom natural que serve como uma vitrine; muita exposição, admiração e um certo respeito são atribuídos aos músicos, muitas vezes, sem ainda ter um caráter cristão maduro. Quanto ao estigma de “crente-problema", creio que na maioria das vezes esta colocação é autêntica. A maior parte dos músicos que conheço não se compromete na busca de um crescimento espiritual. Eles crêem que basta tocar ou cantar que já estão servindo a Deus, à igreja e ao próximo. Como conseqüência, evidencia-se o estrelismo e um certo grau de elitismo, resultando em crentes orgulhosos e presunçosos, enfim, em ”crentes-problema”.
De qual armadilha os músicos cristãos devem procurar fugir?
Do secularismo. O padrão do artista mundano tem encontrado espaço nas mentes e corações de alguns músicos dentro da igreja. Muitos têm buscado para si as mesmas prerrogativas exigidas pelos músicos do contexto secular. Por mais que seja parecido, devemos distinguir os artistas antropocêntricos dos adoradores cristocêntricos; os que usam um dom para servir, daqueles que o usam para ser servidos.
Existe alguma dificuldade em conciliar a carreira de músico profissional com o ministério de música na igreja?
A dificuldade está apenas na base das nossas convicções. Se tivermos pela fé a real certeza de que Deus é o nosso Provedor e Sustentador, não seremos tentado a desonrá-Lo profissionalmente (ou financeiramente). Ser músico profissional deve funcionar como qualquer outra profissão. Devo servir ao meu próximo (sendo ele crente ou não), desde que as minhas práticas não desonrem a Deus e que as minhas obras não contribuam com o império das trevas.
Qual caminho deve ser trilhado por aqueles que desejam servir a Deus através da música?
Mais do que o preparo técnico (perseverança, disciplina, tempo de estudo e investimento financeiro), conjugá-lo com o preparo espiritual. Seja através do conhecimento teológico, da reflexão bíblica e do relacionamento com os demais membros da igreja. O verdadeiro êxito é encontrado em práticas de esforço pessoal, caráter reto e humilde, balizados com uma vida de oração e dependência de Deus.
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Entrevista concedida a mim, por e-mail, no dia 18 de Janeiro.
Escrito por Léo Barbosa às 10h21
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Perdidamente prósperos

Ao contrário do que muitos pregadores dizem por aí, prosperidade material nem sempre é sinônimo de profundidade espiritual. Confundir as duas coisas está longe de ser um erro moderno. Nos tempos bíblicos, os israelitas também associavam riqueza com piedade. Por outro lado, ser pobre ou sofrer infortúnios era forte evidência de desobediência a Deus. Um exemplo disso é a maneira como os "amigos de Jó" enxergavam as calamidades que o pobre sofredor amargava. Para eles a equação era simples: muito sofrimento = muito pecado. Se Jó estava passando por tudo aquilo, é porque tinha um alto débito com o céu.
No entanto, as Escrituras revelam diversos exemplos de pessoas que, apesar de viverem em flagrante desobediência a Deus, enriqueceram, conquistaram o mundo e deixaram seus nomes gravados nos anais da História. Por outro lado, há inúmeros exemplos de homens fiéis a Deus, que foram soterrados por toneladas de problemas, como: doenças, pobreza, perseguição, acusações falsas e desventuras do gênero.
Portanto, da próxima vez que você se vir cercado de problemas, e tiver muita dificuldade para conquistar "um lugar ao sol" neste mundo competitivo, injusto e - tantas vezes - cruel, lembre-se de que o fato de tudo estar indo mal não é sinal de que Deus não esteja do seu lado. A outra banda desta mesma verdade é que, quando você estiver no topo do mundo, tiver alcançado o sucesso (seja em qual área for) e sentir-se especialmente satisfeito consigo mesmo, cuidado: dinheiro, fama e poder não são indicadores infalíveis da aprovação divina. Você pode estar indo bem longe, é verdade, mas na direção errada.
Escrito por Léo Barbosa às 02h13
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Comunidade de solitários

Solidão não é ausência de faces, mas de intimidade.
