Brasil × Brasil

Invicta há quatro partidas, a Seleção Brasileira segue como favorita na Copa do Mundo 2006. Até aqui foram quatro jogos, quatro vitórias, dez gols marcados e a participação especial do melhor banco de reservas do mundo. Com exceção do Pelé, não há quem duvide do favoritismo da equipe orquestrada pelo técnico Carlos Alberto Parreira.

Mas apesar da indiscutível superioridade da Seleção Brasileira, nós ainda temos um terrível obstáculo para superar. E eu não estou falando das seleções da França, Portugal, Argentina ou Alemanha. Hoje, o maior inimigo dos brasileiros é um inimigo interno: o individualismo. O grande desafio que o técnico Parreira está tendo de encarar nesse torneio mundial é conseguir equilibrar as vaidades daqueles que estão sob o seu comando. E não pense que essa é uma tarefa fácil.

Às vezes, os nossos craques parecem muito mais preocupados com o próprio desempenho diante dos holofotes da fama, do que com o desempenho do grupo diante dos adversários. O lateral Cafu, por exemplo, que passou o último jogo inteiro tentando marcar um gol para homenagear o filho, que fazia aniversário, desperdiçou diversas chances de servir seus companheiros de equipe, que ficaram muitas vezes na cara do gol, esperando um passe ou um cruzamento seu. O Juninho Pernambucano, então, parece bem mais preocupado em conquistar definitivamente uma vaga entre os titulares, do que em ajudar a Seleção Brasileira a conquistar o hexa, seja como titular, ou como uma opção importantíssima no banco de reservas. Isso sem falar no Zagalo, que tem demonstrado um desejo incontrolável de se vingar dos franceses, que faturaram a Copa de 98 em cima da nossa Seleção; no Ronaldo, que quer provar para a imprensa do mundo inteiro que NÃO está gordo, e que tudo não passou de uma ilusão de ótica; e no Adriano, que - apesar da má fase - não admite sequer a possibilidade de ceder o seu lugar para o Robinho, muito mais rápido, habilidoso e perigoso do que ele.

Com uma equipe repleta de jogadores que não conseguem pensar na equipe, corremos o sério risco de tropeçar na vaidade e voltar pra casa mais cedo, amargando mais uma vez a desclassificação dos nossos "campeões morais", como em 82, com a Seleção dos gênios: Falcão, Sócrates e Zico.

Tomara que os nossos craques aprendam a tempo, que a marcação cerrada do individualismo pode anular a possibilidade de sucesso de qualquer equipe, seja uma família, uma igreja, uma frente ministerial, uma empresa ou até mesmo uma Seleção de atletas que se revelam excepcionais com a bola no pé, mas que precisam urgentemente aprender a driblar a vaidade.



Escrito por Léo Barbosa às 00h37
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Antes só...

É claro que ninguém gosta de se sentir sozinho. Não é à toa que quase todo mundo, no mundo todo, sonha com o casamento - o encontro de um homem e uma mulher que abandonam a zona de conforto de seus próprios lares, se unem um ao outro em amor, e se fundem tornando-se uma nova unidade, que chamamos de casal.

De modo geral, todos nós fomos feitos para desfrutar desse maravilhoso milagre chamado casamento. O problema é que muitas pessoas, na ânsia de se casar, acabam se enroscando com o parceiro errado, construindo um relacionamento que tem pouquíssimas chances de dar certo, e descobrindo tarde demais que é muito melhor estar só, do que estar mal acompanhado.

Portanto, quando se trata de casar-se e constituir uma nova família, a pressa pode ser mesmo a arquiinimiga da perfeição. Diversas pesquisas sobre o assunto apontam para uma forte relação entre namoros longos e casamentos felizes. O contrário também é verdade, há uma forte relação entre namoros breves e casamentos frustrados. Antes de optar pelo casamento, é preciso deixar passar aquela fase da paixão cega, em que há bem pouca intimidade e transparência.

