Somos todos náufragos

Relacionamentos são como embarcações, que nos ajudam a atravessar os mares revoltos da vida. É por meio deles que somos transportados da imaturidade, do egoísmo e do extremismo, para a maturidade, o altruísmo e o bom senso. Mas a verdade é que essas embarcações afundam. E, quando isso acontece, corremos um sério risco de afundar juntos.

Um dia, todo relacionamento acaba. A despedida é o "último ato" de cada parceria que costuramos ao longo da vida. Seja pela morte, pela separação ou por fatores puramente geográficos, a verdade é que, mais dia menos dia, seremos lançados para fora desses barcos e teremos de atravessar, a nado, as piores tempestades. A vida é assim, feita de "tchaus". Pais são obrigados a ver seus filhos crescerem e seguirem seus próprios caminhos. Adultos são separados de seus cônjuges, seja pela vida ou pela morte. E assim, as pessoas que mais amamos são tiradas de nós, de um jeito ou de outro.

De modo geral, a felicidade do ser humano depende da sua capacidade de reagir aos naufrágios. Cada vez que um relacionamento afunda, temos a oportunidade de decidir se iremos afundar também ou não. Ninguém sobrevive, ileso, a uma despedida. Mas sobreviver é possível.

A exemplo do que aconteceu com o apóstolo Pedro, quando foi encontrar Jesus sobre as águas do Mar a Galiléia, o Senhor sempre estará pronto para nos socorrer. Ele não nos deixará afundar. Aliás, com Pedro, aprendemos que só afundamos quando tiramos os olhos de Cristo e olhamos demais para a tempestade. A Bíblia diz que "quando [Pedro] reparou no vento, ficou com medo (...) começando a afundar" (Mt 14.30).

Todas as pessoas normais sofrem, quando um relacionamento termina. Mas se entregar ao sofrimento e se afogar na dor é uma questão de escolha. Aliás, uma escolha que ninguém precisa fazer. Pois a vida segue, o mar nos chama, e Cristo promete não nos deixar afundar.



Escrito por Léo Barbosa às 12h23
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O outro lado do arco-íris

Seguramente, o homossexualismo é o assunto que mais tem confrontado a Igreja ao longo da atual geração. Nos últimos anos, o mundo assistiu ao surgimento de igrejas cristãs evangélicas voltadas para o público gay, homossexuais foram conduzidos ao sacerdócio em igrejas cristãs reformadas da Europa, teólogos propuseram novas interpretações para as passagens das Escrituras que condenam o homossexualismo e inúmeros pastores "abençoaram" a união civil entre pessoas do mesmo sexo. Em função disso, é crescente o número de cristãos sinceros e tementes a Deus, que estão se convencendo de que os relacionamentos homossexuais são biblicamente permitidos por Deus, desde que haja compromisso.

Entretanto, a Bíblia continua chamando o homossexualismo de PECADO. No Antigo Testamento o homossexualismo é colocado no mesmo grau de imoralidade que o incesto, o adultério e a zoofilia (Lv 18.22). O Novo Testamento também mantém a proibição ao homossexualismo (1Co 6.9; 1Tm 1.10). Por mais que se busque encontrar fatores que determinem a inclinação homossexual de um indivíduo, a Bíblia diz que o homossexualismo é resultado direto da rebelião do homem contra Deus (Rm 1.26,27). Porque os homens decidiram dar as costas ao Criador, "Deus os entregou à impureza sexual, segundo os desejos pecaminosos do seu coração" (Rm 1.24).

Então, se o homossexualismo é realmente pecado, o que um homossexual pode esperar de Deus? Como ele deve reagir aos seus impulsos homossexuais? Como ele pode lidar com questões, como: namoro, noivado e casamento? Estou ciente de que responder estas perguntas não é nem de longe uma tarefa fácil e, ao fazê-lo, me exponho ao criticismo ácido daqueles que enxergam o assunto sob outro prisma. Ainda assim, vou arriscar algumas considerações:

  • Os homossexuais sinceramente arrependidos podem contar com o perdão divino. Enganam-se os cristãos que classificam o homossexualismo como um pecado mais sujo que os demais. Ele é tão pecado quanto o adultério, o amor ao dinheiro e o racismo. E, como qualquer destes pecados, deve ser reconhecido, confessado e abandonado (1Jo 1.9).
  • Os homossexuais não devem esperar que seus impulsos pecaminosos simplesmente desapareçam. Não há nenhuma promessa bíblica de que os cristãos não serão tentados. A garantia bíblica é de que ninguém será tentado acima da sua capacidade de resistir, e de que Deus sempre providenciará uma forma eficiente de seus filhos escaparem do pecado - qualquer que seja ele (1Co 10.13).
  • Os homossexuais devem optar pelo celibato, pelo menos provisoriamente, enquanto estiverem lutando contra suas inclinações homossexuais. E, a menos que seus impulsos heterossexuais sejam suficientemente despertados, eles não devem se envolver romanticamente com nenhuma pessoa do sexo oposto, mas devem renunciar temporariamente ao casamento "por causa do Reino dos céus" (Mt 19.12).


Escrito por Léo Barbosa às 04h34
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Epitáfio

Paulo sabia que a sua vida estava chegando ao fim. Ele estava encarcerado, padecendo em uma masmorra fria, acorrentado a um criminoso comum, abandonado pelos amigos e sentenciado à morte. "Está próximo o tempo da minha partida", admitiu o apóstolo. Mas, antes de partir, Paulo fez um balanço da própria vida. No final, ele diz ter feito três coisas: "Combati o bom combate, terminei a corrida, guardei a fé" (2Tm 4.7).

"Combati o bom combate". Porque o mundo em que vivemos não é um parque de diversões, mas um campo de batalha. Não estamos aqui para baixar acampamento e construir nossos próprios impérios. Nossa missão é servir o Reino, lutar contra as forças espirituais da maldade, resistir ao mal, socorrer os abatidos e fugir das ciladas preparadas contra nós.

"Terminei a corrida". Porque a religião "vida-mansa" dos crentes modernos, que passam anos sem avançar um milímetro sequer em direção à maturidade, não faz lembrar nem de longe a proposta de discipulado feita por Jesus, a todos os que desejavam sinceramente andar com Ele.