Esta é a razão de nos sentirmos tão sozinhos, mesmo quando estamos cercados de pessoas. Curiosamente, isso acontece também na igreja. Vamos aos cultos de domingo. Oramos de mãos dadas, cantamos em uníssono e reagimos sincronizadamente aos sermões. Mesmo assim, nos sentimos sós. Nossos sorrisos amarelos e nossos entusiasmados apertos de mão não são suficientes para nos aproximar.
Enquanto nossas relações não ultrapassarem o verniz da nossa religiosidade, e tocarem quem somos de fato, continuaremos condenados à mais cruel solidão. Por trás do "evangeliquês" que falamos e dos cacoetes espirituais que ostentamos, existem seres humanos - povoados de belezas e feiúras - que desejam desesperadamente ser conhecidos, aceitos e amados.
Contudo, em nossa ânsia por aceitação, nos disfarçamos. Maquilamos os defeitos e escondemos os aspectos mais duvidosos do nosso caráter. Criamos personagens mais amáveis, e passamos a interpretá-los diuturnamente. E funciona. Conquistamos todos (ou quase todos) à nossa volta. Mas, no final das contas, ainda estamos sozinhos. Mais sozinhos do que estávamos a princípio. Transformamos a igreja em uma comunidade de solitários, confinados em seus pecados, dilemas, medos e fracassos. Cercados por mil faces, mas sedentos de intimidade.
Escrito por Léo Barbosa às 02h33
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Pulando a cerca

Homens e bichos são diferentes? Na reportagem de capa da Revista da Folha, de ontem, uma vez mais o assunto voltou à baila: os seres humanos foram programados para a monogamia, ou a fidelidade conjugal é uma imposição cultural/religiosa, que reprime todos os seus instintos mais primitivos? Entre especialistas em infidelidade conjugal não existe consenso. Leia algumas opiniões:
- "Seres humanos não nasceram para ser adeptos da fidelidade, e a biologia mostra isso claramente", é a opinião de David Barash, 59 anos, professor de psicologia da Universidade de Washington, EUA.
- "A humanidade seria mais feliz sem a obrigação moral da monogamia", diz o psicoterapeuta brasileiro José Ângelo Gaiarsa, de 85 anos.
- "Como descendentes dos animais, os humanos não nasceram para a fidelidade, mas estão inseridos numa determinada cultura que dita as regras de normalidade, acrescida da religião, que propaga os valores morais", é o que pensa a psicóloga e terapeuta de casais Magdalena Ramos.
Agora, cá entre nós, estas constantes comparações entre homens e bichos já deram o que tinham de dar, você não acha? Afinal, por que só queremos imitar os bichos naquilo que consideramos conveniente? Este raciocínio (se é que pode ser chamado assim) de "vamos trair, porque os bichos traem", chega a ser bizarro. Que tal se levássemos o argumento adiante, e o aplicássemos a outras questões da vida? Por exemplo: não vamos mais usar os banheiros, pois os bichos também não usam. Nem roupas, nem sabonetes, nem escovas de dentes, nem automóveis (você já viu uma garça pilotando um Fusca?). Vamos comer cadáveres, porque os abutres assim o fazem. Vamos arrancar a cabeça dos nossos cônjuges, em plena lua-de-mel, porque a sra. louva-a-deus come (literalmente) a cabeça do seu parceiro, enquanto copulam.
Para mim, aqueles que seguem esta linha de raciocínio têm demonstrado mais similaridades com os animais irracionais do que imaginam. A estes talvez só estejam faltando jaula e ração, para que se sintam em seu habitat natural.
Dentre as diversas opiniões que li, duas chamaram minha atenção - achei-as especialmente simpáticas e coerentes:
- "É irrelevante saber se nascemos ou não com predisposição à infidelidade. Diferentemente de animais não racionais, nós fazemos escolhas. Se fosse simplesmente uma questão de 'fazemos o que nascemos para fazer', não existira a decepção e a desonestidade", opina a terapeuta Teggy Vaughan, de 70 anos.
- "A fidelidade não é natural nos seres humanos, mas muitas coisas não são naturais e vale a pena fazê-las. Tocar violino, por exemplo, requer muita prática, treinamento, habilidade e talento. Mas é possível e até desejável tocá-lo. Não confunda o que é natural com o que vale a pena", conclui o professor David Barash.
