Depende de você

"Há diferentes tipos de ministérios, mas o Senhor é o mesmo" (1Coríntios 12.5)

Imagine uma comunidade onde todos os membros tenham vocação para o cargo de pastor dirigente. Ou então, uma comunidade em que cada crente, sem exceção, se sinta chamado para fazer missões transculturais, ou para a liderança do ministério de louvor.

Nem preciso dizer quais seriam os resultados. Teríamos uma série de confusões, mal entendidos, disputas, ciúmes e ressentimentos. Além, é claro, de uma porção de áreas deficientes, necessidades não atendidas e ministérios negligenciados. Pra falar a verdade, nem poderíamos chamar essa comunidade de igreja de Cristo, pois o apóstolo Paulo descreve a igreja como "o corpo de Cristo", e cada um dos cristãos, individualmente, como "membro desse corpo" (1Coríntios 12.27). Isto é, a igreja deve ser uma comunidade de pessoas diferentes, com dons, talentos, aptidões e áreas de interesse diferentes. Pois são justamente nossas diferenças que fazem de nós um corpo, formado por membros cujas singularidades se complementam.

Quando perdemos isso de vista, limitamos nossa visão de ministério a duas ou três atividades que assumem maior proeminência na igreja, e imaginamos que servir a Deus se resume a pregar, cantar, tocar ou liderar. É claro que todas estas atividades são de suma importância, mas além delas há uma infinidade de outras possibilidades. Não há limites para a quantidade de ministérios que uma igreja local pode desenvolver.

Onde houver qualquer necessidade, ali haverá, sem dúvida, uma oportunidade de desenvolvermos um ministério que reflita Cristo, abençoe a igreja e propague o evangelho entre os perdidos. Quantas forem essas necessidades (físicas, emocionais, materiais, espirituais, sociais ou organizacionais), tantas serão suas chances de servir a Cristo. Na própria Bíblia há uma relação grande de dons e ministérios: evangelismo, serviço, ensino, aconselhamento, contribuição, socorro, hospitalidade, discernimento, liderança e muitos outros. E eu não creio que as listas da Bíblia esgotem definitivamente o assunto.

Portanto, da próxima vez que você sentir aspiração pelo ministério, evite a tentação de olhar primeiro para o púlpito. Olhe à sua volta. Desperte para as necessidades urgentes que o cercam. Possivelmente Deus esteja bem interessado em usá-lo para suprir graciosamente essas necessidades, através de você. Afinal, nem todos foram chamados para subir no púlpito, mas todos foram chamados para descruzar os braços e se colocar nas mãos Daquele que nos chamou, nos capacitou e, certamente, nos recompensará. Há muita coisa ainda por fazer. Se elas serão feitas ou não, depende de você!



Escrito por Léo Barbosa às 01h06
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Um amor de verdade

"Porque Deus tanto amou o mundo que deu o seu Filho Unigênitod, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna" (João 3.16)

No final das contas, só existem dois tipos de amor. O primeiro é aquele que procura valor na pessoa amada. O segundo é aquele que atribui valor à pessoa amada.

Amores do primeiro tipo, são criteriosos e seletivos. Isto é, quando encontram determinado valor em alguém, desenvolvem naturalmente uma estima e uma atração por ele. Se for uma especial beleza, somos arrebatados pelo deslumbramento. Se for o bom caráter, depositamos tranqüilos a nossa confiança. Se for o brilhantismo intelectual, tomamos-lhe emprestadas as idéias. Se for a dedicação, deleitamo-nos em seus gentis e sacrificiais cuidados. De qualquer forma, para os amores desse tipo, obviamente, nem todos serão amáveis. E, até mesmo entre os que são amáveis, nem todos o serão o tempo todo.

Já o segundo tipo de amor é daquele que se derrama generosamente sobre os miseráveis, que de outro modo jamais seriam amados. Desse tipo são os amores escandalosos, que abraçam sem pudor os intocáveis, aceitam de volta os irreconciliáveis, se debruçam sobre os desprezíveis, socorrem os moribundos, se acercam dos inúteis e dos desesperados, e perdoam ofensas para as quais a razão jamais ofereceria clemência.

Não importa quantas vezes experimentemos os amores do primeiro tipo. A verdade é que jamais nos sentiremos suficientemente amados e seguros, a menos que provemos um genuíno amor do segundo tipo. Do tipo incondicional, irrefreável e inabalável. Do tipo que Cristo demonstrou, na cruz do Calvário, por todos aqueles que admitem sinceramente serem totalmente indignos.



Escrito por Léo Barbosa às 02h50
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Gato também é gente!

Você pode não ser uma pessoa apaixonada pelos felinos, mas provavelmente se parece mais com eles do que imagina.

Em casa, por exemplo, temos seis gatos - com residência fixa, além dos bichanos que, vez ou outra, aparecem para um jantar ou pernoite. Uma das fêmeas, apelidada de Branquinha, parece ser a mais "humana" do gatil. Explico porque: entre o armário da copa e o alto da geladeira não existe nenhum obstáculo, a não ser quando uma das portas do móvel está aberta, o que não é muito incomum. Quando isso acontece, o trajeto fica interrompido. Isso não seria problema, não fosse por duas razões: a primeira é que essa bendita porta é de vidro quase transparente, a segunda é que o cesto que fica em cima da geladeira foi eleito como o estacionamento felino mais concorrido da casa. Resultado: às vezes, no ímpeto de garantir uma vaga, antes que a concorrência o faça, a Branquinha se esquece de verificar se o armário está devidamente fechado, e acaba trombando com o vidro. E o resultado, obviamente, é sempre o mesmo.

Começo a desconfiar que alguém precisa, urgentemente, ter uma conversa com a tal gatinha, para explicar-lhe que quantas vezes ela saltar de cabeça no obstáculo de vidro, colocado estrategicamente entre ela e a geladeira, tantas vezes ela irá parar no chão, bem longe do cobiçado cesto de dormir. Repetir o mesmo padrão de conduta, esperando obter um resultado diferente, é o cúmulo da estupidez.