"Guardei a fé". Porque obedecer diligentemente às regras da fé cristã deveria ser o compromisso de cada crente. E porque a fé, como depósito da verdade cristã, deve ser preservada e defendida dos constantes ataques engendrados pelo mundo e por Satanás.



Escrito por Léo Barbosa às 03h25
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Pela culatra

Alguma vez você já foi consertar uma coisa... e terminou de quebrá-la? Já arruinou uma relação, quando estava se esforçando para salvá-la? Já arranjou sérios problemas, justamente quando estava tentando se livrar deles?

Foi exatamente isso que aconteceu com um americano chamado Luciano Mares, de 81 anos. Ao tentar se livrar de um rato que invadira sua residência, Luciano levou-o para fora da casa e o atirou em uma fogueira. O pobre velhinho se deu mal, pois o roedor conseguiu fugir, em chamas, e voltar para dentro da casa. Resultado? Com exceção do rato, ninguém ficou ferido, mas a casa e os móveis foram completamente destruídos.

Quer um conselho? Da próxima vez que você for efetuar reparos em algum aparelho, salvar um namoro em crise ou resolver problemas de ordem pessoal... pare, reflita, se aconselhe com alguém mais experiente... e, antes de tomar qualquer medida mais drástica, certifique-se de que não existe nenhuma maneira melhor, menos trabalhosa e mais eficaz de fazer o que você está planejando. Caso contrário, você corre o risco de criar um problema ainda maior do que aquele que existia no início.



Escrito por Léo Barbosa às 02h16
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A oração do pão nosso

A verdadeira espiritualidade não tem a ver apenas com os aspectos religiosos da vida. Ao contrário uma piedade autenticamente cristã deve fazer diferença no quarto de oração, mas também no leito conjugal; na semana do jejum, e na do carnaval; na meditação contemplativa, e em nossos momentos de lazer; em nossos gestos de adoração, e na forma como gastamos o nosso dinheiro.

A oração que Jesus ensinou aos seus discípulos mostra que não temos o direito de dividir a vida em duas: vida espiritual e vida material. Quando fazemos isso, nos esquecemos de que a "Oração do Pai Nosso" é também a "Oração do Pão Nosso", e que Deus deseja interferir livremente em cada aspecto da nossa vida - quer o chamemos de "espiritual" ou de "material". Segundo Jesus, uma vida de santidade deve incluir também as dimensões não-religiosas da existência humana.

Deus está tão interessado em nossas mãos, quando as erguemos nos momentos de louvor na igreja, como quando as usamos para acariciar o cônjuge. Ensinar um filho a dar os primeiros passos, não é menos santo do que conduzir uma grande reunião de oração. Construir uma casa, tijolo por tijolo, não glorifica menos a Deus do que ensaiar um coral de música gospel. O apóstolo Paulo diz que todas estas atividades devem ser encaradas como parte do nosso culto ao Senhor. Ele diz: "Assim, quer vocês comam, bebam ou façam qualquer outra coisa, façam tudo para a glória de Deus" (1Co 10.31).

Por causa do hábito de departamentalizar a vida, dividindo-a em espiritual e material, temos sido arrastados para uma decadente e perigosa esquizofrenia moral. Agimos como pessoas santas, no domingo à noite, mas negociamos como ímpios, na manhã da segunda-feira. Somos cristãos amáveis, entre os membros da nossa igreja, mas nos tornamos patrões detestáveis, para os funcionários da nossa empresa. Conseguimos ser, ao mesmo tempo, professores carinhosos, e pais impacientes; pastores mansos, e maridos intransigentes; recepcionistas bem educados, e motoristas estressados. Tudo isso, porque ainda não percebemos que, quando a reunião de celebração da igreja termina, nosso verdadeiro culto está apenas começando.



Escrito por Léo Barbosa às 10h09
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Quem precisa de avivamento?

Quando podemos dizer que uma igreja está de fato precisando de um avivamento? Oferecer respostas a esta pergunta, a princípio, não parece ser uma tarefa difícil. Mas, quando mergulhamos nas implicações de cada resposta, nos descobrimos em um labirinto para o qual não encontramos saída facilmente. Ainda assim, quero arriscar algumas considerações sobre o assunto. A igreja precisa urgentemente de um avivamento:

  • Quando a piedade dos seus membros passa a ser medida pelo barulho de suas orações ou pela maneira como se vestem.
  • Quando divisões esquartejam o corpo de Cristo, enfraquecendo sua influência e testemunho na comunidade de descrentes à sua volta.
  • Quando a evangelização deixa de ser um estilo de vida de cada crente, e passa a ser a ênfase apenas de um grupo de pessoas, designadas pelo pastor para "ganhar o mundo".
  • Quando a Palavra de Deus é negligenciada ou flagrantemente desobedecida, e os seus membros passam a viver exatamente como as pessoas que não conhecem a Cristo vivem.
  • Quando os pregadores substituem a exposição das Escrituras, por qualquer outra coisa que atraia mais atenção do auditório, como: shows de música pop, sopros mágicos, palestras motivacionais, jargões de auto-ajuda ou coisas do gênero.
  • Quando a maioria dos seus membros apenas consome artigos religiosos, enquanto uma minoria exausta se esforça em todas as frentes de ministério da igreja, como: a visitação aos doentes, a assistência aos necessitados e o aconselhamento àqueles que estão fracos na fé.
  • Quando as famílias estão vivendo de modo visivelmente desajustado e antibíblico, resultando em divórcios, adultérios, rebeldia, abuso, abandono, e falta de diálogo e disciplina.
  • Quando os crentes deixam de crescer espiritualmente, permanecendo estagnados no pecado, no analfabetismo bíblico e no completo ostracismo, mesmo dentro da igreja.
  • Quando o formalismo e o tradicionalismo engessam a igreja, impedindo seus membros de experimentarem novas ações que Deus tenha interesse em fazer neles e por meio deles.
  • Quando a comunidade em volta da igreja é vista como inimiga da fé, e não como campo missionário onde as sementes da fé devem ser constantemente lançadas e regadas, na esperança de que os resultados produzidos por Deus sejam colhidos pelas próximas gerações de crentes.