Escrito por Léo Barbosa às 00h39
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Minha oferta

Queria eu te mostrar minhas certezas.
Mas dúvidas, são a única coisa que posso trazer.
Queria entregar-te um louvor perfeito.
Mas o que te ofereço é manchado pelo pecado.
Queria derramar diante de Ti um coração reto e puro.
Mas o meu está condenado a desejar o mal.
Queria estender-te mãos limpas.
Mas, como vês, há vestígios de lama em meus dedos.
Queria estar pronto para servir.
Mas o egoísmo e a indolência me roubaram a disposição.
Queria eu ter palavras para expressar meu amor.
Mas Tu sabes que, em meus lábios, elas seriam apenas palavras.
Queria ofertar-te um caráter totalmente transformado.
Mas não passo de um mendigo, desesperadamente necessitado de tua graça e perdão.
Escrito por Léo Barbosa às 17h37
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Enlameados

Eu devia ter uns oito anos de idade. Eu, mais dois irmãos e uma dúzia de moleques da vila onde moramos pegamos nossas bicicletas e fomos explorar as redondezas. No meio do passeio, um colega insistiu para que fôssemos até uma pista de cross, que ficava à beira de uma estrada movimentada, a uns oito quilômetros de casa. Multiplique essa distância por 100, e saberá o que ela representa para uma criança pequena, que nunca foi para muito longe de seus pais. Apesar do medo e das incansáveis recomendações de nossos pais, para que não nos afastássemos muito de casa, pedalamos rumo ao proibido. Chegamos até o local, exaustos e assustados. Era um terreno baldio, cheio de aclives e declives.
Depois de algumas horas subindo e descendo rampas (sem saltar, obviamente), uma tempestade assustadora desabou sobre nós. Sabíamos que tínhamos que voltar imediatamente para casa. E foi o que tentamos fazer. Só então nos demos conta de que não seria nada fácil subir nossas bicicletas pelo mesmo barranco que nos conduzira até àquele local, mas que agora estava completamente enlameado e escorregadio. Cada um de nós passou minutos intermináveis, se esforçando morro acima, escorregando morro abaixo, e chorando copiosamente.
Era fim de tarde, quando chegamos em casa. Tínhamos de nos livrar de toda aquela lama, antes que nossos pais nos vissem. Destranquei sorrateiramente o portão, desenrolei a mangueira que ficava logo na entrada de casa e abri a torneira o máximo que pude. O barro incrustado em nossas roupas e bicicletas tingiu de vermelho a calçada de casa. De repente, ouvimos uma voz bem familiar, gritando: "Onde foi que vocês se enfiaram, meus filhos?" Era nossa mãe. Ela nos colocou para dentro de casa, nos passou um longo sermão e mandou que fôssemos tomar banho. O que fizemos, sem reclamações.
Hoje, tantos anos depois, apenas um detalhe desta história me deixa intrigado. Como foi que, no meio de uma dúzia de moleques encharcados de lama até os cabelos, nossa mãe conseguiu identificar cada um dos seus filhos? Esse é um daqueles "mistérios" que só o amor é capaz de desvendar. Aliás, é um mistério que reflete o tipo de amor que Deus tem por cada um de nós. Um amor que O torna capaz de enxergar em nós Seus filhos amados, mesmo quando estamos irreconhecíveis, cobertos com a sujeira do pecado. Um amor que nos oferece a garantia de que somos amados, mesmo enlameados.
Escrito por Léo Barbosa às 03h36
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Programação de Férias
 
Local: Rua Dr. Nilo Peçanha, 158 - Centro - Guarulhos (SP)
Informações: (11) 6409-6109 ou 6409-1296 - leo.sede@uol.com.br
Escrito por Léo Barbosa às 15h49
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10.000 visitas!!!

Muito obrigado!!! Quero agradecer aos internautas pelas mais de 10.000 visitas!!! Desde o dia 12/11/2005, quando este blog foi publicado, tenho recebido uma generosa média de 150 acessos por dia! Espero sinceramente que este blog sirva como um gostoso "chiclete para a mente", estimulando a reflexão e proporcionando bons momentos de descontração!