O x da questão é que não me parece que nós, seres humanos racionais, sejamos tão diferentes assim da pobrezinha. Quase todos os dias vejo pessoas repetirem padrões de comportamento destrutivos ou autodestrutivos, esperando obter bons resultados com eles. O curioso é que mesmo depois diversas tentativas, insistem no mesmo processo. É o caso daqueles que estão sempre lamentando seus envolvimentos românticos com pessoas já comprometidas, mas não param de repetir a dose. O mesmo vale para os jovens que se envolvem com drogas, por escolherem mal suas amizades, mas insistem em preservá-las, mesmo tentando se livrar do vício. É o que acontece também com os pais que se sentem culpados pelo pouco tempo dispensado aos filhos, e mesmo assim não deixam de assumir novos compromissos na igreja ou no trabalho.

A verdade é que, ao longo da vida, você já deve ter se esborrachado no chão algumas vezes, depois de chocar-se em um obstáculo qualquer. Afinal, errar é humano. Mas a pergunta é: quantas vezes você precisará trombar no mesmo obstáculo, até decidir mudar de atitude?



Escrito por Léo Barbosa às 23h19
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Dicotomia Brasileira

A suspeita de que tenha partido de Palocci a ordem para a quebra do sigilo bancário do caseiro Francenildo Santos da Costa constrange o ministro e o governo de forma semelhante ao escândalo do mensalão.

Desta vez, foi o ministro da Fazenda Antonio Palocci (no "lulês": "Paloffi") que, enfraquecido pelas denúncias do segundo maior escândalo envolvendo o Governo Lula, não resistiu, e renunciou ao cargo. Nos últimos dias, a situação de Palocci se agravou drasticamente, por três razões: 1) por causa das denúncias do caseiro Francenildo Santos da Costa, que aponta para o ministro como um dos assíduos freqüentadores da "mansão do lobby", um célebre casarão onde alguns magnatas de Ribeirão Preto fechavam negócios escusos e realizavam festas regadas a uísque e animadas por prostitutas; 2) também pela indignação provocada pelos esforços do STF para calar Francenildo, durante o seu depoimento na CPI dos Bingos; e 3) por último, pelo escândalo da quebra ilegal do sigilo bancário do caseiro, na tentativa de desmoralizá-lo e jogar um balde de água fria na oposição. O ministro, que prosseguia aparentemente "blindado", apesar da constante alta do juro e da sensível queda do PIB, não suportou a pressão da oposição, da imprensa e da opinião pública, e jogou a toalha.

O caso Palocci é só uma amostra da crise generalizada que se instalou no atual Governo, depois do escândalo do "mensalão" denunciado pelo então deputado Roberto Jefferson (PTB). Muito mais do que política e econômica, a crise que o presidente Lula enfrenta hoje é institucional e moral, e revela a "dicotomia" vigente em nosso país. Segundo economistas e cientistas políticos, os brasileiros não têm o que temer, pois a crise moral que grassa a política do país não afeta a economia e, portanto, não representa nenhuma ameaça ao povo brasileiro. Um comentarista político de uma rádio de jornalismo 24 horas, chegou a afirmar que "esta crise não oferece risco à economia brasileira, porque o Antonio Palocci está envolvido nos escândalos como pessoa física, e não como membro do governo".

O cenário político desenhado pelo Governo Lula é um retrato fiel de uma cultura difundida em nosso país, que poderíamos chamar de "dicotomia brasileira". Segundo ela, existem dois "Brasis", o "Brasil-Político" e o "Brasil-Econômico". E os escândalos morais afetam exclusivamente o primeiro, sem prejuízos para o segundo. Além disso, parece que existem também dois "Paloccis". O Antonio Palocci envolvido nas denúncias foi o "Palocci-Físico", e não o "Palocci-Político".

Por mais estranha que pareça, esta "filosofia" está impregnada na cultura nacional, afetando inclusive o universo cristão. Muitos crentes, por exemplo, ostentam uma inabalável fidelidade a Deus, no que diz respeito aos assuntos religiosos, relacionados principalmente com a igreja. Já, em sua vida pessoal - como pais, maridos, empresários ou comerciantes - a fidelidade a Cristo e o fervor religioso não encontram o mesmo espaço. Essa "dicotomia religiosa" resulta em uma "teologia" confortável o suficiente para que péssimos maridos, pais negligentes, empregadores injustos e negociantes fraudulentos, ainda enxerguem a si mesmos como "cristãos exemplares". Afinal, segundo imaginam, suas imoralidades, ilegalidades e injustiças são praticadas na esfera secular de suas vidas, e não na esfera espiritual-religiosa. Isto é, a exemplo dos dois Brasis e dos dois Paloccis, esses crentes também não vêem problema algum em manter uma vida dupla, entre a santidade e a iniqüidade, e entre o céu e o inferno de uma religiosidade medíocre e antibíblica. Eles são "santos", na igreja; mas viram "demônios", fora dela.



Escrito por Léo Barbosa às 23h06
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A ocasião faz o ladrão?

A doméstica de 18 anos, que passou 128 dias na cadeia por ter roubado um pote de manteiga de um supermercado.

Depois de passar 128 dias presa, por roubar uma lata de 200 gramas de manteiga, avaliada em R$ 3,10, a doméstica Angélica Aparecida de Souza Teodoro, de 18 anos, está vivendo a versão brasileira de um verdadeiro "conto de fadas". Desde que saiu da prisão, na última sexta-feira, a jovem está sendo disputada por jornalistas, e vem ouvindo promessas de doações de material de construção para sua casa, mantimentos para o filho, e uma boa oportunidade de trabalho para si. Trocando em miúdos, me parece que a lição subliminar, por trás da história da "cinderela brasileira", é a de que, às vezes, o crime compensa.

É óbvio que houve injustiça no caso da empregada que cumpriu quatro meses de prisão, por causa de um pote de manteiga, ao mesmo tempo em que parlamentares corruptos estão se livrando das mãos da justiça, com os bolsos recheados com milhões de Reais dos cofres públicos. No entanto, transformar a Angélica em uma heroína da periferia, com direito a dar autógrafos e ceder entrevistas coletivas, ultrapassa os limites do bom senso e do bom jornalismo. Explico porque:

Primeiro. A atitude de Angélica não representa o comportamento dos 40 milhões de brasileiros que vivem abaixo da linha da pobreza, e que também não têm condições de comprar uma lata de manteiga para passar no pão (isso, quando já têm o pão).

Segundo. A mim não convenceu, o motivo apresentado pela jovem, para ter furtado a manteiga do mercado. Segundo Angélica, ela estava atendendo ao pedido do filho: "Quero mantê, quero mantê". Convenhamos, se cada vez que uma criança fizer um pedido aos seus pais, eles decidirem atendê-lo a qualquer custo, as coisas não ficarão nada boas nem para as famílias nem para a sociedade.