Além disso, ninguém deve se casar apenas para se livrar da infelicidade. O casamento não pode ser encarado como uma fuga do tédio, da solidão, da desilusão ou de um contexto familiar desajustado. Esperar por um príncipe encantado ou uma bela adormecida, que transforme a nossa vida infeliz em um conto de fadas é um erro que, geralmente, acaba produzindo conseqüências trágicas e irreparáveis.

Outro erro muito comum entre aqueles que são solteiros há mais tempo, é casar-se para agradar aos outros. Ninguém deve se casar apenas para ceder à pressão da sociedade, da família ou da igreja. Essa é, sem dúvida, uma decisão pessoal e intransferível.

No final das contas, poucas decisões são tão determinantes para o curso da nossa vida quanto a escolha de com quem vamos nos casar. Por isso, antes decidir, pense... pense muito. Há quem diga que "quem pensa, não casa". Eu não concordo. Aliás, estou cada vez mais convicto de que "quem pensa, não separa". Ou melhor, quem planeja bem com quem vai se casar, e que tipo de relação conjugal vai construir com seu parceiro, não se separa com a mesma facilidade daqueles apressadinhos que deixam para descobrir, só no meio do caminho, que acabaram casando pelas razões erradas e com a pessoa errada.



Escrito por Léo Barbosa às 00h06
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O Deus de Aladim

Os seres humanos são supersticiosos por natureza. Prova disso são as figas, as fitinhas, a arruda atrás da orelha, o sal grosso espalhado pela casa, os cristais que trazem bons fluídos, as pirâmides energizadas e tantos outros objetos usados pelas pessoas para afastar o "mau-olhado", atrair a boa sorte ou garantir o sucesso de qualquer empreendimento. Alguns se tornam, inclusive, verdadeiros escravos de suas superstições e crendices, e morrem de medo de gatos pretos, jamais passam embaixo de uma escada e nem sonham em sair da cama com o pé esquerdo. Infelizmente, a cultura da superstição também invadiu alguns ambientes ditos evangélicos. Muitos cristãos nominais (os quais eu chamo de "simpatizantes da fé cristã") querem fazer do cristianismo um amuleto, que os protege das adversidades e "abençoa" suas vidas, independente do grau de compromisso que eles têm com Cristo.

Nesta semana, fui lembrado de como o cristianismo é visto apenas como um poder mágico, por muitas pessoas. Devido ao assalto do qual o meu irmão foi vítima, na última madrugada de segunda feira, tivemos de passar praticamente um dia inteiro em uma Delegacia de Polícia. Entre as pessoas presas em flagrante naquele dia, havia um grupo de cinco rapazes, que tinham sido pegos roubando ferro e material elétrico de uma fábrica na região de Parada de Taipas. No finalzinho da noite, quando eles estavam sendo transferidos para um CDP (Centro de Detenção Provisória), um grupo de mulheres que estavam do lado de fora da Delegacia começou a gritar e chorar compulsivamente. Segundo a escrivã de plantão, aquelas eram as mulheres dos presos. Enquanto eles eram colocados dentro de um camburão, as mulheres se abraçaram e começaram a orar, dizendo: "Ó, meu Deus, dá-lhes o livramento! Livra-os de todo mal! Não deixa nada de ruim acontecer a eles! Em nome de Jesus!"

Aquela cena me fez pensar em como alguns de nós enxergam Deus e a religião. Para muitos, Deus é Aquele a quem devem recorrer somente na hora do desespero e da aflição. No resto do tempo, costumam conduzir suas vidas do modo que mais lhes agrada, seja ele biblicamente correto ou não. Essas pessoas agem mais ou menos assim: aprontam os diabos enquanto têm condições e oportunidades para fazê-lo e, quando as coisas acabam mal, e elas têm de arcar com as infelizes conseqüências do que decidiram fazer, elas recorrem a Deus, em oração, como se Ele fosse ingênuo o suficiente para agir como o gênio da lâmpada de Aladim, que oferece proteção, sem pedir nada em troca, além da crendice daqueles que o buscam.



Escrito por Léo Barbosa às 01h18
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Vão-se os anéis...