O Ph. D. Russell Phillip Shedd, diz que "ainda não experimentamos o avivamento segundo o coração de Deus, enraizado na Palavra infalível". Segundo ele, "um avivamento autêntico deve afetar a ética e a moralidade". E, infelizmente, não é o que temos visto na maioria das igrejas que se autodenominam "avivadas".



Escrito por Léo Barbosa às 12h06
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Por uma igreja mais avivada

Enquanto um pastor batista escolhia verduras, em uma feira livre, uma conhecida irmã da Assembléia de Deus aproximou-se dele. Papo vai, papo vem, o assunto começou a girar em torno dos dons espirituais (como já é de se esperar, nessas situações). A conversa terminou mais ou menos assim:

- Na sua igreja já tem língua estranha, pastor?

- Não - respondeu ele, mansamente.

- E profecia? Tem?

- Também não.

- Alguém tem dom de revelação?

- Que eu saiba não.

- Acontece cura divina nos cultos?

- Suspeito que não.

- Ah, pastor! Então a sua igreja está precisando de um avivamento.

- Creio que sim, querida. Mas me responda uma coisa: Na sua igreja tem fofoca, irmã?

- Ah! Como tem...

- Tem gente que leva uma vida imoral?

- Ih! Como tem...

- Existem grupos rivais dentro da sua igreja, irmã?

- É, pastor... como tem...

- Pois então, minha irmã. Creio que a sua igreja também esteja precisando de um avivamento.

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Deixe o seu comentário e responda: Em sua opinião, quando podemos dizer que uma igreja está de fato precisando de um avivamento?



Escrito por Léo Barbosa às 09h24
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A teologia do fio dental

Crente pode usar fio dental?

Recentemente, alguns amigos pastores se dispuseram a responder perguntas feitas pelos jovens de uma das nossas igrejas. Dentre as diversas dúvidas, sobre os mais variados assuntos, surgiu uma questão curiosa e inusitada: "Pastor, crente pode usar fio dental?" Não sei exatamente como (ou se) meus amigos responderam. Porém, antes que nos precipitemos em disparar a primeira reposta que nos vêm à mente, creio ser necessário fazer duas verificações:

Primeira: Seria importante saber se a pergunta se referia àquele instrumento usado para remover os resíduos alimentares que ficam entre os dentes, e que não saem apenas com a escovação; ou se ela se referia ao modelo de biquíni, cuja parte inferior deixa as nádegas nuas.

Segunda: Também seria conveniente identificar o sexo de quem levantou a questão. Como as perguntas chegaram às mãos dos pastores por meio de bilhetes anônimos, entregues ao término de uma palestra (cujo tema não era "fio dental"), não foi possível verificar isso. Em todo caso, se fosse constatado que algum dos rapazes presentes estava realmente interessado no assunto, talvez fosse oportuno bater um papo sobre sua sexualidade.

De qualquer forma, a questão acima revela um problema sério e crônico, que acomete boa parte dos cristãos evangélicos do nosso país. Como diria o escritor Brennan Manning: "É triste, mas é verdade: os cristãos querem ser escravos". Talvez essa tendência, seja proveniente do fato de que é mais fácil deixar os outros tomarem as decisões ou então simplesmente apoiar-se na letra da lei, do que exercer o bom senso e assumir total responsabilidade pelas próprias escolhas diante de Deus. Quer essas escolhas sejam sobre higiene bucal, quer sejam sobre... bem... qualquer outro assunto.



Escrito por Léo Barbosa às 09h44
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Ricos... mas nem tanto

Pobreza não carimba o passaporte celestial de ninguém. Não é só porque o indivíduo não tem onde cair morto, que o seu lugar no céu está garantido. Por outro lado, também não podemos confundir prosperidade com espiritualidade. Infelizmente, a nossa geração viu surgir uma teologia que mede a espiritualidade das pessoas, pelo seu extrato bancário. Essa teologia diz que alguém cujo saldo ultrapasse os sete dígitos só pode ser amicíssimo de Deus. Nada poderia estar mais longe da verdade!

Jesus chegou a dizer que "dificilmente um rico entrará no Reino dos céus" (Mt 19.23). É claro que o Mestre não estava insinuando que os pobres estão mais perto do céu, que os ricos. Se fosse assim, promover a miséria seria o método de evangelização mais eficaz do mundo. Mas Suas palavras deixam claro que dinheiro não é sinal de aprovação divina. Podemos ser ricos materialmente, e pobres espiritualmente.

Não que ser rico seja pecado. Evidente que não. Mas o fato é que pessoas que sonham em ficar ricas, costumam investir muito mais tempo nisso do que em seu relacionamento com Cristo. Além do mais, quem deixa a ganância se assenhorear do coração, tem muito mais dificuldade de dizer "não" aos atalhos inescrupulosos, oferecidos pelo mundo materialista em que vivemos.

Honestamente, ser pobre não é algo que o ser humano deseje naturalmente. Contudo, é sempre bom lembrar que os caminhos que conduzem ao dinheiro podem ser extremamente maléficos à saúde espiritual. E as portas que o dinheiro costuma abrir, podem nos levar para bem longe de Deus. Além do mais, já deveríamos ter aprendido algumas lições. Por exemplo: um bom modelo de consagração a Cristo é uma herança muito melhor para deixar aos filhos, do que simplesmente uma rechonchuda caderneta de poupança. Outro exemplo: investir tempo de qualidade no relacionamento conjugal, é muito mais determinante para a felicidade do casal, do que a quantidade de cômodos da casa que eles têm na praia. Correr atrás dessas coisas, às vezes, implica em deixar outras - bem mais importantes - para trás.



Escrito por Léo Barbosa às 12h53
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Porque brigar faz bem

Esqueça essa história de que um dia aparecerá alguém feito sob medida para você. Isso é apenas mais um mito. Não existem duas pessoas iguais neste mundo. É impossível encontrar alguém que concorde conosco em tudo. E, se encontrássemos essa pessoa, ela não teria a menor graça. Portanto, se você estiver interessado em construir um relacionamento duradouro com alguém, seja namoro ou amizade, tenha certeza de uma coisa: um dia vocês terão de brigar.