Terceiro. Se a Angélica achava que o pote de manteiga era "imprescindível", por que ela não engoliu o orgulho e se dignou a bater em alguma porta para pedi-lo? Eu não tenho dúvida de que esta alternativa seria muito melhor, mais sensata e mais honrada do que mentir, roubar, fraudar ou explorar a outrem, como muitos têm escolhido fazer.



Escrito por Léo Barbosa às 02h47
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Espelho, espelho meu...

Homens e mulheres são mesmo muito diferentes! Uma das características que distinguem os dois é a sua atitude diante do espelho, logo pela manhã. Ao se olhar no espelho, o homem admira a característica física que mais o agrada, como o belo bigode, por exemplo. Já a mulher, quando vê refletida a sua própria imagem, vai logo procurando alguma ruguinha ou celulite nova.

Nem preciso dizer como esta simples atitude matinal produz efeitos avassaladores durante o resto do dia. Depois de admirar-se por alguns minutos, o homem sai de casa se sentindo um galã de novela mexicana ou um clássico Don Juan. Aí, ninguém escapa das suas investidas. Ao contrário dele, depois de se olhar no espelho, a mulher fica um trapo, e começa a ter a impressão de que todas as suas amigas também estão olhando para o seu novo "defeito". De certa forma, o humor de ambos é determinado pelo modo como enxergam a si mesmos.

E você? O que vê, quando olha para si mesmo? Se precisar de ajuda, a Bíblia pode lançar luz sobre o longo e espinhoso caminho do autoconhecimento. Há pelo menos quatro verdades a seu respeito, que podem orientar o seu exercício de auto-exame existencial:

Primeira. Deus te ama e tem um plano maravilhoso para a sua vida! A Bíblia diz que "Deus tanto amou o mundo que deu o seu Filho Unigênito, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna" (João 3.16). Diante do maravilhoso espelho do amor de Deus, podemos nos libertar do nosso senso de desvalor e enxergar a nós mesmos como alvos preciosos da indizível graça do Criador.

Segunda. Você é pecador e está separado de Deus! O apóstolo Paulo diz que "todos pecaram e estão destituídos da glória de Deus" (Romanos 3.23). Não há exceções! Todos são pecadores. Uns mais, outros menos. Mas ninguém está livre. Nem você. Isso quer dizer que você não pode reagir com orgulho ao amor incondicional de Deus. Ele o ama, mas isso não quer dizer que você seja digno de ser amado.

Terceira. Jesus Cristo é a única solução possível para o seu pecado! Depois de declarar que todos são pecadores, Paulo afirmou o maravilhoso amor de Deus pelos homens: "Mas Deus demonstra seu amor por nós: Cristo morreu em nosso favor quando ainda éramos pecadores" (Romanos 5.8). Não há maior prova do amor de Deus em toda a Bíblia! Quem teria a coragem de morrer por um traidor miserável, disposto a repetir sistematicamente os mais horrendos pecados? Só um Deus Apaixonado seria capaz de fazê-lo. E este maravilhoso ato de amor nos constrange à humildade, à gratidão e à consagração.

Quarta. Você precisa receber a Jesus Cristo como seu único Salvador! A Bíblia, a História e a nossa própria biografia dão provas incontestáveis de nossa desprezível rebelião contra Deus. Cuspimos em Sua face e rejeitamos os Seus mandamentos. No entanto, o apóstolo João diz: "aos que o receberam, aos que creram em seu nome, deu-lhes o direito de se tornarem filhos de Deus" (João 1.12). Receber a Cristo implica em arrependimento, entrega total e renúncia radical de qualquer tentativa de salvar a si mesmo.

Não sei como você enxergou a si mesmo nesta manhã. Talvez tenha se sentido um pecador asqueroso. Ou, quem sabe, sentiu orgulho de si mesmo e uma leve pontada de auto-suficiência. De um jeito ou de outro, o espelho pode se transformar em um dos piores inimigos da sua alegria e do seu prazer de viver. Portanto, se você quer fazer as pazes com o espelho, dê uma boa reconsiderada nestas quatro verdades. Garanto que, depois disso, vai ser muito mais fácil encarar a si mesmo de novo.



Escrito por Léo Barbosa às 01h00
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Lar, doce lar!

"Eu me sinto sozinho na minha família. Eles não falam comigo e eu não consigo falar com eles. Quando falamos, brigamos, tenho medo e desconforto de chegar perto, mas me ressinto de estar longe." Estas palavras foram proferidas por um adolescente em crise existencial, durante uma sessão de aconselhamento. Mas, honestamente, poderiam ter saído da boca de qualquer um de nós - incluindo a mim ou a você.

Infelizmente, temos amargado a mais profunda solidão, na nossa própria casa. Na maior parte do tempo, nossos diálogos são exclusivamente funcionais. Do tipo: "Me passe a manteiga, por favor". No convívio com a família, mal arranhamos a superfície da personalidade do outro. Alguns de nós são incapazes de perceber quando um irmão ou um filho está nitidamente preocupado com alguma coisa. Ou, o que é muito pior, evitamos tocar no assunto, mesmo quando notamos algum problema.

Precisamos nos lembrar dos propósitos sublimes que Deus tem para a família. Ela existe para oferecer um ambiente onde seus membros possam conhecer melhor a Deus e desfrutar do Seu amor continuamente. A família também deveria assumir a responsabilidade de suprir as necessidades físicas, emocionais, espirituais e sociais de cada um dos seus membros. Só uma família que leva isso a sério pode cumprir sua missão na sociedade, que é influenciar o mundo à sua volta, transmitindo seus valores fundamentais àqueles que não fazem parte dela, e agindo como "sal da terra" e "luz do mundo".

Cultivar um ambiente familiar assim, exige dedicação, renúncia e uma certa dose de sacrifício. Enquanto aderirmos ao egocentrismo da sociedade moderna, que nos ensina a colocar os interesses pessoais acima dos interesses dos outros e do bem estar da família como um todo, nossas casas continuarão parecidas com um albergue, aonde voltamos para tomar uma refeição e dormir, depois de um longo dia de trabalho. Quando deveriam ser um "lar, doce lar", aonde sempre queremos voltar, por saber que encontraremos apoio, cuidado e afeto incondicionais.