No começo da madrugada da última segunda-feira, meu irmão Jeser foi roubado bem em frente à nossa casa. Dois assaltantes armados levaram o seu carro, após efetuarem três disparos em sua direção, com um revólver calibre 38. Uma das balas raspou sua perna, enquanto a outra, atravessou seus cabelos. No dia seguinte, vasculhando a cena do crime, encontramos um projétil, com alguns cabelos na ponta.

Depois do susto, o alívio. E que alívio! O carro havia sido levado embora, mas meu irmão estava ali, em pé, vivo. Como diz o ditado popular: "vão-se os anéis... fiquem os dedos". Ah! Como ficamos gratos! Foi como se Deus nos desse o Jeser de novo, com todos os momentos de alegria, companheirismo, carinho e comunhão que a sua vida tão generosamente nos proporciona.

No entanto, assim que a poeira assentou, o que era alívio, virou lamento. Ora, o Jeser estava vivo, mas onde estaria o seu carro, com suas rodas de liga leve e seu volante esportivo? Em poucos minutos, a gratidão se transformou em desapontamento. Mas, graças a Deus, isso não durou muito. Pois na manhã seguinte o seu carro foi abandonado próximo à uma Delegacia de Polícia. Um verdadeiro milagre, já que tínhamos pouca esperança de encontrá-lo. Fomos até onde o carro estava, certos de que encontraríamos um veículo batido ou "depenado". Que nada! O carro estava em perfeito estado, com suas rodas intactas e sem nenhum arranhão. Carro encontrado, alívio renovado! Mas não por muito tempo. O som e os auto-falantes traseiros tinham sido roubados. Resultado, mais uma vez, o louvor acabou dando lugar à queixa. E o que era riso, virou carranca.

Sei que eu deveria sentir vergonha da minha atitude de menosprezo ante o surpreendente milagre que Deus havia acabado de fazer na vida do meu irmão. E eu estou mesmo, bem constrangido. Contudo, a bem da verdade, somos quase todos assim: ingratos por natureza. A todo instante esbarramos em milagres encomendados por Deus especialmente para tornar a nossa vida menos complicada e muito mais prazerosa. Mas me parece que a gratidão não é mesmo o nosso forte. É claro que ficamos felizes quando Deus põe a salvo cada um dos nossos "dedos". Mas, honestamente, a nossa mesquinhez não nos deixa ficar tão satisfeitos assim, quando temos de abrir mão de alguns dos nossos preciosos "anéis".



Escrito por Léo Barbosa às 02h36
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Que venha o Japão

Pouco importa qual será o resultado do próximo jogo do Brasil, na Alemanha. A verdade é que já estamos classificados para as oitavas de final da Copa do Mundo 2006, e ninguém - nem mesmo o Japão, com quem a Seleção Brasileira jogará na próxima quinta-feira - pode roubar a doce tranqüilidade dos 180 milhões de brasileiros, diante da classificação antecipada da nossa seleção de craques. Isso quer dizer que, graças às duas vitórias do Brasil na primeira fase do torneio, os brasileiros vão poder respirar sossegados, mesmo se o placar contra os japoneses for desfavorável.

Segundo a Bíblia, a segurança oferecida aos cristãos pelo evangelho é bem parecida com a confortável classificação do Brasil para a segunda fase da Copa da Alemanha. Em uma de suas cartas, o apóstolo Paulo pergunta assim aos seus leitores: "Se Deus é por nós, quem será contra nós? (...) Quem fará alguma acusação contra os escolhidos de Deus? (...) Quem os condenará? (...) Quem nos separará do amor de Cristo?" (Romanos 8.31-35). E a resposta é a mesma para todas as perguntas: NINGUÉM.

Sou absolutamente contra o triunfalismo ingênuo dos cristãos evangélicos que acreditam nas falsas promessas de um cristianismo sem lágrimas. A vida cristã não é uma jornada tranqüila rumo ao céu, marcada por constantes vitórias. O que a Bíblia diz é que, mesmo tendo entregado as nossas vidas a Cristo e mesmo confiando Nele para nos guiar pelo caminho da justiça, é certo que experimentaremos inúmeras derrotas contra o pecado; seremos atormentados pelo Diabo muitas vezes; e iremos ceder à pressão da nossa própria carne outras tantas.