Quem foi que disse que devemos evitar as brigas? Se quisermos que os nossos relacionamentos amadureçam e criem raízes, vamos ter de arregaçar as mangas e brigar por isso. Na vida, as únicas mudanças que acontecem espontaneamente, são para pior, nunca para melhor. Se é verdade que "para baixo, todo santo ajuda", conduzir nossos relacionamentos a patamares mais elevados requer muito trabalho.

Para corrigir falhas, resolver problemas ou simplesmente expressar nossa infelicidade, às vezes, é preciso brigar. E, se soubermos exatamente como fazer isso, as brigas podem ser as melhores amigas dos nossos relacionamentos. No entanto, para que elas construam, ao invés de destruir, temos de respeitar algumas regras básicas sobre as brigas:

  • Primeira regra: Nunca - em hipótese alguma - ofenda a pessoa a quem você ama! Antes de qualquer outra coisa, é preciso que vocês dois entendam que estão brigando contra os problemas, e não um contra o outro. Vocês estão juntos nessa. E, como eu já escrevi em outro artigo: "ou vocês dois ganham, ou vocês dois perdem". Portanto, trate de pôr travas na sua língua. Não ofenda nem use termos chulos. Evite as generalizações e não envolva terceiros na discussão. Respeitem-se, sobretudo na frente de outras pessoas.
  • Segunda regra: Não se esqueça de afirmar seu amor incondicional. Brigar, não significa dar um xeque-mate na outra pessoa. Não faça ameaças do tipo: "Ou é assim, ou está tudo acabado!" Se a outra pessoa tiver a impressão de que você não tem mais nenhum interesse em salvar a relação, ela provavelmente não tentará sozinha. Aí sim, será uma tragédia. Portanto, assegure a outra pessoa de que você só está querendo resolver o problema, porque a ama incondicionalmente.
  • Terceira regra: Planeje suas brigas. Sei que isso pode soar absurdo, mas é perfeitamente possível fazer isso. Quando começamos uma briga no calor da emoção, os estragos são muito maiores. Quando não pensamos bem no que dizer, falamos coisas desnecessárias, injustas e improdutivas. Portanto, planeje suas brigas. Diga que quer conversar sobre tal assunto depois, quando chegarem em casa, ou quando as visitas se forem, ou quando vocês estiverem com a cabeça mais fresca. Nesse intervalo, não deixe de tratar o outro com respeito, carinho e dedicação. Vocês podem até ter um problema para resolver, mas mostre que isso não pode e não vai separar vocês dois.


Escrito por Léo Barbosa às 17h25
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Se essa onda pega...

Padre Pinto: exótico, polêmico e afastado da paróquia.

Depois de se apresentar todo maquiado e vestindo extravagantes fantasias de baiana, Oxum e índio, parece que o Padre José Pinto, da Igreja da Lapinha, uma das mais tradicionais de Salvador (BA), será mesmo afastado da direção da sua paróquia.

José Pinto afirma que, em 33 anos exercendo o sacerdócio, jamais deixou de se maquiar. "Faço maquiagem básica: um batonzinho levíssimo, um blush levíssimo, um pouco de rumel natural", disse o padre. Porém, o que mais chocou a opinião pública foi a sua fantasia de Oxum, uma divindade africana tida como deus da fecundidade. O Padre Pinto diz que, depois de uma consulta a um pai-de-santo, descobriu ser de Oxum Guerreiro, entidade espiritual que decidiu homenagear durante a celebração de uma missa.

Não é de hoje que a Igreja Católica tem adotado o sincretismo religioso (que é a tentativa de conciliar crenças e práticas opostas entre si) como estratégia para abarcar ou preservar um número grande de "fiéis". O duro é que, infelizmente, muitos evangélicos estão seguindo pelo mesmo caminho. Ao adotar práticas estranhas ao Novo Testamento, como: ingestão de "água ungida", ministrações de "passes" depois das pregações, sessões de descarrego com bispos vestidos de branco, e sal grosso espalhado pela casa, para espantar mau olhado, a igreja cristã também está tentando conciliar o Cristianismo com crenças e práticas que não têm absolutamente nenhuma relação com a fé cristã.

Agora, cá entre nós, não me surpreenderá muito se um dia eu vir algum líder evangélico subir num púlpito vestido de Oxum. Mesmo porque, já vi pastores pregarem vestidos de pais-de-santo, e irmãs girarem incansavelmente em estado de "êxtase espiritual", exatamente como as mães-de-santo fazem nos centros espíritas.



Escrito por Léo Barbosa às 02h08
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Falsidade ideológica

Alessandro Gonçalves usava documentos roubados para trabalhar em hospitais de São Paulo e foi preso em flagrante

Duas notícias dos jornais de ontem me chamaram a atenção:

  • A primeira foi a do falso médico, Alessandro Aparecido Marques Gonçalves (foto), que foi preso ontem à tarde, atendendo pacientes em um hospital da zona leste de São Paulo. Mesmo sem jamais ter assistido a alguma aula de medicina, o falsário conseguiu trabalhar como médico em diversos hospitais e clínicas particulares de Minas Gerais e de São Paulo.
  • A segunda foi a de que autoridades já detectaram a venda de ingressos falsos para os shows do U2 no Brasil, que serão realizados nos dias 20 e 21 de Fevereiro, no Estádio do Morumbi, em São Paulo.

Vivemos em um mundo repleto de falsificações. Há quem falsifique dinheiro, documentos, diplomas, roupas, aparelhos eletrônicos, jóias e até remédios. Na igreja, infelizmente, a história não é muito diferente. Jesus alertou seus discípulos sobre os "falsos profetas", e disse que eles enganariam a muitos. O Senhor disse que surgiriam até "falsos cristos". O apóstolo Paulo também alertou os cristãos do Primeiro Século, quanto aos "falsos apóstolos" e "falsos irmãos". Além dele, Pedro avisou seus leitores que surgiriam "falsos mestres" no meio dos cristãos.

E é fato. Na igreja, há muitos cristãos falsificados, que não têm nenhuma dificuldade em se vestir, falar ou se comportar publicamente como se fossem cristãos autênticos. Estes são os que se autodenominam "cristãos", sem ter compromisso algum com Cristo - entre eles estão traficantes, prostitutas e travestis, que se dizem crentes em Jesus, mas não querem abandonar sua vida de pecado.