Escrito por Léo Barbosa às 01h35
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A epidemia da religião show

A igreja nunca se pareceu tanto com um estádio de futebol. No estádio, enquanto vinte e dois atletas se esforçam exaustivamente, a ponto de sofrer lesões nos músculos e nos joelhos, milhares de torcedores sedentários assistem ao espetáculo, sentados nas arquibancadas, ora torcendo, ora vaiando o próprio time. De modo semelhante, na igreja, há meia dúzia de voluntários que se desdobra, sacrifica a saúde e a família, e se esforça ao máximo para suprir as necessidades do povo, que cruza os braços e avalia friamente a qualidade dos "serviços" prestados pelos "operários" da fé.

Essa tendência transformou o Cristianismo em uma "religião show", e pode ser percebida até mesmo em igrejas sérias, que dão bastante ênfase à pregação. Concordo que a pregação expositiva da Palavra de Deus é a principal ferramenta empregada por Ele para a edificação da igreja e para o desenvolvimento espiritual dos cristãos. Mas não é a única.

Apenas a exposição da Palavra não é suficiente para que Deus realize a Sua obra em nós. Deus utiliza diversos outros meios para isso. A comunhão com outros irmãos, as orações compartilhadas, a confissão de pecados, a adoração coletiva, o serviço cristão, a caridade e a submissão à autoridade dos pastores e líderes da igreja são apenas alguns dos incontáveis instrumentos que Deus usa para moldar nosso caráter e nos tornar semelhantes a Jesus. E todos eles exigem a mútua cooperação dos membros do corpo de Cristo.

Enquanto não enxergarmos isso, nossos púlpitos não passarão de palcos, nossos cultos continuarão sendo meras apresentações teatrais e o nosso cristianismo continuará sendo apenas um show, que todos gostam de assistir, mas que não faz a menor diferença na vida dos seus espectadores. E isso, certamente, não era o que Jesus tinha em mente, ao instituir Sua igreja.



Escrito por Léo Barbosa às 00h39
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Surpreendidos pela alegria

Pense em uma característica marcante de alguém que seja autenticamente espiritual. Duvido que você tenha se lembrado da alegria.

A alegria sempre foi a virtude mais desprezada pelos cristãos, apesar da ênfase que a Bíblia dá ao assunto. O Salmo 1º, por exemplo, exalta a alegria escondida por trás da fidelidade e da consagração a Deus. Davi declarou: "Alegre-se o coração dos que buscam o Senhor" (1Crônicas 16.10). Segundo ele, a alegria é o resultado inevitável da comunhão com Deus. Mil anos depois, Jesus abriu sua sessão de ensinos, conhecida como Sermão do Monte, ensinando as "bem-aventuranças", isto é, a verdadeira alegria daqueles que esperam a "virada de mesa" do reino de Deus (Mateus 5.1-12). Em Gálatas 5.22, Paulo descreveu a alegria como uma das principais marcas da ação de Deus na personalidade de quem é dirigido pelo Espírito. Esta é a razão de Paulo insistir na alegria dos crentes, independente das circunstâncias que os cercam (Filipenses 3.1 e 4.4).

A alegria cristã não tem nada a ver com o senso de humor exagerado de quem vive desconectado com a realidade. Ao contrário, alegrar-se "no Senhor", como Paulo diz, resulta de aprender "o segredo de viver contente com toda e qualquer situação, seja bem alimentado, seja com fome, tendo muito ou passando necessidade" (Filipenses 4.12). E esse contentamento, por sua vez, é fruto da consciência de que estamos unidos com Cristo (Filipenses 4.13), e de que nada "será capaz de nos separar do amor de Deus que está em Cristo Jesus, nosso Senhor" (Romanos 8.39).

A nossa alegria não depende do que possa nos acontecer aqui. Haja o que houver, estamos seguros sobre as promessas de um novo dia. O dia em que Cristo enxugará nossas lágrimas e nos conduzirá a uma realidade completamente nova, onde "não haverá mais morte, nem tristeza, nem choro, nem dor" (Apocalipse 21.4). Enquanto aguardamos esse dia, sabemos que cada uma das nossas feridas encontrará a cura, todas as nossas frustrações serão apagadas, e os piores assombros da morte serão definitivamente revertidos, pelas poderosas mãos do Senhor da História. Quando nos dermos conta disso, seremos finalmente surpreendidos pela alegria.



Escrito por Léo Barbosa às 02h55
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Um evangelho sem cruz

"Se alguém quiser acompanhar-me, negue-se a si mesmo, tome diariamente a sua cruz e siga-me" (Lucas 9.23)

"Pare de sofrer! Aceite a Cristo e seja próspero! Venha para a igreja e os seus problemas serão resolvidos!" Estes apelos não fazem lembrar, nem de longe, os convites de Jesus: "Aquele que quiser acompanhar-me, negue-se a si mesmo, tome diariamente a sua cruz e siga-me" (Lucas 9.23).

Ao mestre da lei, que se ofereceu para acompanhá-lo, Jesus disse: "As raposas têm suas tocas e as aves dos céus têm seus ninhos, mas o Filho do Homem não tem onde repousar a cabeça" (Mateus 8.20). Ao jovem que ousou adiar seu discipulado, em função da morte do pai, o Mestre alertou: "Siga-me, e deixe que os mortos sepultem os seus próprios mortos" (Mateus 8.22). Ao personagem rico e influente que buscava um caminho seguro para a vida eterna, Jesus desafiou: "Vá, venda tudo o que você possui e dê o dinheiro aos pobres (...) depois, venha e siga-me" (Marcos 10.21).

Compare os desconfortáveis apelos do Mestre, com as irresistíveis promessas do evangelho moderno. Cristo sempre apontou para a cruz, como símbolo insubstituível do verdadeiro discipulado. Hoje, vendemos um "evangelho sem cruz", que exclui a abnegação, o sacrifício diário e o desapego às coisas desta vida. Contudo, dizer "sim" ao convite de Cristo, ainda implica em renúncia, obediência e dedicação totais. A cruz, para a qual Jesus apontava, era sinônimo de humilhação, sofrimento e morte, e não de orgulho, conforto e sucesso, como o nosso egoísmo insaciável gosta de insinuar.

Se fosse hoje, Jesus desafiaria seus aspirantes a discípulos, com apelos bem menos fáceis de digerir. Seus convites seriam algo como: "Comece a sofrer! Abra mão de tudo o que tem, e venha para Mim! Siga os meus passos, e sofra a pior morte! Associe-se a mim e seja perseguido e rejeitado por todos!"