É certo que não sabemos se vai dar Brasil ou Japão no jogo da próxima quinta-feira, mas já sabemos quem vai continua na Copa. De igual modo, assim como já sabemos que a vaga da Seleção Brasileira, nas oitavas de final da Copa 2006 está garantida, também sabemos - de antemão - que o nosso lugar no céu está mais do que garantido pelo sangue de Cristo, derramado na cruz. Isto é, não podemos prever o resultado de cada partida que iremos disputar ao longo da nossa história, mas podemos estar certos de que, no final do campeonato da vida, seremos campeões em Cristo Jesus. Pois, como nos assegurou o apóstolo Paulo: "em todas estas coisas somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou" (Romanos 8.37). Podemos até quebrar a cara, dar com os burros n'água, ou passar o carro na frente dos bois, vez ou outra. Mas uma coisa é certa, na Copa do Reino de Deus, Cristo garantiu antecipadamente a nossa taça.



Escrito por Léo Barbosa às 03h32
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Aprendendo a perdoar

Quem foi que disse que "amar é não ter de pedir perdão"? Se fosse assim, ah... tudo seria tão mais fácil! Mas, como quem ama também erra, amar é ter de perdoar e pedir perdão todos os dias. Perdoar significa absolver ou desculpar. Ou seja, perdoar é renunciar o nosso direito de punir aquele que nos ofendeu. É abrir mão voluntariamente do nosso direito de desforra. No Novo Testamento, perdoar tem pelo menos dois significados: "redimir", isto é, pagar a dívida de alguém ou colocá-la de lado; ou ainda "libertar", ou seja, desamarrar alguém da sua própria culpa. Segundo Jesus, perdoar é a obrigação de todos aqueles que desejam receber o perdão divino. Mas a verdade é que a prática é sempre mais complicada que a teoria.

Perdoar é uma daquelas habilidades complicadas, que se requer de quem deseja construir relacionamentos para a vida toda. Sem o perdão, qualquer relacionamento se tornaria absolutamente insuportável. O problema é que perdoar é uma das inúmeras coisas que ninguém nasce sabendo. Qualquer pessoa que deseja sinceramente cultivar bons relacionamentos, tem de aprender a arte de perdoar. Como cada situação em que temos de exercitar o perdão é completamente diferente das outras, precisamos de um discernimento especial todas as vezes que ocorre um conflito.

Se você deseja praticar o perdão, mas nem sempre sabe exatamente como agir nas situações em que o perdão se faz necessário, gostaria de oferecer-lhe algumas sugestões práticas. Vamos lá?

  • Reexamine com objetividade a ofensa. Às vezes, o bicho parece mais feio do que é na verdade. Portanto, se você é esquentadinho demais na hora de resolver conflitos, deve esperar alguns instantes (algumas horas até), repensar toda a situação e avaliar se a sua indignação é realmente proporcional à ofensa;
  • Rejeite a idéia de desforra. Vingar-se é a maneira mais rápida de enterrar de vez um relacionamento fragilizado pela ofensa de uma das partes envolvidas;
  • Admita que a ofensa pode não ter sido intencional. Afinal, nem sempre as pessoas pensam direito antes de falar ou fazer alguma coisa. Pode ter sido apenas uma frase infeliz ou um deslize involuntário;
  • Leve em conta o fato de que você também já foi perdoado. Lembre-se dos pecados de que Cristo já perdoou você. Nós somos orientados a perdoar, assim como fomos perdoados por Deus, em Cristo;
  • Acerte a sua parte do conflito. Deus deseja que nos reconciliemos uns com os outros. E isso envolve o esforço de ambas as partes envolvidas, pois, na maioria das vezes, os ofendidos também têm alguma parcela de culpa pelo ocorrido;
  • Reafirme o perdão, sempre que necessário. De nada adianta dizer que perdoou, e seguir exibindo uma enorme tromba de desapontamento. Depois de resolver a questão, é preciso se esforçar para praticar gestos de amizade, afeto, respeito e consideração pelo outro, afirmando e reafirmando seu o amor pela outra pessoa;
  • Quando se sentir ofendido, ore pelo outro. É praticamente impossível guardar rancor de alguém por quem estamos orando. Ao orar, nos tornamos mais sensíveis à vontade de Deus, e percebemos mais facilmente a necessidade que temos de sujeitar a nossa vontade à vontade Dele.