Meus sinceros agradecimentos a todos vocês!!! Afinal de contas, quem faz desta página um blog inteligente e divertido são vcs, que "vira e mexe" dão uma clicada por aqui e deixam seus comentários! Muito grato... e bola pra frente!!!
Escrito por Léo Barbosa às 13h16
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Big Brother Cristão

Vale tudo na disputa pelo prêmio de 1 milhão de Reais! Isso inclui intrigas, fofocas, rivalidades, mentiras, conspirações e outras tantas ciladas do gênero. Realmente não deve ser nada fácil ficar confinado com 13 ilustres desconhecidos, que enxergam em você um inconveniente obstáculo para chegar aonde querem. Não é à toa que os "big brothers" não se sentem nem um pouco embaraçados em utilizar seus ardis até mesmo contra aqueles a quem acabaram de jurar amor e lealdade eternos.
Todas as vezes que o Big Brother Brasil vai ao ar, sou estimulado a pensar em como seria uma edição evangélica do programa. Você é capaz de imaginar um Big Brother Cristão? O que aconteceria se encerrássemos 14 membros de diferentes igrejas evangélicas, durante nada menos que 90 dias, em uma casa totalmente vigiada 24 horas por dia? Será que assistiríamos a algumas baixarias debaixo dos edredons? Haveria disputas desleais, mentiras ou "panelinhas" entre os irmãos? Os homens ficariam loucos para pegar o maior número de exemplares do gênero feminino? A obsessão pela fama e pelo dinheiro iria se assenhorear de muitos corações?
A bem da verdade não gosto nem de imaginar quais seriam os resultados de uma superexposição de crentes em horário nobre na TV brasileira. Não seria nada agradável se alguém tivesse de repetir as duras palavras do apóstolo Paulo, dirigidas à igreja de Corinto, no primeiro século da Era Cristã. Já pensou se o apresentador Pedro Bial aparecesse na telinha dizendo: "Por toda parte se ouve que há imoralidade entre vocês, imoralidade que não ocorre nem entre os pagãos" (1Co 5.1). Ih! Que vexame!
Escrito por Léo Barbosa às 23h16
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Arrependido?

Ah! Se arrependimento matasse... a maioria de nós ainda estaria "vivinha da Silva"! Sabe por quê? Porque o arrependimento genuíno é uma atitude praticamente em extinção nos tempos modernos. A maioria das vezes em que nos dizemos arrependidos, estamos na verdade tomados por um sentimento bem diferente do arrependimento: o remorso.
Apesar da freqüente confusão entre estas duas atitudes, arrependimento e remorso têm essências absolutamente distintas. É verdade que na maioria das vezes ambas estão relacionadas diretamente com a culpa proveniente do pecado. No entanto, as semelhanças param por aí.
O arrependimento é a tristeza que o indivíduo sente por causa do seu pecado. Já o remorso é a tristeza que o indivíduo sente por causa das conseqüências do seu pecado. Enquanto que a primeira atitude é motivada pela tristeza que o pecado produz no coração de Deus, a segunda se origina na tristeza que o pecado pode vir a produzir para aquele que o cometeu.
Responda sinceramente: Quando foi a última vez que você realmente se entristeceu simplesmente pelo fato de que a sua conduta desagradou a Deus? Quantas vezes você trabalhou arduamente para abandonar uma prática pecaminosa, mesmo quando não havia nenhum risco aparente de ser flagrado ou de sofrer as conseqüências da mesma?
Um dos escritores cristãos mais importantes do século 20, C. S. Lewis, descreve muito bem o verdadeiro arrependimento: "Depor as armas, render-se, pedir perdão, dar-se conta de que tomou o caminho errado, estar disposto a começar uma vida nova, do zero (...) Esse processo de rendição, movimento de marcha à ré a toda velocidade, é o que o cristianismo chama de arrependimento".
Portanto, quando nos dizemos arrependidos, e não exibimos sequer um vestígio de mudança de caráter e de conduta, o nosso arrependimento não passa de uma fraude. Quando aquilo que chamamos de arrependimento, se restringe à tristeza de ver o mundo desabar sobre a nossa cabeça, estamos simplesmente amargando o remorso - a velha pena de nós mesmos - e não o arrependimento apresentado na Bíblia como condição sem a qual o pecador não tem acesso ao perdão divino.
