Um deus chamado dinheiro

Parece mentira, mas é a mais pura verdade! Ontem, no Estado da Califórnia, nos Estados Unidos, um padre católico foi preso por roubar nada menos que US$ 8,5 milhões, ao longo de 40 anos no exercício do sacerdócio, à frente de uma igrejinha em Delray Beach (no leste da Flórida). Ele e um comparsa - também padre, por sinal - torraram todo o dinheiro roubado em viagens, cassinos, hotéis e restaurantes, além de "investir" uma parte na compra de apartamentos.

Bem que eu gostaria de dizer que canalhices como esta jamais acontecem nos arraiais evangélicos, e que todos os pastores e líderes crentes são detentores absolutos da ética e da honestidade. Mas, infelizmente, todos nós sabemos muito bem que isso não é verdade. É claro que a liderança cristã evangélica, em sua maioria, tem andado na linha. Mas há exceções. E como há!

Cerca de um mês atrás, por exemplo, um casal de "pastores" evangélicos teve os bens bloqueados pela Justiça, depois que o Ministério Público detectou suas movimentações bancárias, no valor de R$ 46,4 milhões, no período de apenas 2 anos. O que chamou a atenção do MP e da Justiça é que o dinheiro movimentado não passou pelas contas da igreja liderada por eles, mas abasteceu as contas pessoais do casal e das suas respectivas empresas. Além do bloqueio das suas contas, o Ministério Público também bloqueou uma mansão que o casal tem na Flórida, no valor de US$ 465 mil e uma fazenda de 45 hectares em Mairinque, comprada por R$ 1,8 milhão. Ufa! Como Deus tem abençoado este casal, hein?!

Agora, cá entre nós, acho que eu nem deveria ficar tão espantado ao ler notícias como estas. Afinal, o que poderíamos esperar de uma geração de "cristãos" que deliberadamente adotou o dinheiro como "senhor" absoluto, substituindo Deus pela prosperidade material? A impressão que se tem, é que esses cristãos modernos nunca ouviram a célebre advertência de Jesus àqueles que tentam conciliar cristianismo com materialismo: "Ninguém pode servir a dois senhores; pois odiará um e amará o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Vocês não podem servir a Deus e ao Dinheiro" (Mateus 6.24). Parece-me que esses líderes cristãos já fizeram a sua escolha. E nós, que escolha faremos?



Escrito por Léo Barbosa às 01h14
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Males que vêm para o bem

 

É comum ouvir as pessoas repetirem a frase: "há males que vêm para o bem". Mas será mesmo verdade? As palavras do apóstolo Paulo, em Romanos 8.28, parecem concordar com o adágio popular. Ele diz que "Deus age em todas as coisas, visando o bem daqueles que o amam, dos que foram chamados de acordo com o seu propósito". Mas, afinal de contas, o que isso quer dizer?

Em primeiro lugar, é óbvio que Paulo não acredita que os males da vida, por si só, cooperem para o nosso bem. Antes, o apóstolo afirma que Deus, em Sua bondade, tem a capacidade de convertê-los em bem. Na verdade, os males da vida conspiram contra nós, a fim de nos fazer desistir da fé que move a nossa vida em direção a Deus.

Paulo diz mais. Segundo ele, não é para todas as pessoas que os males vêm para o bem. Ao contrário, de modo geral, os males têm a tendência de produzir mais males ainda. Como prega a Lei de Murphy: "as coisas nunca estão tão ruins, que não possam piorar". E, geralmente, é exatamente assim que acontece. Contudo, Paulo afirma que há um grupo de pessoas para quem até os piores males se convertem em bem: "aqueles que amam a Deus". Isto é, para aqueles que amam apenas a si mesmos, ao dinheiro, ao prazer ou ao país os males desta vida podem se tornar especialmente insuportáveis. Só aqueles que ousam amar a Deus acima de todas as coisas conseguem experimentar os benefícios provenientes de algum tipo de mal que lhes sobrevém.

Além disso, o apóstolo Paulo conclui dizendo que aqueles que amam a Deus estão plenamente seguros, pois "foram chamados de acordo com o Seu propósito". Você sabe que propósito é este? É simples: "serem conformes à imagem de seu Filho". Este é o verdadeiro "bem" para o qual todas as coisas, inclusive os males, nos conduzem. Todos aqueles que acreditam que o "bem" prometido por Paulo é a prosperidade material, a saúde física ou o sucesso no amor certamente ficarão frustrados. Pois a Bíblia não garante nenhuma destas coisas.