Escrito por Léo Barbosa às 02h51
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Por um Cristianismo menos esotérico

Sabe o que pode acontecer, se você deixar sua Bíblia aberta no Salmo 91, em algum lugar da sua casa, por uma semana inteira? Absolutamente nada. O Salmo 91 não foi inspirado por Deus para decorar estantes ou criados-mudos. Essa prática é só mais uma "simpatia" evangélica, proveniente do sincretismo religioso que invadiu as igrejas.

É esse Cristianismo esotérico que anda por aí distribuindo fitinhas da sorte, água-benta, rosas abençoadas, óleos ungidos, sal consagrado e uma infinidade de outros artigos religiosos. Livrar-se dele, e voltar-se para a Bíblia - como suprema regra de fé e prática - é, certamente, uma das necessidades mais urgentes da atual geração de cristãos.

Chega de misticismo! Estender as mãos na direção de um irmão, enquanto oramos, não fará com que ele seja atingido por nenhum fluído espiritual. Imergir nas águas do tanque batismal, não resolverá o problema do nosso pecado - só o sangue de Jesus faz isso por nós. Do mesmo modo, devemos enxergar a ceia do Senhor como um memorial cristão, e não como um fortificante espiritual capaz de energizar crentes esgotados.

Esse nosso pietismo barato, cheio de misturas e superstições, nada mais é que uma tentativa risível de domesticar nossa carne, espantar o Diabo e ludibriar ao Deus que tudo sabe e tudo vê. Só tem um problema: Deus não se comove nem se deixa manipular pelas mandingas e crendices que insistimos em chamar de fé.



Escrito por Léo Barbosa às 01h31
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Perto do fim

"O fim de todas as coisas está próximo" (1Pedro 4.7)

O que você faria, se o seu médico dissesse que você tem apenas uma semana de vida? Gastaria horas assistindo ao programa do Faustão? Colocaria todo o seu dinheiro na Caderneta de Poupança? Mandaria polir o seu carro? Desperdiçaria todas as suas energias batalhando aquela promoção na empresa? Faria uma lipoescultura? Sinceramente, duvido muito que você se preocuparia com qualquer uma destas coisas. Afinal de contas, existem outras muito mais importantes!

Se você concorda comigo, talvez seja hora de começar a dar mais atenção ao que realmente importa, pois a Bíblia diz que "o fim de todas as coisas está próximo" (1Pedro 4.7). Não demorará muito, e Aquele que prometeu vir nos buscar, virá.

Temo que os cristãos do passado ansiavam muito mais ardentemente por esse dia, do que qualquer um de nós. A geração dos nossos pais se emocionava ao cantar hinos, como: "O rei está voltando" e "Nossa esperança é sua vinda". Podia-se ver, estampada em seus rostos, a bendita esperança de que nem chegariam à última estrofe. Havia urgência na evangelização de parentes, amigos e vizinhos. Eles tinham menos tempo para as espreguiçadeiras do mundo.

Se levássemos o céu mais a sério, haveria bem menos crentes prostrados diante dos reveses da vida. O pecado exerceria muito menos atração sobre nós. Falaríamos de Cristo com mais ousadia. Seríamos menos escravos do dinheiro. Se acordássemos para a verdade de que o fim de todas as coisas está, hoje, ainda mais próximo do que ontem, viveríamos de modo radicalmente diferente. Permaneceríamos firmes, na dor. E doaríamos mais do nosso tempo àqueles que realmente o merecem: nossos familiares, irmãos e amigos.

Mas, esperemos nós ou não, está chegando o dia. Seremos levados, num piscar de olhos. "E assim estaremos com o Senhor para sempre" (1Tessalonicenses 4.17).



Escrito por Léo Barbosa às 02h57
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Contradições

Não há nada de errado com a nossa confissão de fé. Pelo contrário, a maioria dos cristãos que conheço seria aprovada com louvor em qualquer sabatina. No entanto, quando se trata de praticar aquilo em que dizemos acreditar, caminhamos trôpegos e vacilantes, entre erros e acertos, descidas e subidas.

Proclamamos que, por meio de Jesus Cristo, nos tornamos filhos de Deus. Mas qualquer pessoa que procurar em nós vestígios do caráter sublime de Quem chamamos de Pai, se perderá num labirinto de contradições.

Pregamos que Deus é Quem supre todas as nossas necessidades, e que nas mãos Dele estão todas as coisas de que realmente necessitamos para subsistir e para socorrer liberalmente os desamparados. Mas quando sofremos qualquer privação, temos uma tendência incontrolável de enfiar os pés pelas mãos e buscar meios alternativos, ilícitos e até mesmos ilegais de suprir aquilo que chamamos de "necessidades".

Dizemos que nosso Pai Celestial é Santo, Justo e Reto. Mas, na maior parte do tempo, nosso estilo de vida é uma veemente negação da santidade, da justiça e da retidão, que Deus almeja tornar conhecidas no mundo, por meio de nós - Seus filhos.

De todos os seres humanos, nós - os cristãos - somos os mais indecifráveis. Pois, enquanto escorregamos pelas vielas do pecado, olhamos para o alto, de onde Deus incansavelmente nos abençoa. Nos voltamos para a luz acolhedora da bondade e da justiça divinas, ao mesmo tempo em que nos perdemos nas sombras da impiedade e da injustiça que habitam nosso próprio coração.

Por tudo isso, somos incapazes de compreender ou de amar a nós mesmos, como o mundo sugere que façamos. Nossa única alternativa é lançar sobre Cristo as últimas esperanças que nos restam de experimentar uma vida perfeita, eterna e inteira, nos aconchegantes braços de Deus.



Escrito por Léo Barbosa às 23h29
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Toma lá, dá cá!

"Ó, Deus! Não se esqueça que eu sou dizimista fiel". Quase não pude acreditar, quando li esta chamada, na Folha Universal desta semana. A "matéria", vinculada à oração acima, relacionava uma série de "experiências vitoriosas de quem passou a devolver o dízimo e mudou completamente de vida"Quer saber o que há de errado com esta oração? A bem da verdade, TUDO!

Primeiro. Chamar o Senhor de "Deus", ao mesmo tempo em que só se consegue pensar em dinheiro, prosperidade e sucesso profissional, é uma daquelas atitudes incoerentes de cristãos evangélicos que já substituíram Deus por uma série de outras coisas que eles mesmos consideram mais importantes.