Escrito por Léo Barbosa às 02h25
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Toda nudez será castigada
No Egito, agora é lei: os cônjuges estão terminantemente proibidos de se despirem totalmente durante o ato sexual. Em um recente decreto, o xeque Rashar Hasán Jalil, sentenciou: "Estar completamente nu durante o ato sexual invalida o casamento". A nova lei provocou celeuma entre os doutores egípcios da lei islâmica. Alguns deles consideram que os cônjuges devem ser autorizados a ficar nus, podendo, inclusive, se olhar durante o ato sexual. Mas com uma ressalva: não podem olhar para os órgãos sexuais do companheiro. Outros recomendam que os casais mantenham relações cobertos por lençóis ou mantas.
A polêmica em torno do assunto, levantou uma antiga questão relacionada ao sexo no casamento, que está presente nas três principais religiões monoteístas do mundo (judaísmo, islamismo e cristianismo). Tem alguém o direito de, em nome da religião, determinar como marido e mulher devem proceder e até onde podem ir em suas relações sexuais?
Tendo crescido num lar evangélico, me acostumei a encarar o sexo, até mesmo dentro do casamento, como algo sujo e desonroso. Sempre enxerguei com naturalidade a interferência dos líderes religiosos sobre o relacionamento íntimo dos casais. Já soube de casos de anciãs que proibiam as jovens de vestirem lingeries mais ousadas diante dos seus próprios maridos. Por muitos anos, pastores e padres proibiram os fiéis de manterem relações sexuais com seus cônjuges durante os períodos considerados sagrados (a semana santa ou a semana da ceia, por exemplo). Ainda hoje, a grande maioria dos conselheiros cristãos condena contundentemente as chamadas preliminares entre marido e mulher. Alguns, inclusive, defendem a tese de que a prática do sexo anal e oral - no casamento - é um ato de bestialidade, que ofende a Deus, degrada o homem e degenera o matrimônio.
No entanto, se quisermos ser realmente honestos, devemos admitir que não há nenhuma passagem nas Escrituras que condene qualquer uma das práticas mencionadas acima. Na Bíblia o sexo no casamento jamais é considerado sujo, e deve, portanto, ser desfrutado como presente de Deus e "com ação de graças" (1Tm 4.3). Segundo o apóstolo Paulo, o relacionamento íntimo de um casal é algo que deve ser resolvido entre marido e mulher, com base no "mútuo consentimento" (1Co 7.5). Sem dúvida nenhuma, há uma lista de práticas sexuais que são claramente condenadas pelos autores do Novo Testamento, mas nenhuma dessas sanções se refere à vida sexual de homens e mulheres unidos pelo casamento.
Escrito por Léo Barbosa às 01h48
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Mero acaso?
- Não existe nada, além da matéria!
O menino olhava, fascinado, enquanto seu professor de Ciências defendia com fervor quase religioso sua teoria sobre a origem do Universo. Tudo começara com uma grande explosão. Surgiu, então, a matéria, que passou por incontáveis processos de transformação, ao longo de bilhões de anos, até surgir toda a beleza, a complexidade e a biodiversidade que compõem o cenário conhecido pelo homem, e do qual ele mesmo faz parte. Naquele momento, tudo parecia fazer sentido na mente do menino, que experimentava pela primeira vez os sabores dos saberes.
Duas semanas depois, o menino trouxe ao seu mestre, embrulhada num papel cor-de-rosa, uma lindíssima tela pintada a óleo, com um cenário bucólico.
- Quem a pintou? - perguntou o mestre.
- Ninguém, professor. Ela foi se modificando, aos poucos, até ficar assim, exatamente como está agora - respondeu o menino, com a ingênua naturalidade de uma criança.
Nos minutos seguintes, sob o olhar incrédulo do seu mestre, o menino foi explicando como, ao longo dos últimos anos, aquela tela havia se metamorfoseado, até transformar-se no quadro que ambos contemplavam, compenetrados. O menino lembrava-se bem de que, quando tinha cerca de 7 anos de idade, seu pai lhe pedira que levasse para o sótão da sua casa uma tela em branco e uma caixa cheia de pincéis e de tintas das mais variadas cores. A partir de então, começara aquilo que o menino descrevia como um milagre espontâneo das forças ocultas daquele sótão encantado.