É óbvio que eu não tenho a menor pretensão de esgotar o assunto nesse artigo, mas tenho certeza de que esses conselhos podem ser muito úteis para aqueles que estão enfrentando algumas turbulências em seus relacionamentos afetivos, e precisam saber como agir para restabelecer a paz, consertar o que foi quebrado pelo pecado e restaurar a intimidade e o companheirismo, depois da ofensa ter feito o seu estrago.



Escrito por Léo Barbosa às 00h43
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Vivam as diferenças

Dizem que os opostos se atraem. Será mesmo verdade? E se for, por que tantos casais alegam estar se separando justamente por causa das suas diferenças? E por que, depois de algum tempo, as pessoas se sentem repelidas por diferenças que pareciam tão atraentes, no início da relação?

Bem, você já deve ter notado que o amor geralmente acontece entre pessoas que não têm muita afinidade. É comum as pessoas se apaixonarem por quem tem personalidade, temperamento, perspectivas de vida e gostos pessoais bem diferentes dos seus. Ou seja, que os opostos se atraem, é um fato inegável.

Pessoas extrovertidas se apaixonam por indivíduos calados e introspectivos. Os obcecados por organização quase sempre se envolvem com algum bagunceiro de plantão. E aqueles que são muito tímidos, por sua vez, geralmente se interessam por alguém que fala pelos cotovelos. A razão é simples: os seres humanos se sentem atraídos por aquilo que lhes falta. Nesse sentido, os nossos relacionamentos interpessoais - sobretudo as nossas relações amorosas - funcionam como um "mercado de virtudes", onde "compramos" para nós características que não temos, mas gostaríamos de ter. Quando fazemos isso com maturidade e serenidade, conseguimos compensar e equilibrar características diferentes, mas que se completam e fazem de nós pessoas mais felizes e realizadas.

O único problema é que, com o passar do tempo, deixamos de enxergar as nossas diferenças como elementos complementares, e passamos a vê-las como incompatíveis. Construir bons relacionamentos com pessoas bem diferentes de nós dá bastante trabalho e, às vezes, gera uma certa irritação ou desânimo. O resultado disso é que passamos, então, a tentar freneticamente mudar a outra pessoa, transformando-a em alguém mais parecido conosco.

Finalmente, quando conseguimos moldar o outro, à nossa própria imagem e semelhança, o nosso relacionamento adoece e morre. Isso, porque nós cometemos o erro de transformar a outra pessoa em alguém diferente daquele por quem nos apaixonamos no começo. Na tentativa de construir uma relação mais simples e equilibrada, acabamos por arruiná-la.

Se quisermos que os nossos relacionamentos sejam uma fonte de felicidade e  desenvolvimento pessoal, temos de aprender a aceitar as nossas diferenças, e entender que elas não são precisam necessariamente ser vistas como "incompatibilidades", mas como "complementaridades". Pois para nos tornar completos de fato, temos de nos deparar com o diferente, e aprender com ele.



Escrito por Léo Barbosa às 03h16
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Um feliz Dia dos Namorados, cheio de boa vontade

Hoje é Dia dos Namorados. Um dia de festa e alegria para uns, tristeza e melancolia para outros e, para aqueles casais que vivem com o nível de estresse acima do normal, um dia de prováveis brigas e malcriações.

Há quem diga que a melhor receita para um casal construir uma relação sadia e duradoura é o diálogo. Converse, converse e converse, dizem os entendidos no assunto. Outros afirmam que o segredo é cultivar o companheirismo. Isto é, os casais têm de realizar mais atividades juntos. Nesse caso, ir a estádios de futebol, fazer aulas de dança de salão e se dedicar a algum tipo de serviço humanitário são algumas das sugestões dos especialistas. Há também a opinião comum de que bons relacionamentos dependem de se cultivar uma atmosfera de romantismo. Sendo assim, mandar flores, lembrar datas importantes e jantar fora regularmente pode ajudar o casal a manter acesa a chama da paixão.