O que os autores do Novo Testamento garantem é que Deus seguramente realizará o Seu plano na vida de todos aqueles que o amam, ou seja, Deus há de torná-los semelhantes a Ele. Este, por sinal, era o Seu plano original para o homem. "Disse Deus: 'Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança" (Gênesis 1.26). O problema é que, por causa do pecado, a dignidade do homem foi manchada, ele se separou de Deus e comprometeu sensivelmente a sua capacidade de refletir o caráter de Deus no meio da Criação. Contudo, Cristo se tornou homem, fez-se escravo e se entregou à rude cruz, para redimir o homem, libertá-lo e oferecer-lhe a vida. É exatamente a este plano maravilhoso que a Bíblia chama de "bem".



Escrito por Léo Barbosa às 02h52
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A arte de dançar até o último ato

Cedo ou tarde, todos nós acabamos descobrindo a mesma verdade: no espetáculo da vida, somos apenas bailarinos. Não importa o quanto nos esforçamos para permanecer no controle da nossa própria história, no final das contas, quem produz o show, escolhe as músicas e monta os cenários no palco da vida não somos nós. O que nos resta, na maior parte do tempo, é dançar conforme uma música que não escolhemos, e confiar na capacidade que o nosso Supremo Maestro tem de conduzir o espetáculo rumo a um gran finale.

Mas, ao contrário do que acontece com um bailarino comum, que sabe de cor cada passo, do primeiro ao último, a nós nunca é dado saber o que virá a seguir. Quando as cortinas se abrem e as luzes se acendem, a única certeza que temos é que tudo o que está para vir nos apanhará de surpresa. Ora, a vida se apresentará a nós como uma leve e cômica opereta. Ora, seremos assaltados pelos acordes melancólicos e pelos sombrios cenários de horror de uma arrebatadora tragédia.

Nas cenas mais assustadoras, quando o sorriso do público for substituído pelo horror, nossa capacidade de prosseguir confiando nas boas intenções do Maestro será violentamente testada. Quando os nervos e os músculos da nossa fidelidade forem levados ao limite, e formos assaltados pela agonia, seremos postos definitivamente à prova.

E ali, sozinhos no palco da nossa própria aflição, vamos ter de decidir se continuaremos dançando ou se rastejaremos de volta à coxia dos desertores, ficando de fora do tão esperado último ato. Aquela parte do espetáculo em que o Bem, finalmente, terá vencido o Mal. Se desistirmos, perderemos o maravilhoso momento em que as lágrimas darão lugar ao riso, o alívio substituirá o temor, e as dúvidas serão vencidas pela certeza de que o Soberano Maestro assumiu pessoalmente a responsabilidade por cada detalhe do programa, e esteve no controle absoluto de tudo, o tempo todo.



Escrito por Léo Barbosa às 03h52
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Entre a eternidade e a terrenidade

Estou certo de que deveríamos viver neste mundo, como quem vai se despedindo de tudo. Afinal, não sabemos nem mesmo se chegaremos a ver o amanhã. Tudo o que para nós parece ter tanto valor está se desfazendo a cada instante. Nosso dinheiro, nossa saúde e as paixões que nos movem de um lugar para outro, ao longo da vida, estão se desmanchando bem diante dos nossos olhos.

Ainda assim, tudo nos distrai. Nossa fascinação com tudo o que se vê, faz com que nos esqueçamos daquilo que não se vê. Mas aquilo que se vê durará, quando muito, uma vida. Enquanto que aquilo que não se vê durará para sempre. E para sempre é muito mais que uma vida!

Certo dia, não faz muito tempo, minha querida mãe deixou-me um pequeno manuscrito, com os seguintes dizeres: "Trocaremos o hoje, pelo amanhã. Ou o amanhã, pelo hoje". Na ocasião, eu não sabia bem porque ela me escrevera aquilo. Decerto, ela sabia exatamente porque eu tinha de lê-lo. E eu não precisei fazer isso duas vezes, para que estas palavras colassem em meu coração. Estou sempre me lembrando delas. Isto é, de minha mãe e de suas palavras tão sábias.