Cada vez que, levado pela curiosidade, o rapazinho subia ao sótão e ascendia a luz, tinha uma surpresa nova. Algo diferente aparecia na tela. Primeiro foram aqueles borrões azuis esverdeados, que faziam lembrar as águas de um rio tranqüilo, como o que passava atrás da sua velha casa. Depois vieram outras cores. Tons de marrom e de verde se espalharam pela tela, ao redor do rio. Pequenas sombras, dentro da água, faziam lembrar peixinhos serelepes. E foi exatamente isso que o menino decidiu que elas seriam. Algum tempo depois, outra mágica viagem ao sótão revelou-lhe um novo tom de azul espalhado no alto da tela, que fazia lembrar o céu, nas manhãs mais quentes de verão. Mais tarde, como que por encanto, um bando de escuras aves encheu os céus, cobrindo parte do círculo amarelo vivo que, sabia o menino, era nada menos que o sol, em todo o seu fulgor. Ao longo de um ano, foi-se desenhando um rebanho, com dezenas ou, quem sabe, centenas de ovelhas, que pareciam se dirigir ao rio, a fim de refrescar-se com as suas águas serenas.
Por último, surgiram as duas figuras que mais chamavam a atenção do menino: uma criança pescando, debruçada perigosamente sobre o rio, possivelmente encantada com sua própria imagem. E, logo atrás dela, caminhando apressado em sua direção, a figura de um homem adulto, com as mãos estendidas.
O professor, que investigava atentamente cada detalhe do quadro e ouvia imperturbável o relato do seu aluno, concluiu:
- Meu jovem, você nunca suspeitou de que tenha sido o seu pai quem pintou esta tela? Inclusive, se você observar bem, perceberá que o menino debruçado sobre o rio se parece muito com você. Certamente o autor desta obra de arte deve amá-lo muito, pois me parece que o pastor das ovelhas está correndo para salvá-lo de algum perigo. Sinceramente, a idéia de que esta belíssima criação é obra do acaso é simplesmente absurda! Como você pôde acreditar numa tolice dessas? E, por que, afinal, decidiu trazê-la justamente a mim?
Visivelmente acanhado, o menino respondeu:
- É que eu tinha certeza de que o senhor seria a única pessoa no mundo capaz de acreditar na minha história.
Escrito por Léo Barbosa às 23h27
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O rei está nu!

88% dos deputados se recusam a devolver aos cofres do Governo as duas parcelas de R$ 12.847,20, referentes aos dias em que NÃO irão trabalhar em Janeiro. Uma nova faixa presidencial de R$ 38.000,00 é confeccionada para indicar quem deveria estar no comando do País. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) denuncia 68 casos de nepotismo cruzado entre o Tribunal de Justiça, o Ministério Público e o Tribunal de Contas do Estado, que contrataram esposas, irmãos, filhos e sobrinhos de dirigentes destas instituições, para receberem salários de R$ 5.807,00, fora vantagens, acarretando custo de cerca de R$ 20 milhões anuais aos cofres públicos. O "professor" Delúbio Soares, ex-tesoureiro do PT, é demitido da rede estadual de ensino de Goiás, após ter recebido cerca de R$ 165.000,00, sem trabalhar.
O país está realmente pegando fogo! Enquanto isso... numa paradisíaca praia de Inema, na Base Naval de Anatu (BA), nosso "esse lentíssimo" presidente da República, Luís Inácio Lula da Silva, se refresca com sua esposa, a primeira-dama Marisa Letícia, protegido do sol e do povo, por um toldo e uma dezena de seguranças armados.
Infelizmente, ninguém apareceu para dizer as sensatas palavras daquela velha fábula sobre o rei tolo:
- O rei está nu!
O problema é que só o "rei" ainda não não se deu conta.