Obviamente, todos esses elementos são essenciais para quem deseja construir ou preservar uma relação de carinho e cumplicidade com a pessoa amada. Mas o problema fundamental de muitos casais que conheço não é a ausência de nenhuma dessas coisas. O que mais está fazendo falta nas relações e na rotina da maioria dos casais modernos é a BOA VONTADE. Isso mesmo! A dificuldade básica dos casais de hoje não é a falta de diálogo, companheirismo ou romantismo, mas a absoluta falta de boa vontade.

Para um relacionamento se fortalecer, criar raízes e produzir bons frutos é preciso muita boa vontade. Boa vontade para investir tempo de qualidade na relação, perdoar as falhas do outro, lidar com as dificuldades que surgem no processo de adaptação e, acima de tudo, aceitar bem as muitas diferenças que podem existir entre duas pessoas. É por essas e outras que, na semana dos namorados, eu quero desejar a todos os casais - casados ou não - muito amor, muita paciência e uma generosíssima dose de boa vontade!



Escrito por Léo Barbosa às 02h35
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Piedade e marketing pessoal

Vivemos na era do "marketing pessoal". Esse termo é usado para designar a nova tendência que o mercado de trabalho tem de tratar o ser humano - com todos os seus atributos, características, conhecimentos, informações e força de trabalho - como se ele fosse um produto ou um serviço, sobre o qual se deve aplicar as famigeradas técnicas de vendas de varejo. Trocando em miúdos, "marketing pessoal" é quando o indivíduo planeja e executa suas ações, com o objetivo de atender às expectativas que o mercado de trabalho lança sobre ele.

Não há nada de errado em investir no tal "marketing pessoal", quando o nosso emprego está em jogo. Num país com milhões de desempregados, ostentar nossas qualificações profissionais não é sinal de vaidade, mas uma verdadeira necessidade. O problema é quando esta filosofia da auto-promoção transborda para outros setores da nossa vida, nos induzindo a planejar todas as nossas ações, para atender às expectativas dos outros. A situação piora ainda mais, quando esta tendência se reflete também em nossa vida religiosa.

Jesus advertiu seus ouvintes, quanto ao risco que as pessoas religiosas correm de exibir piedade, apenas para conquistar a aprovação e a admiração dos expectadores. Segundo Jesus, nós estamos perdendo tempo, quando fazemos nossas orações, damos nossas esmolas ou praticamos nossos jejuns, a fim de sermos vistos e aplaudidos. Isso quer dizer que interceder por uma pessoa aflita, doar uma cesta básica ou visitar um doente no hospital - práticas autenticamente cristãs e intrinsecamente boas - são atitudes que perdem completamente o seu valor, quando usadas como instrumentos de "marketing pessoal", no lucrativo mercado da religião e da fé.



Escrito por Léo Barbosa às 02h43
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Tenha pressa

Tenha pressa, porque o tempo... ah! o tempo está voando! Estamos aqui de passagem e nos despediremos de tudo, logo. Não há porque continuar adiando aquelas conversas e abraços tão necessários. Você pode ceder agora àquela velha vontade, já quase adormecida, de extravasar toda a sua saudade. Você não precisa de mais do que cinco minutos pra escrever um recado pra quem você ama. Então, faça isso já! Pegue a caneta e o papel ou mande um e-mail com declarações explícitas de amor. Se você não fizer isso agora, vai chegar o dia em que você será capaz de entregar tudo o que tem, para voltar no tempo e aproveitar suas chances, mas elas terão passado... e as pessoas que hoje estão à sua volta, dando a maior sopa, terão ido embora de vez.