Segundo. A teologia que propõe uma barganha com Deus, do tipo "toma lá, dá cá!", insinuando que nós, cristãos, podemos fazer coisas que O obrigam a nos abençoar, é antibíblica, irracional e diabólica. Tentar fazer isso é inverter os papéis entre Deus, o Senhor, e nós, os seus servos.

Terceiro. Exigir o pagamento do dízimo por parte dos cristãos é, no mínimo, ser desonesto com as Escrituras, já que não existe nenhuma ordenança no Novo Testamento para que os cristãos dêem o dízimo à Igreja. O Cristianismo genuinamente bíblico prega que tudo o que possuímos já é do Senhor. Portanto, cristãos que desejam andar em conformidade com a vontade de Deus devem se comportar como "mordomos" (ou meros administradores) de tudo o que possuem, seja o tempo, o dinheiro, a família, os relacionamentos, as habilidades naturais, o conhecimento, a cultura, etc. etc. etc. Doar 10% da sua renda mensal à igreja, para ajudá-la a honrar seus compromissos financeiros, é uma maneira simples e prática de exercer regularmente a mordomia cristã, mas não é uma obrigação.

Quarto. Sugerir que a "mudança de vida" que o Evangelho propicia aos discípulos de Jesus é sinônimo de "ascensão social" - deixar de ser empregado para se tornar patrão - é empobrecer drasticamente as incomparáveis riquezas disponíveis, em Cristo, a todos quantos O recebem como único e suficiente Salvador e Senhor.

Portanto, da próxima vez que alguém tentar ensiná-lo a fazer tal oração... Sorria, você está sendo assaltado!



Escrito por Léo Barbosa às 01h18
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Com vergonha dos evangélicos

As denúncias da atriz carioca, Ingrid Saldanha, de 32 anos, que admitiu sofrer constantes agressões físicas do marido, o ator global Kadu Moliterno, despertaram a atenção das autoridades e da imprensa para a violência sofrida pelas mulheres, dentro de suas próprias casas.

Antes que qualquer evangélico pudesse aproveitar a ocasião para abrir sua Bíblia e defender os valores da família, a importância do genuíno amor cristão ou a urgente necessidade que a sociedade tem de Jesus Cristo, todos nós fomos pegos de surpresa pelo conteúdo da reportagem Agredidas em nome de Deus, publicada no Jornal da Tarde, na última quarta-feira (08/03/2006). Segundo a jornalista Marinês Campos, das 3 mil mulheres que procuram ajuda todo mês em uma ONG que assiste vítimas de violência, na Zona Leste de São Paulo, 90% são evangélicas agredidas física ou verbalmente pelos maridos - que, na igreja, costumam ser exemplos de bondade.

A palavra-chave citada pelas evangélicas ouvidas pelo JT foi "submissão". Debaixo do manto sagrado da submissão, elas são obrigadas a esconder histórias de abuso, violência, ameaças, machismo e desrespeito. Ironicamente, seus algozes são freqüentadores assíduos de igrejas evangélicas, que agem como homens de Deus piedosos, quando estão diante de suas congregações.

Agora, cá entre nós, difícil mesmo é conseguir explicar para os incrédulos que: 1) o Cristianismo condena veementemente tal conduta; 2) aqueles que agem assim são impostores, e não deveriam ser chamados de cristãos; e 3) as igrejas evangélicas não são todas iguais. Mas, até que tudo isso fique muito bem esclarecido, eu vou ficando cada vez mais com vergonha dos evangélicos.



Escrito por Léo Barbosa às 01h47
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O Jardim nos espera

De repente, o homem e a mulher foram seduzidos por uma serpente falante. Então, o maravilhoso universo de cores, de texturas e de perfumes sem fim, transformou-se repentinamente em um insípido, frio e tenebroso cenário de horror. O único som que se podia ouvir, era o pulsar da rebelião de seus corações. Vestígios do fruto proibido, nas mãos e nos lábios de um casal assustado, denunciavam sua insana desobediência. E, pela primeira vez em suas vidas, eles sentiram medo. Medo, misturado com vergonha. Tiveram vergonha de si mesmos, um do outro e de Deus. Por isso, ao ouvir os passos do Pai, que vinha encontrá-los de novo, como fazia todos os dias, fugiram apavorados. Ofegantes e assustados, lá estavam eles, perdidos no Jardim. Disfarçados entre os arbustos da solidão e da culpa.

- O que foi que fizemos? Ele vai nos matar! E agora? O que faremos? Fuja, querida! Salve-se, meu amor! - sussurravam, um ao outro.

Ouvia-se, cada vez mais próximos, os passos de Deus. E, em meio às Suas pegadas, podia-se ver as marcas de sangue. O odor da morte invadiu o Jardim da Vida. O sangue que se ia derramando, abria um Caminho vermelho entre as árvores do Jardim, que ia exatamente até aonde eles estavam.

- O que Ele está fazendo? Olhe! Ele vem arrastando um Cordeiro. Um Cordeiro morto.

Deus os encontrou. Os vestiu. E os expulsou do Jardim. Uma espada chamejante e dois Anjos Guardiões se puseram a postos, na entrada do Paraíso, cujas portas se fecharam atrás do casal.

Mal os pobres coitados desapareceram no horizonte, e ouviu-se um grave e estrondoso som. Enquanto a espada se apagava e os Guardiões se curvavam, o Caminho se abriu mais uma vez. Avistou-se novamente aquele mesmo rastro pintado com sangue. E um Cordeiro, em forma de Príncipe, olhava as pegadas desordenadas de dois perdidos pecadores.

De dentro do Jardim, uma voz terna e suave ordenou:

- Encontre-os, lave-os e traga-os de volta. De volta para Mim, Meu Filho Amado! De volta... para sempre!

O plano estava traçado. Todas as decisões tinham sido tomadas. E, quando o Cordeiro-Príncipe reencontrasse os perdidos, haveria um Caminho de sangue, que os levaria de volta. De volta ao Jardim... e aos braços Pai.



Escrito por Léo Barbosa às 01h16
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Um céu para os fracassados

Um dia, todos nós somos obrigados a aprender: só há dois tipos de pessoas no mundo - os preferidos e os preteridos. Na categoria preferidos, estão os ricos, os belos, os extrovertidos, os cultos, os magros e os justos. Entre os preteridos, ficam os pobres, os feios, os tímidos, os analfabetos, os desengonçados e os inescrupulosos.