Mas não é só isso. Além dessas cópias mal acabadas, eventualmente temos de admitir que muito da nossa experiência cristã também é falsificado. Dizemos que vamos orar, mas não reservamos nenhum espaço na nossa agenda para isso. Anunciamos a nossa entrega total a Cristo, mas retemos muito da nossa vida em nossas próprias mãos. Nos oferecemos para o serviço cristão, motivados por egoísmo e vaidade. Cantamos que amamos a Deus acima de tudo, mas estamos sempre divididos pelo nosso amor ao dinheiro, ao prazer ou a nós mesmos. E assim caminha a cristandade: como um ingresso, que não se pode aceitar; e como um médico, que não está apto para socorrer os doentes.



Escrito por Léo Barbosa às 02h52
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Viver junto

Dominic Monaghan, Terry O'Quinn, Jorge Garcia, Ian Somerhalder, Maggie Grace, Naveen Andrews, Emilie de Ravin, Josh Holloway, Yunjin Kim, Daniel Dae Kim, Malcolm David Kelley, Harold Perrineau, Evangeline Lilly e Matthew Fox

"Quem não souber viver junto, irá morrer sozinho". Esta foi a conclusão a que chegou Jack, o médico do seriado LOST, exibido pela Rede Globo. Na série, Jack é um dos passageiros que sobreviveram à queda de um avião, numa ilha do Pacífico. Perdidos, eles têm de trabalhar juntos para sobreviver em uma ilha cheia de perigos e segredos.

Os personagens são muito diferentes uns dos outros, o que torna a convivência quase insuportável. Apesar disso, eles têm de conhecer a si mesmos, somar esforços, driblar as dificuldades e vencer o medo. E, segundo Jack, a chave para que isso seja possível é aprender a "viver junto". O que, definitivamente, não é uma tarefa fácil.

Nossa dificuldade talvez esteja no fato de que é justamente quando nos relacionamos, que revelamos o melhor e o pior que há em nós. Construir uma relação é singrar um oceano de medos e mistérios. É tornar conhecidos os segredos que até nós desconhecemos. É procurar abrigo e conforto no estranho. É deixar-se invadir pela implacável luz do olhar de outra pessoa. É abrir mão da segurança e da previsibilidade. É perder o controle. É deixar-se afetar. É correr o risco de ferir e se ferir. É ter, misturadas no mesmo instante, as lágrimas do riso e do lamento. É querer ser melhor, e perder-se tentando.

Ver nascer uma amizade, ou se espreguiçar nos braços de um grande amor, sempre nos provocará um misto de alegria e de dor. Levar esse mistério adiante, sempre exigirá coragem e confiança. Coragem, para correr o risco de não ser aceito nem amado nem compreendido. E confiança de que teremos com Quem contar, caso precisemos recolher os cacos, reunir as forças e prosseguir caminhando. Até o dia em que nunca mais estaremos sozinhos, porque estaremos com Ele... para sempre.



Escrito por Léo Barbosa às 02h58
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Entre o oito e o oitenta

Manifestantes queimam bandeira dos EUA em protesto contra charges na Cisjordânia

Os desenhistas dinamarqueses que publicaram suas charges de Maomé no jornal Jyllands-Posten certamente não esperavam reações tão violentas, como as que aconteceram nas últimas semanas. Até agora, os protestos contra as doze charges publicas no jornal dinamarquês, em Setembro do ano passado, e republicadas em diversos jornais da Europa, no começo deste ano, já provocaram pelo menos treze mortes. Manifestantes incendiaram as embaixadas da Dinamarca, Suécia, Noruega, Chile e França, entre outras. E os protestos que começaram no Afeganistão, já atingiram a Indonésia, o Paquistão, a Nova Zelândia e o Egito. Agora, autoridades do mundo inteiro se perguntam como conter a "ira santa" do povo muçulmano.

Se compararmos a insignificância do pretexto (as doze charges), com a enormidade das conseqüências (as treze mortes), chegaremos facilmente à conclusão de que a ira muçulmana não parece proporcional nem justa, muito menos santa. Contudo, aprendemos uma lição: o que para os ocidentais não passa de um desenho, para a cultura islâmica pode ser um grande pecado. Segundo o xeque Jihad Hassan Hammadeh, vice-presidente da Assembléia Mundial da Juventude Islâmica da América Latina, "se os ocidentais não respeitam nem os seus próprios valores, imagine os dos outros".

Jamais entenderemos o que se passa na cabeça de um muçulmano, quando vê uma caricatura de Maomé, com uma bomba escondida no turbante. Alguns analistas sugerem que nos sentiríamos da mesma maneira, caso o desenho se referisse de modo pejorativo a Jesus Cristo. Mas isso não é verdade. Nossos mais nobres sentimentos em relação a Jesus, não se comparam com a reverência que a cultura islâmica presta ao seu líder, Maomé.

É possível que, se víssemos uma charge zombeteira de Cristo, nos sentiríamos bem pouco constrangidos. Quem sabe, até acharíamos graça. Como disse o xeque Hammadeh, "o grande problema hoje é que o Ocidente perdeu o valor do sagrado". Não vivi muito, mas já aprendi o suficiente para saber que entre o oito e o oitenta, existem pelo menos setenta e duas possibilidades. Todas elas com graus maiores de equilíbrio, do que os dois extremos. A irracionalidade daqueles que põem fogo em bandeiras, depredam embaixadas e matam pessoas por causa de uma dúzia de desenhos é evidente. Mas alguém que ri dos seus próprios valores, como tão facilmente rimos dos nossos, não me parece nem um pouco mais racional.



Escrito por Léo Barbosa às 00h45
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O que há de errado com Suzane?

Imagem televisiva de Suzane, que está solta há sete meses, por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF)

Um pouco mais gordinha, sorridente, brincalhona e, segundo a opinião do promotor Roberto Tardelli, "a anos-luz de qualquer arrependimento", Suzane von Richthofen (foto), ré confessa do assassinato de seus próprios pais Manfred e Marísia von Richthofen, passeia tranqüilamente pelas praias de Ubatuba, no litoral norte de São Paulo.