Escrito por Léo Barbosa às 23h55
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A onda dos cristãos-sem-igreja

Tenho estado preocupado com o crescente número de homens e mulheres que se dizem cristãos, mas não demonstram ter compromisso algum com a Igreja de Cristo. Poderíamos chamá-los de "cristãos-sem-igreja". Em sua maioria, são pessoas sinceras, alcançadas pela graça salvífica, convencidas da verdade do Evangelho, mas que buscam viver sua experiência religiosa fora dos limites da Igreja. Muitos deles optam deliberadamente por viver como "cavaleiros solitários da fé", pois, apesar do declarado amor por Jesus, nutrem uma verdadeira aversão pela Sua Igreja.

O que me deixa mais apreensivo, em relação a essas pessoas, é que estou absolutamente convencido de que não existe Cristianismo saudável fora da Igreja de Cristo. Não estou afirmando que não haja salvação fora da Igreja. Mas não tenho dúvida de que não há a menor possibilidade de alguém experimentar plenamente todos os benefícios do Cristianismo, conforme apresentados na Bíblia Sagrada, sem que esteja inserido no contexto de uma autêntica Igreja Cristã.

Somos salvos por meio de Cristo apenas, e disso não há cristão que duvide. Aliás, aquele que não crê nesta suprema verdade do Evangelho, jamais pode ser chamado de cristão. No entanto, é por meio da Igreja que somos edificados, fortalecidos, orientados, treinados para o serviço, exercitados na caridade, corrigidos, disciplinados, encorajados e moldados conforme o caráter de Cristo. Portanto, qualquer um que tente cultivar sua espiritualidade, fora do ambiente da Igreja, está inevitavelmente condenado ao fracasso. Para você, que admite ter sido arrastado pela perigosa onda dos cristãos-sem-igreja, eu tenho um único conselho: procure imediatamente uma igreja, abra mão dos seus medos e preconceitos, arregace suas mangas e se entregue à deliciosa aventura de viver em comunhão com seus irmãos e irmãs em Cristo.



Escrito por Léo Barbosa às 02h03
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Como reagir ao sofrimento?

Como nós, que somos cristãos, devemos reagir ao sofrimento? Em primeiro lugar, talvez seja necessário salientar que nós, que somos cristãos, também estamos sujeitos aos mesmos tipos de sofrimento que os incrédulos. Os altos índices de desemprego também afetam os cristãos; a taxa de mortalidade é a mesma para crentes e descrentes; e as mesmas doenças que abatem os infiéis, também afligem os fiéis. Portanto, todos nós precisaremos, cedo ou tarde, decidir como vamos reagir à dor.

De todos os personagens bíblicos, Jó é um dos melhores modelos de como devemos responder ao sofrimento. Jó é a figura emblemática daqueles que sofrem injustamente. Apesar de ser o homem mais rico e mais justo do seu mundo, Jó teve de defrontar-se com uma extraordinária seqüência de infortúnios, que arruinou completamente a sua vida, num só dia. Seus bois, jumentos e camelos foram roubados, suas ovelhas foram atingidas por uma tempestade de raios, seus empregados foram executados em emboscadas, e os seus dez filhos morreram soterrados quando a casa do mais velho foi atingida por um furacão. Depois disso, Jó foi acometido por um tipo de lepra, que espalhou feridas purulentas por todo o seu corpo, seus dentes e ossos apodreceram, seus olhos se escureceram, seu hálito tornou-se insuportável, e a insônia e a depressão tornaram-se suas fiéis companheiras. Jó tornou-se uma figura triste e medonha.

Contudo, em meio à calamidade, o nosso herói desponta como um dos mais inspiradores exemplos de como aqueles que sofrem devem reagir à dor. As palavras que Jó proferiu, ao ser informado de que o seu mundo havia ruído completamente, revelam quais devem ser as nossas atitudes diante do sofrimento. Jó disse: "Nu saí do ventre da minha mãe, e nu partirei. O Senhor o deu, o Senhor o levou; louvado seja o nome do Senhor" (Jó 1.21).