Escrito por Léo Barbosa às 01h00
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Espelhos trágicos

Você já ouviu falar em Distorção da Imagem Corporal? Este é o nome que se dá ao modo doentio como algumas pessoas se vêem diante do espelho. Elas se acham totalmente gordas, quando, na verdade, estão definhando perigosamente. Este problema, que aflige principalmente as mulheres entre 13 e 20 anos (85% dos casos), conduz aos chamados distúrbios alimentares, como a anorexia e a bulimia. As pessoas que apresentam estes sintomas são vítimas de pressões sociais e culturais, que as levam a construir idéias distorcidas e destrutivas sobre o amor, a beleza e os valores que devem orientar suas vidas. Algumas ficam tão obcecadas, que chegam a se pesar 30 vezes por dia.
Jesus chamou Satanás de "pai da mentira" (Jo 8.44). Ele afirmou que as pessoas do seu tempo não conseguiam enxergar as verdades das suas palavras, justamente por darem ouvidos às falácias do Diabo. Ainda hoje, Satanás espalha suas mentiras, inflamando os corações dos homens contra a verdade. E, mesmo entre os cristãos, é tarefa quase impossível encontrar quem não tenha se deixado seduzir por idéias que confundem atração física, com amor verdadeiro; aparência, com conteúdo; e feminilidade, com a perfeição andrógena das modelos anoréxicas, viciadas e deprimidas, exibidas na TV.
Como se já não bastassem todas as angústias, os dilemas, as crescentes responsabilidades e as dores cíclicas e naturais provenientes do fato de serem mulheres, impomos a elas o fardo de terem de reproduzir na vida real, uma imagem corporal que só pode ser alcançada depois de milhares de horas em academias, somadas aos "milagres" das cirurgias plásticas e aos mais modernos recursos do Photoshop, capaz de transformar hipopótamos em botos-cor-de-rosa.
Escrito por Léo Barbosa às 00h36
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Chagas que louvam

Quando Galério (imperador romano, entre 305-311), com seu grande prefeito Asclepíades, invadiu a Antioquia, no intuito de, pela força das armas, fazer todos os cristãos renunciarem sua fé em Jesus, um cristão chamado Romano, foi preso e torturado com outros fiéis. O corajoso Romano foi flagelado com açoites com pontas de chumbo. Suas costelas foram perfuradas à faca, até aparecer o branco dos seus ossos. Esmurraram sua boca, arrancando-lhe todos os dentes. Até sua pronúncia foi radicalmente afetada. E em seguida, sua barba foi arrancada, com a pele, pouco a pouco.
Finalmente, quando seu belo rosto estava completamente desfigurado e irreconhecível, o dócil mártir cristão pronunciou as seguintes palavras: ”Eu lhe agradeço, ó prefeito, por ter aberto em mim muitas bocas, com as quais posso pregar a Cristo, meu Senhor e Salvador. Veja, cada ferida que eu tenho é uma boca louvando e cantando a Deus!”
Nós, cristãos brasileiros do terceiro milênio, não corremos nenhum risco de sofrer o martírio que nossos irmãos do passado sofreram, e que alguns irmãos de lugares remotos do mundo ainda sofrem, por amor a Cristo. Contudo, mesmo em circunstâncias diversas, cada um de nós exibe suas próprias chagas. São as chagas do abandono, da solidão, das enfermidades incuráveis, da humilhação diária, das ofensas, da pobreza, dos maltratos, dos remorsos, das culpas e das tristezas pungentes.
Em meio a feridas que não se fecham nem cessam de doer, a despeito de orações e apelos constantes, o maior desafio da fé é contemplar as próprias chagas, e repetir com o grande mártir: “Veja, cada ferida que eu tenho é uma boca louvando e cantando a Deus!”
Escrito por Léo Barbosa às 11h14
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Pastéis de vento

Quando foi a última vez que você comeu um pastel cheio de recheio? Nem me lembro mais quando foi que eu vi um generoso recheio de queijo, esticando com uma ávida mordida. Acho que isso é coisa do passado. Aliás, parece que alguns fast foods descobriram a maneira mais prática e econômica de fazer seus recheios parecerem maiores: diminuindo o tamanho dos pastéis. Mas a verdade nua, crua e gasta pelo tempo, é que as aparências continuam nos enganando. Por fora, pastel suculento. Por dentro, pastel de vento.