Suzane está solta há sete meses, por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), mesmo tendo confessado sua participação no crime que mais chocou a opinião pública, no ano de 2002. Fria e calculista, Suzane roubou três pares de luvas cirúrgicas da mãe, que era médica, e usou-os para não deixar impressões digitais no local do crime. A jovem abriu a casa para que o namorado (Daniel) e o cunhado (Cristian) pudessem entrar e assassinar seus pais a pauladas, enquanto dormiam. Depois do assassinato, os três montaram uma cena para simular um latrocínio - roubo seguido de morte. Em seguida, ela e o namorado se dirigiram a um motel, na tentativa de sustentar um bom álibi.

Até hoje, especialistas em relacionamentos familiares, conselheiros profissionais e psicanalistas renomados tentam apresentar as razões que motivaram Suzane a cometer um crime tão bárbaro. Há quem diga que o crime revelou a falta de disciplina na família Richthofen. Outros sugerem que o materialismo do mundo ocidental fez com que ela enxergasse apenas a herança que receberia, com a morte dos pais. Além disso, também são apontados fatores como a influência do namorado e o abuso da maconha. Segundo a jovem, o crime foi motivado "por amor", pois seus pais viam com reservas seu namoro com Daniel - razão porque tinham de ser tirados do caminho.

Por mais que procuremos razões para os atos de Suzane, a verdade é que jamais encontraremos qualquer justificativa para o que ela fez. Os seus pais não podem ser responsabilizados. A falta de disciplina, o materialismo e a maconha também não justificam sua crueldade. O problema fundamental de Suzane e de todos os outros exemplares da espécie humana - incluindo você e eu - é basicamente o mesmo: o PECADO que habita o nosso coração. Segundo Jesus, é dentro de nós que mora o problema. "Pois do coração saem os maus pensamentos, os homicídios, os adultérios, as imoralidades sexuais, os roubos, os falsos testemunhos e as calúnias. Essas coisas tornam o homem impuro" (Mt 15.19,20). Procurar fora de nós algum culpado pelos nossos próprios pecados é, sem dúvida alguma, procurar no lugar errado.



Escrito por Léo Barbosa às 23h43
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Traficantes de Jesus

Policial participa de cerco a traficantes do Morro do Dendê

Só faltava essa! O jornal Folha de São Paulo publicou, no último sábado, uma reportagem com o título: Tráfico é acusado de vetar umbanda no Rio. Segundo o jornal, os traficantes de drogas dos morros do Rio de Janeiro "estão proibindo ou restringindo as religiões afro-brasileiras, como a umbanda e o candomblé". Um dos motivos seria o envolvimento desses traficantes ou seus familiares com igrejas evangélicas.

No Morro do Dendê, na Ilha do Governador (zona norte do Rio), Fernando Gomes de Freitas, que lidera o tráfico local "e que se diz evangélico, determinou o fechamento de ao menos três terreiros nos últimos meses e proibiu que pessoas circulem pela favela com cordões ou pulseiras com alusão às religiões afro". No complexo de favelas de Senador Camará (zona oeste do Rio), os traficantes, que freqüentam a igreja Assembléia de Deus dos Últimos Dias (?), estão proibindo trabalhos de macumba e reuniões espíritas. Em diversas favelas, terreiros estão sendo fechados, despachos estão terminantemente proibidos e já houve até caso de pai-de-santo assassinado. Tudo isso "em nome de Jesus".

Quer saber onde nós, cristãos, ficamos nessa história? Como sempre: pagamos o mico. Infelizmente, depois de assistirmos ao surgimento dos movimentos de gays, transexuais e até artistas pornográficos "evangélicos", teremos de engolir mais este vexame. Eis aí o movimento dos "traficantes evangélicos" que, além de tudo, se sentem no direito de organizar verdadeiras cruzadas contra as outras religiões. Pode?



Escrito por Léo Barbosa às 01h58
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Humilhados pela tentação

Ser tentado não é pecado. Esta afirmação pode parecer um tanto óbvia, entretanto, já perdi a conta de quantas pessoas confessaram a mim suas culpas, simplesmente por se sentirem tentadas a pecar. Elas se sentem sujas e humilhadas, mesmo depois de terem resistido bravamente ao desejo de fazer o mal. Suas culpas e sentimentos de inferioridade e vergonha geralmente são tão devastadores, que elas nem conseguem perceber que venceram a luta contra a tentação.

Pessoas que lutam contra tentações, como: o desejo por um relacionamento sexual ilícito, o anseio por vingança, a recaída em algum tipo de vício e o ímpeto de se apropriar indevidamente de algo, têm a tendência de olhar para si mesmas com culpa e desprezo. Para elas, só o fato de terem sido tentadas já implica em humilhação e culpa. Àqueles que se sentem assim, gostaria de lembrá-los de três verdades bíblicas sobre a tentação:

  • Primeira. Jesus também foi tentado pelo Diabo (Mt 4), no entanto, o autor de Hebreus diz que apesar de ter passado por todo tipo de tentação, Ele permaneceu "sem pecado" (Hb 4.15). Portanto, ser tentado não é pecado. Ninguém deve se sentir fracassado por ser pressionado pelas tentações, pois elas fazem parte da experiência de todo crente.
  • Segunda. Tiago, o irmão de Jesus, nos ensina que o pecado está em deixar-se arrastar e seduzir pelas tentações, a ponto de planejar e praticar o mal (Tg 1.14,15). Portanto, ninguém deve se sentir "menos convertido", simplesmente pelo fato de ser tentado. O grande desafio da vida cristã é permanecer firme, diante das tentações.
  • Terceira. Seremos tentados até o fim. Enquanto estivermos deste lado da eternidade, arrastaremos a nossa natureza caída. Por mais que avancemos espiritualmente, não há nenhuma garantia bíblica de que nos tornaremos imunes à tentação. Jesus ensinou seus discípulos a pedir que Deus não os deixasse cair diante da tentação, e não que não fossem tentados (Mt 6.13). Paulo diz que sempre experimentaremos a esmagadora tensão entre a vida de Cristo em nós (o Espírito) e a nossa própria inclinação para o mal (a carne). Portanto, nosso dever é não nos deixar vencer pela carne, mas vencer a carne pelo poder do Espírito (Gl 5.16,17).