Para os preferidos, o mundo parecerá confortável. Seus nomes estarão nas listas VIPs das festas mais badaladas. Seus currículos serão guardados. Jamais lhes faltará companhia ou pretendente. Para todos os outros, arrolados na lista dos preteridos, o mundo será hostil e cruel. Não receberão abraços entusiasmados. Ninguém notará sua ausência. Não serão indicados para cargos de confiança. Nem serão consultados nas reuniões de família.

Você não acha estranho que o Filho de Deus tenha escolhido amar, acolher e abraçar justamente os miseráveis da segunda lista? Jesus nunca foi conhecido por escolher bem seus amigos. Entre eles, estavam alguns pescadores analfabetos, um traidor da pátria que coletava impostos, uma prostituta flagrada em adultério, um leproso de quem todos naturalmente se afastavam, um cético incapaz de aceitar a possibilidade da vida após a morte, onze homens covardes o suficiente para abandoná-lo quando as coisas piorassem, e um traidor sanguinário disposto a entregá-lo pelo preço de um escravo.

Foi para estes que o Messias veio, e o Verbo se fez carne. Foi com eles que o Rei Celestial andou, tomou suas refeições, dormiu, fez longas viagens, singrou mares e enfrentou tempestades. Ele veio buscar e salvar o perdido, o desprezado, o fracassado. Ele veio escolher os rejeitados, e tocar os imundos. Amar os detestáveis, e beijar os vis. Não veio para os sãos, mas para os doentes. Não para os justos, mas para os pecadores. A estes, Cristo Jesus abriu as portas do céu... um céu para os fracassados!



Escrito por Léo Barbosa às 00h14
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Dia Internacional da Mulher

Nada como a passagem do tempo!Dia Internacional da Mulher foi comemorado pela primeira vez em 1909, nos Estados Unidos. De lá para cá, muita coisa mudou. E imagino que ser mulher deve ter ficado muito mais complicado.

Até a geração da minha saudosa avó, a tarefa parecia mais simples. Elas tinham de ser boas filhas, boas esposas, boas mães e boas donas de casa. Tinham de exibir virtudes até então comuns a toda mulher: sensibilidade, meiguice, submissão, simplicidade, ternura, modéstia e pudor. Além disso, toda mulher que se prezasse tinha de desenvolver, desde muito cedo, uma série ilimitada de prendas domésticas. Cozinhar, costurar, limpar, passar, bordar, cuidar da casa, dos filhos e do marido, era o que se esperava delas. Não era fácil, mas era relativamente mais simples.

Depois de todas as conquistas sociais, políticas e econômicas da mulher, o seu papel na família, na sociedade e até mesmo no casamento se metamorfoseou radicalmente. Hoje, além de todas as atribuições do passado, as mulheres têm de disputar com os homens um lugar ao sol no mercado de trabalho. Com isso, qualidades que faziam parte quase que exclusivamente do chamado universo masculino, passaram a ser exigidas também das mulheres. O resultado é que a mulher do Século 21 tem de ser sensível e determinada, intuitiva e lógica, meiga e destemida, comedida e decidida. Virtudes assim, quase antagônicas, são o que se espera encontrar na tal mulher moderna. Mas isso tudo, só em horário comercial. Quando ela volta pra casa, se depara com todas as velhas obrigações a que as nossas avós estavam habituadas.

A todas essas inesquecíveis, incansáveis e inacreditáveis "super-mulheres" da Pós-Modernidade, um feliz Dia Internacional da Mulher.

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Aproveite para deixar um comentário, com a sua homenagem a uma mulher especial que marcou a sua vida - esteja ela presente ou ausente, faça ela o estilo mulher moderna ou mulher à moda antiga.



Escrito por Léo Barbosa às 00h04
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Os segredos da felicidade

"Você nasceu para ser feliz!" Foi com esta frase que um televangelista encerrou o seu programa diário de TV, há apenas alguns minutos. Não sou do tipo de pastor que acredita que Deus criou o homem para ser infeliz. Tampouco sou daqueles que confundem piedade com sisudez. Mas confesso que esta frase me deixou intrigado. Sobretudo, porque foi proferida por um pastor que distribui "rosas abençoadas" para todos aqueles que visitam a sua igreja, e depositam nela o pouco dinheiro que têm.

Acredito sinceramente que fomos projetados por Deus para a felicidade. Mas que felicidade é essa, afinal? Para encontrar a resposta, recorri às palavras da única Pessoa suficientemente habilitada para resolver a questão: Jesus Cristo. Acabei de dar uma revistada nas palavras do Mestre, registradas em Mateus 5.2-12. Ali, Jesus ensinou sobre o assunto que mais fascina os homens: a felicidade (que o Senhor chama de "bem-aventurança"). Reler Suas palavras, serviu para ajustar melhor as lentes do meu coração, e me fazer contemplar novamente o que significa de fato "ser feliz". De "lambuja" (o certo seria lambujem), aprendi quatro lições sobre a verdadeira felicidade:

  • Primeira: A verdadeira felicidade não depende de como as outras pessoas enxergam você, mas sim de como Deus o vê;
  • Segunda: A verdadeira felicidade não depende do que você pode fazer por si mesmo, e sim do que Deus pode fazer (ou já fez) graciosamente por você;
  • Terceira: A verdadeira felicidade, no sentido mais pleno da palavra, não acontecerá agora, mas é algo que Deus reservou - do outro lado da eternidade - para aqueles que O amam e confiam Nele;
  • Quarta: A verdadeira felicidade não é algo que se esconde por trás de alguma "rosa abençoada", oferecida por um pastor picareta, em qualquer programa de TV.


Escrito por Léo Barbosa às 17h52
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A sedução dos atalhos

O que pode haver em comum entre: um baile de carnaval, uma entrevista com um médico psicoterapeuta, um programa de vendas por telefone, uma palestra da Seicho-no-ie, um culto da Igreja Universal e o filme Forrest Gump? Aparentemente, nada. Mas ontem, enquanto eu zapeava pelos canais da TV aberta, percebi que todos estes programas "vendiam" a mesma coisa: atalhos.