Infelizmente, o nosso cristianismo tem descido aos mais baixos níveis dos famigerados pastéis de vento. Não há nada de errado com os nossos discursos. Ainda insistimos em defender a castidade. Dissecamos facilmente os textos bíblicos que falam sobre o perdão. Somos capazes de discorrer durante horas sobre as propriedades da fé. Descrevemos a oração como o estilo de vida dos cristãos. E citamos prontamente frases de efeito e versículos decorados sobre todo e qualquer assunto que vier à baila.
Além disso, procuramos nos portar sempre da forma mais conveniente - entre crentes, principalmente. Parecemos simpáticos, nas saudações; honestos, nos negócios; civilizados, no trato com os irmãos; piedosos, nos momentos de adoração. E assim por diante.
Mas, terminado o culto de Domingo... entramos em nossas casas, tiramos nossa bela maquiagem evangélica e nos despimos dos nossos enferrujados cacoetes espirituais. É justamente ali, no refúgio secreto do lar, entre os únicos que de fato nos conhecem, que revelamos quem realmente somos: belos pastéis de vento.
Escrito por Léo Barbosa às 17h01
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Malditos "ses"

E se eu não conseguir pagar a minha casa? O que eu vou fazer, se eu for traído novamente? E se amanhã, amanhecer chovendo? Se o conserto ficar mais caro do que imagino? E se eu não conseguir me casar? E se este nódulo for mesmo câncer? O que vou dizer para minha família, se eu for despedido? Onde vou enfiar a cara, se ela me der um fora? Como vou me virar, se roubarem todo o meu dinheiro? E se eu bater o meu carro? O que será de mim, se este negócio não for para frente? Como vou fazer com as minhas roupas, se eu começar a engordar? E se um dia o meu próprio cachorro me atacar?
Quantas vezes fazemos a nós mesmos perguntas que começam ou terminam com "se"? Às vezes, somos assaltados por medos - muitos deles infundados - que nos paralisam totalmente, impedindo-nos de dar passos em direção àquilo que sonhamos. Estudos sérios comprovam que cerca de 90% dos nossos temores jamais chegam a se tornar realidade. Ainda assim, alguns desses temores criam raízes tão profundas em nossa alma, que se tornam patológicos - são as chamadas fobias.
Nossos medos são sintomáticos. Por trás de cada um deles, existem problemas que precisam ser levados em conta e tratados. Primeiro, nossos medos apontam para a excessiva preocupação que temos com nosso próprio bem estar; Segundo, revelam quão frágil é a nossa confiança no controle divino sobre nossas vidas; Terceiro, denunciam o modo negativo como encaramos o sofrimento - isto é, como um mal que deve ser evitado a qualquer preço. A Bíblia tem respostas claras para cada uma destas três origens do medo:
Primeira, não fomos criados para nos pré-ocupar tanto com nosso próprio bem estar ou com nossa realização pessoal. Antes, somos chamados por Deus para viver uma vida mais elevada, orientada pelo amor a Cristo e ao próximo. E neste amor "não há medo; ao contrário, o perfeito amor expulsa o medo (...) aquele que tem medo não está aperfeiçoado no amor" (1João 4.18).
Segunda, devemos confiar no Deus Soberano que sustenta e dirige cada aspecto da nossa história - isso inclui tudo aquilo que chamamos de "imprevistos" ou "obstáculos" no meio do caminho. Pois "sabemos que Deus age em todas as coisas para o bem daqueles que o amam, dos que foram chamados de acordo com o seu propósito" (Romanos 8.28).
E terceira, todas as vezes que nossos medos se tornam realidade, e temos de amargar sofrimentos insuportáveis, Deus age por meio deles, para forjar o nosso caráter, e nos transformar em pessoas mais parecidas com Cristo. Quem foi que disse que Deus sempre escolhe os caminhos mais agradáveis e confortáveis? Onde foi que aprendemos a nos desviar das trilhas mais espinhosas da vida? O conselho bíblico, para aqueles que experimentam as mazelas da existência, é: "Suportem as dificuldades, recebendo-as como disciplina". E, mesmo quando esta não for uma tarefa fácil, aqueles que sofrem têm a incondicional garantia de que "Deus os trata como filhos" (Hebreus 12.7).
Escrito por Léo Barbosa às 05h04
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