Em vista disso, da próxima vez que você se sentir tentado pelo pecado, não despreze a si mesmo, não desconfie da sua conversão e da sua relação com Cristo, não entregue os pontos e tampouco desista de ser fiel. Pense nas tentações, como oportunidades singulares de desenvolver e demonstrar sua fidelidade a Cristo. Fidelidade esta que não depende dos seus esforços ou méritos pessoais, mas que repousa exclusivamente sobre a graça salvadora e sustentadora de Deus, revelada em Jesus.



Escrito por Léo Barbosa às 12h10
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Hipocrisia nacional

Estudante grita palavras de ordem em Jacarta contra a chegada da revista "Playboy" à Indonésia

A chegada da revista Playboy à Indonésia tem provocado tanta celeuma e protestos tão acalorados entre os indoneses que, muito provavelmente, os seus marqueteiros não precisarão fazer nenhuma campanha publicitária no país para que a revista faça sucesso. Estudantes e cidadãos comuns estão organizando, quase que diariamente, violentas manifestações contra a publicação da revista. Os jovens saem às ruas e gritam palavras de ordem contra aquilo que chamam de pornografia ocidental.

Sei que as reações daquela sociedade contra o conteúdo da revista parecem, até certo ponto, coerentes com a moral, os bons costumes, os valores da família, etc. Tudo isso, não fosse um pequeno detalhe: a Indonésia é um dos países campeões de pornografia e prostituição infantis. Ao lado da Tailândia, Filipinas, Vietnã, Camboja e Taiwan, o país é universalmente conhecido pelo turismo sexual e pela exploração de menores. Dentre eles, a Indonésia e o Vietnã figuram como os maiores fornecedores de menores, para abastecer a indústria pornográfica e a prostituição nos países do sudeste asiático.

Diante deste lamentável cenário, talvez a revista mundial de "entretenimento" para homens adultos, fundada em 1953, a Playboy, não acabará despertando mesmo muito interesse nos indoneses, já que meninas entre 2 e 12 anos são a preferência nacional entre os consumidores de pornografia daquele país.



Escrito por Léo Barbosa às 11h17
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Vamos jogar frescobol?

 

Que tipo de relacionamentos você está construindo? Como você reage, quando seu cônjuge, namorado ou amigo comete algum excesso e o deixa constrangido na frente de outras pessoas? Como você se comporta, quando a pessoa que você ama se atrasa, fala o que não deve, descumpre a palavra ou se esquece de uma data especial? Você procura contornar a situação, entregando-se à tarefa de reparar os estragos, ou simplesmente reage à altura, pagando na mesma moeda?

No final das contas, só existem dois tipos de relacionamentos: os do tipo frescobol e os do tipo partida de tênis. Quem conhece os dois esportes, é capaz de perceber algumas semelhanças óbvias entre ambos. Para praticá-los é preciso usar duas raquetes e uma bola, e são necessários pelo menos dois participantes. Bem... as semelhanças param por aí, pois os objetivos dos dois esportes são absolutamente opostos.

Na partida de tênis, os jogadores competem entre si, e o seu objetivo é mandar uma bola "quadrada" ou indefensável para o seu oponente. Dificultar ao máximo a tarefa do outro, eliminando qualquer possibilidade de defesa ou de devolução da bola é a obsessão de todo tenista.

Já no frescobol, a situação é bem diferente. Primeiro, porque os jogadores não competem entre si, mas cooperam um com o outro. O objetivo deles é mandar para o companheiro uma bola "redonda", perfeita, fácil de ser defendida e devolvida, mesmo depois de ter recebido uma bola torta e esquisita. Surpreender o companheiro com uma jogada imprevisível, no contra-pé, é a última coisa que um jogador de frescobol pretende fazer.

Trocando em miúdos, a diferença entre uma partida de tênis e um jogo de frescobol é muito simples: enquanto que no tênis, um dos competidores precisa perder, para que o outro ganhe; no frescobol ou os dois jogadores ganham ou os dois perdem. Simples assim.

Portanto, se você quer realmente construir relacionamentos saudáveis, frutíferos e duradouros (seja um namoro, um casamento ou até mesmo uma amizade), tente encará-los como um descontraído jogo de frescobol. Se esforce para reagir de modo amável, paciente e compreensivo, mesmo quando uma bola "quadrada" vier em sua direção. Faça de tudo para tornar a situação da outra pessoa a mais confortável e segura possível, mesmo que para isso você sofra alguns arranhões. Não tenha dúvidas de que, no final, terá valido a pena, porque em qualquer um dos seus relacionamentos, ou vocês dois ganham ou vocês dois perdem. O placar, é você quem faz.



Escrito por Léo Barbosa às 02h38
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A difícil arte de mudar

O escritor americano Mark Twain tinha razão, quando afirmou que "o único ser que gosta de mudança é o bebê com a fralda molhada", pois cada uma das mudanças porque passamos ao longo da vida implica em conquistas, mas também em desconforto e dor.

No entanto, mudar não é uma questão de opção, mas de imposição. A vida não nos permite permanecer na mesma marcha, no mesmo ritmo nem na mesma direção por muito tempo. Geralmente, quando começamos a nos adaptar a uma situação, nossa vida dá uma guinada e... lá vamos nós de novo. Nas palavras de Heráclito, o filósofo: "Tudo flui, nada persiste nem permanece o mesmo".

Não seria exagero dizer que viver é mudar. Desde o dia em que nascemos, não fazemos outra coisa. Aprendemos a respirar, comer, andar e falar. Mais tarde, temos de aprender a assumir responsabilidades, costurar relacionamentos, tomar decisões e reconhecer os próprios erros. No final, a vida nos ensina a nos despedir, diminuir o ritmo e transferir o bastão das nossas responsabilidades a outrem. E assim - queiramos ou não - nós vamos crescendo e mudando.