O baile de carnaval representava a opção mais atraente e massificada de prazer sensual, sem a necessidade de qualquer compromisso. O médico psicoterapeuta garantia ser possível encontrar a verdadeira paz espiritual, por meio de simples exercícios de respiração. O programa de ofertas por telefone vendia um grill capaz de assar mais de 50 bifes de picanha, em 60 minutos, sem sujeira, sem fumaça e sem nenhuma gordura. Na palestra da Seicho-no-ie, o mestre religioso ensinava seus discípulos a alcançar a prosperidade material e a perfeita saúde física, disponíveis na meditação transcendental. Ao mesmo tempo, um bispo da Igreja Universal sugeria que dar o dízimo é a maneira mais eficaz de obrigar Deus a abençoar financeiramente seus fiéis. Enquanto isso, aqueles que se interessam por História podiam tentar compreender 40 anos da história dos Estados Unidos, em apenas 2 horas e 21 minutos.

Programas como estes, oferecem basicamente a mesma coisa: um caminho mais curto para o homem obter aquilo que deseja - seja o prazer, a paz, a riqueza, a saúde ou o conhecimento. Os atalhos sempre serão atraentes e tentadores. A questão é que, na maioria das vezes, são caminhos que conduzem à confusão e à frustração, pois não conseguem cumprir o que prometem, podendo, inclusive, conduzir o homem para mais longe ainda dos seus objetivos.



Escrito por Léo Barbosa às 12h39
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Eu decreto!

Parece incrível, mas é verdade: Deus está sendo acusado de traição, abuso e tráfico de influência. O autor do processo é um preso romeno, chamado Pavel M. Segundo ele, o batismo é um contrato entre ele e Deus, que teria a obrigação de manter o Diabo longe, bem como os problemas trazidos por ele.

A reclamação foi enviada para a corte de Timisoara, na Romênia, e foi encaminhada para o procurador-geral. Profissionais do Direito já disseram que o processo terá de ser arquivado, por ser impossível convocar Deus para depor. O preso, que cumpre pena de 20 anos por assassinato, está indignado com a "injustiça".

O problema é que esse romeno não é a única pessoa do mundo que anda fazendo exigências para Deus. Muitos cristãos estão sendo ensinados a exigir de Deus seus direitos. Pastores estão orientando suas igrejas a orar, dizendo coisas como: "Eu declaro!" ou "Eu exijo!" ou ainda "Eu decreto!" Crentes estão sendo estimulados a "encostar Deus na parede" e exigir que Ele cumpra a Sua parte no "contrato da fé". Eles estão dando o dízimo, portanto Deus é obrigado a prosperá-los. Estão fazendo campanhas de oração, por isso Deus tem de curá-los. Estão servindo no ministério, então Deus tem de resolver todos os seus problemas. A lista de direitos que esses cristãos acreditam ter é interminável.

Até que não seria má idéia, se pudéssemos obrigar Deus a atender todas as nossas orações. O único problema é que a vida cristã não funciona assim. E o resultado desse mal entendido é que multiplica-se o número de pessoas que estão se decepcionando com Deus, por não terem correspondidas as suas expectativas. É claro que não é todo dia que alguém tenta colocar Deus no banco dos réus. Mas, infelizmente, todos os dias milhares de pessoas abandonam as fileiras da fé, por acreditar em estelionatários que vendem um "evangelho" avesso ao das Escrituras.



Escrito por Léo Barbosa às 01h52
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Bem menos

Sempre que me perguntavam em que a igreja cristã poderia melhorar, eu respondia que ela precisava de um pouco mais de alguma coisa qualquer que eu, na ocasião, considerasse imprescindível. Depois de alguns anos no ministério, aprendi que a igreja poderia passar muito bem, com um pouco menos de outras coisas, que me parecem estar sobrando.

A igreja poderia ter menos apóstolos, e mais discípulos; menos líderes, e mais servos; menos jantares, e mais comunhão; menos dinheiro, e mais caridade; menos cultos, e mais devoção; menos programas de entretenimento para jovens, e mais debates sérios sobre o que realmente interessa a eles; menos conferências missionárias, e mais preocupação sincera com os perdidos; menos engajamento político, e mais responsabilidade social; menos sessões de exorcismo, e mais cuidado com os oprimidos; menos sermões bem ensaiados, e mais conversas francas sobre assuntos que dizem respeito de fato à piedade. No final das contas, creio que todos lucrariam muito, caso a igreja tivesse menos celebridades, e mais gente disposta a inclinar-se diariamente para lavar alguns pés sujos, feridos e cansados do caminho.

Enfim, o problema da igreja moderna talvez não seja a falta de algo, mas o excesso. É justamente esse excesso - acompanhado do orgulho - que tem levado muitos crentes a dizer: "não preciso de nada" (Ap 3.17). A esses, deve-se alertar sobre o perigo de ter deixado Cristo do lado de fora. Quem sabe, os crentes do terceiro milênio estejam precisando ouvir o mesmo apelo que Jesus fez à Igreja de Laodicéia, do final do primeiro século: "Eis que estou à porta e bato. Se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei e cearei com ele, e ele comigo" (Ap 3.20).



Escrito por Léo Barbosa às 02h14
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Sem rumo

A igreja cristã vem perdendo desavergonhadamente o rumo, não é de hoje. Aqueles que afirmam crer em Jesus, vivem tão descomprometidos com Ele, quanto os que negam a fé. Enquanto muitos pastores comemoram o "crescimento" do número de membros, prédios, arrecadação, atividades, obreiros, publicações, emissoras de rádio ou programas de TV de suas igrejas; o mundo olha para os cristãos, e assiste à completa derrocada do Cristianismo.

Nós, a igreja de Cristo, temos de retomar o curso, antes que nossa mensagem fique irreparavelmente desacreditada pelos incrédulos. É hora de substituirmos nossos discursos contra o aborto, por ações concretas em favor das mães solteiras, que têm de sustentar seus filhos, com parcos recursos. Temos de dar trégua à Disney, e admitir que o testemunho fraco de muitos pais cristãos, é bem mais nocivo para suas crianças, do que quaisquer mensagens subliminares projetadas em desenhos infantis.

Precisamos revisar A Missão, e nos lembrar - urgentemente - de que fazer discípulos é o nosso "negócio". Cristo não instituiu Sua igreja para que ela elegesse presidentes ou comprasse quarteirões inteiros em sua cidade. Antes, Ele nos deixou uma ordem: "vão e façam discípulos" (Mt 28.19). Uma igreja pode ter tudo e, ainda assim, não ter discípulos. Quando isso acontece, é sinal de que ela está fazendo tudo, menos o mais importante: cumprir A Missão.



Escrito por Léo Barbosa às 02h11
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