Em primeiro lugar, com Jó nós aprendemos que os crentes devem responder ao sofrimento com gratidão. Se quisermos saber qual o segredo da gratidão, a equação é muito simples: o grau da nossa gratidão a Deus é equivalente ao grau da nossa dependência Dele. Jó estava ciente de que tudo o que possuía era fruto da benevolência de Deus, a quem aprouve tornar Jó uma pessoa excepcionalmente próspera. Jó não havia trazido nada para este mundo, e sabia que não levaria nada dele. "Nu saí do ventre da minha mãe, e nu partirei".

Em segundo lugar, os crentes devem responder ao sofrimento com submissão. Ao ser sacudido pela calamidade, Jó entregou a Deus o controle total sobre sua história. Suas palavras: "O Senhor o deu, o Senhor o levou", revelam que ele havia entregue a Deus o direito de interferir livremente em todos os assuntos pertinentes à sua vida. Sua submissão foi a resposta positiva da sua fé, ante a soberania incompreensível de Deus.

Em terceiro lugar, o exemplo de Jó nos mostra que os crentes devem responder ao sofrimento com adoração. Como é difícil louvar a benignidade de Deus, quando Ele não faz aquilo que gostaríamos que fizesse! Mas, do meio da dor, Jó bradou: "Louvado seja o nome do Senhor". A adoração é fruto da fé daqueles que mantém a certeza de que, mesmo que Deus lhes tire tudo, ainda assim de nada terão falta. Como disse o escritor Paul House: "Jó sofreu a perda da família, da propriedade, dos criados e da saúde, contudo ele ainda considerou o Senhor merecedor de lealdade e adoração".

Quando, por alguma circunstância que estiver acima do seu controle, você tiver de escolher como irá reagir ao sofrimento, lembre-se: aqueles que depositam sua fé em Deus devem responder ao sofrimento com gratidão, submissão e adoração a Ele. A resposta é simples assim. Simples... e difícil.



Escrito por Léo Barbosa às 01h18
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Quando deixamos de orar

Quem foi que disse que a oração é algo que devemos fazer, só quando não há mais nada a fazer? Infelizmente, a oração é vista como o último recurso que usamos para lidar com as adversidades que não conseguimos contornar. Não é à toa que temos amargado tantas derrotas em nossa vida espiritual. A maior parte dos nossos fracassos na vida cristã, é fruto do nosso fracasso na prática da oração. Como escreveu o pastor R. C. Sproul, "antes de cairmos publicamente, caímos em particular".

Jesus advertiu seus discípulos quanto aos perigos de negligenciar a oração. Ele lhes disse: "Orem para que vocês não caiam em tentação" (Lucas 22.40). Mas, ao invés de orar, os discípulos dormiram. Resultado: eles experimentaram sucessivas derrotas em sua vida espiritual. Basta observarmos a experiência dos discípulos que não atenderam ao convite de Jesus, para orar com Ele, para descobrirmos o que acontece quando não oramos. A indisposição que os discípulos tinham de orar, tornou-os insensíveis aos sentimentos que tão partiram o coração do Senhor, no Getsêmani. Em vez de recorrer à oração, Pedro tentou impedir que Jesus fosse preso, usando uma espada para defendê-lo. Mais tarde, o mesmo Pedro negou a Jesus sistematicamente, com o objetivo de livrar a própria pele. Por último, depois da prisão de Jesus, os discípulos fugiram e, logo após a sua morte, abandonaram temporariamente o ministério, e voltaram a se dedicar à pescaria.

É exatamente isso que acontece, quando deixamos de orar. Nos tornamos pessoas egoístas e insensíveis. Tentamos driblar as dificuldades, confiando na força da nossa própria carne. Negamos a Cristo com as nossas palavras e, o que é bem pior, com o nosso testemunho. Perdemos ricas oportunidades de fazer diferença na vida daqueles que estão à nossa volta, e deixamos morrer a chama da nossa vocação. Enquanto não redescobrirmos a prática da oração, a nossa vida continuará marcada por uma sucessão de derrotas, e o nosso fracasso continuará sendo um embaraço para a maravilhosa mensagem do evangelho, que fomos chamados para anunciar.



Escrito por Léo Barbosa às 02h34
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