A vida cristã também é um chamado para um lento e longo processo de mudanças. Não somos transformados em pessoas semelhantes a Jesus Cristo, imediatamente após a nossa conversão. Isso é algo que consome muito tempo e trabalho. Como diz o apóstolo Paulo: "Quanto à antiga maneira de viver, vocês foram chamados a despir-se do velho homem, que se corrompe por desejos enganosos, a serem renovados no modo de pensar e a revestir-se do novo homem, criado para ser semelhante a Deus em justiça e em santidade provenientes da verdade" (Ef 4.22-24).

Mudar pode ser doloroso, mas sempre será necessário. Enxergar quais áreas da nossa vida urgem por mudanças profundas e definitivas é uma tarefa imprescindível para aqueles que desejam experimentar uma vida cristã autêntica e fazer diferença no mundo à sua volta. Portanto, arregace suas mangas e comece hoje a promover aquelas mudanças que vêm sendo adiadas há muito tempo. Pare, de uma vez por todas, de reclamar de quem você é, e comece imediatamente a agir como você sabe que deve agir. Afinal... se optar por continuar fazendo o que você sempre fez, é óbvio que continuará sendo quem você sempre foi. E isso, é claro, é a última coisa que você quer.



Escrito por Léo Barbosa às 02h04
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+ + Fotos do Retiro + +

Agora uma homenagem à toda galera q trabalhou a beça para fazer do nosso retiro de férias UM PROGRAMA DELICIOSO!!! Estou postando esta foto para agradecer à toda turma: Reinaldo (o crente escoteiro) Jandira, Zezé, Leno, João, Anália, Enelita e o churrasqueiro-mor... FÉLIX (foto). Aliás... vcs viram os outros dois personagens que aparecem na imagem? Acima do seu Félix, um busto do profeta Oséias... hehehe... e, no canto direito, a mãozinha do Normam, do filme Psicose.

Félix Passos



Escrito por Léo Barbosa às 17h08
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+ + Fotos do Retiro + +

Eis a razão porque os programas da UMADGUAR são tão animados!! O seu diretor vive de cabeça fresca!! Agora... cá entre nós... se água lavasse pecado, hein? Ele seria um santo!

Pastor Luciano Alves



Escrito por Léo Barbosa às 16h49
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+ + Fotos do Retiro + +

Agora uma foto dos rapazes. Bem... para saber quem são eles é só passar o cursor sobre a imagem. Sei q teve gente q furou, com medo da chuva... ai q dó... rs... Deus mandou um sol pra cada um!!! Hehehe!!!

Fernando, Edson Fraiz e Jeser



Escrito por Léo Barbosa às 16h38
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+ + Fotos do Passeio + +

Aí vão algumas fotos do último retiro do Ministério de Jovens Louvor & Mensagem. Àqueles que não foram... que morram de inveja!!! Hehehehe!!! Aos que foram... que fique a saudade! E aos que não conseguiram vaga desta vez... logo, logo tem + rolé!!!

Gabriela, Elisama, Priscila e Jéssica



Escrito por Léo Barbosa às 16h35
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Fé e Big Brother

A psicóloga paraense Thaís, participante do Big Brother Brasil 6, ofereceu a sua "explicação" para a vitória do Agustinho, no terceiro paredão do programa, ontem à noite. Para ela, a fé foi o fator determinante para que o carioca permanecesse na casa. Segundo Thaís, Agustinho teve fé quando foi sorteado, quando ganhou a primeira liderança e quando faturou um Fiat Idea 0 Km. "É a sua fé que move montanhas", disse a jovem.

A declaração de Thaís reflete a confusão que muitas pessoas fazem sobre o que significa ter fé. Para muitos, fé é o mesmo que otimismo, ou seja, ter fé é esperar que as coisas melhorem e que tudo fique bem no final. Para outros, fé e fanatismo andam juntos. Esses são os que param de tomar remédios, passam cheques-sem-fundo e jogam na loteria, "pela fé". Há ainda aqueles que confundem fé com superstição. Deixam a Bíblia constantemente aberta no Salmo 91 (ainda que jamais tenham lido qualquer um dos seus 16 versículos), bebem água benzida pelo missionário e espalham óleo ungido pelos quatro cantos da casa.

Os exemplos acima não chegam nem perto da definição de fé proposta pelo autor da Carta aos Hebreus. Ele diz: "Ora, a fé é a certeza daquilo que esperamos e a prova das coisas que não vemos" (Hb 11.1). Em seguida, o autor sagrado apresenta uma lista de modelos de fé, que lançam luz sobre o significado de suas palavras. Sua galeria de "heróis da fé" nos revela que a verdadeira fé inclui temor de Deus, obediência, fidelidade e renúncia. Nenhuma das virtudes demonstradas em Hebreus 11 me parece coerente com a disposição para armar ciladas, participar de complôs e colecionar mentiras, com o único "santo" objetivo de ganhar R$ 1 milhão.

É provável que a Carta aos Hebreus tenha sido escrita para encorajar os crentes do Primeiro Século a permanecerem firmes na fé, apesar das perseguições que vinham sofrendo no mundo, justamente por causa da fé. No caso deles, a fé era sinônimo de dificuldades, e não de facilidades. O que o escritor de Hebreus chama de fé é a capacidade de se agarrar em um Deus invisível, a despeito das circunstâncias desfavoráveis visíveis.

A verdadeira fé não é o poder para evitar as dificuldades, mas a capacidade de não sucumbir diante delas. Não é a garantia de satisfazer todos os seus desejos, mas o desejo de satisfazer totalmente a vontade de Deus. Não é simplesmente concordar com uma série de verdades sobre Deus e sobre a Bíblia (até o Diabo concorda com elas... e treme), mas sim orientar cada aspecto da vida de forma a refletir todas essas verdades.

Para os nossos antepassados, a fé era a força que mantinha um cristão fiel a Deus, ainda que isso implicasse em ser perseguido pela sociedade, excluído pela família, abandonado pelo cônjuge ou até mesmo torturado pelas autoridades. No tempo dos nossos pais, a fé era o poder de permanecer firme, mesmo em meio à dor, à doença e à miséria. Este, definitivamente, não é o tipo de fé que promete levar alguém a faturar R$ 1 milhão. Mas é o único tipo de fé capaz de conduzir alguém à vida eterna.



Escrito por Léo Barbosa às 01h21
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