Tento, a todo custo, orientar minhas escolhas de modo que o amanhã, ou seja, a eternidade, sempre pese mais do que o hoje, isto é, a "terrenidade" - palavrinha esta que, obviamente, não existe. Mas nem sempre eu faço isso com sucesso. Pois, às vezes, a "terrenidade" exerce tanto fascínio sobre o meu coração enganoso, que as luzes vivas e cintilantes da eternidade perdem o brilho e deixam de exercer qualquer atração sobre mim. De vez em quando, ouço o "canto da sereia" do mundo moderno, e vagueio perdido por entre as sombras de um universo caído, incapaz de nos oferecer algo mais do que parcos vislumbres da verdadeira vida, que ainda está por vir.



Escrito por Léo Barbosa às 01h27
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As armadilhas da liberdade

A liberdade é uma daquelas palavras alimentadas pelo sonho humano, que não há ninguém que explique, mas também não há ninguém que não entenda. Mas o que significa ser livre, do ponto de vista bíblico?

Na cultura ocidental, liberdade é sinônimo de autonomia para fazer o que se quer. Isto é, ser livre é estar completamente desimpedido para exercer a sua vontade, sem nenhuma restrição física, social, moral ou religiosa. Neste sentido, portanto, a pessoa livre é aquela que faz o que bem entende, independente das conseqüências boas e ruins que essas ações possam produzir.

Mas certamente não é isso que a Bíblia chama de liberdade. Segundo as Escrituras, uma pessoa livre não é aquela que come quantos pudins-de-leite tem vontade, mas sim aquela que deixa de comê-los, quando estão terminantemente proibidas pelo médico. Para os autores sagrados, a verdadeira liberdade não consiste em atender a todos os nossos impulsos sexuais, dormir quantas horas desejamos e fazer apenas aquilo que consideramos confortável ou que nos dá prazer. Ao contrário, ser verdadeiramente livre, do ponto de vista bíblico, é ter a capacidade de dizer "não" para os nossos instintos, quando os seus apelos não estiverem em sintonia com a vontade de Deus, não resultarem em nenhum benefício para o Seu reino, não glorificarem Seu nome e não promoverem a Sua justiça entre os homens. Trocando em miúdos, a verdadeira liberdade é a autonomia para fazer o que se deve, e não o que se quer.

A grande diferença entre a falsa liberdade e a verdadeira, é que a primeira tem um incrível poder de escravizar a nossa vontade, enquanto a segunda é a única que nos capacita a romper as correntes que nos aprisionam ao pecado e que nos levam a viver como meros animais, que são obrigados a seguir seus instintos, por serem incapazes de distinguir entre o certo e o errado.



Escrito por Léo Barbosa às 02h08
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Perigos "inofensivos"

O famoso ambientalista e apresentador de televisão australiano Steve Irwin, de 44 anos, conhecido como o caçador de crocodilos, morreu no dia 4 deste mês, vítima da aferroada de uma arraia, no litoral nordeste da Austrália, enquanto filmava um documentário sobre animais marinhos. O curioso da história é que a principal característica de Irwin era a descomunal coragem que o ambientalista demonstrava ao mergulhar em rios cheios de crocodilos, segurar cobras extremamente venenosas e brincar de modo quase displicente com escorpiões assassinos. Segundo o produtor do programa, Irwin "segurou uma arraia e o barbilhão do animal entrou no peito dele, abrindo um buraco em seu coração".

É, no mínimo, estranho que uma pessoa tão acostumada ao perigo, e que vivia constantemente exposta a situações de extremo risco, acabasse sendo atacada e morta por um animal aparentemente inofensivo. Por outro lado, é bem provável que seja exatamente esta a razão de o apresentador ter perdido a vida. Isso porque, naturalmente, quanto mais baixo o grau de perigo que determinada situação oferece, menor é o nosso grau de atenção e de prevenção quanto a ela. O resultado é que os inimigos que menos inspiram medo, são justamente os que mais têm chances de nos abater.

Isso também é verdade no âmbito espiritual. Já vi muitas pessoas caírem em pecados para os quais se consideravam praticamente imunes, como o adultério ou a corrupção, por exemplo. É muito comum enfrentarmos sérios problemas justamente naquelas áreas em que nos sentimos mais seguros e confortáveis. Isso porque, como diz a Escritura: "O orgulho vem antes da destruição; o espírito altivo, antes da queda" (Provérbios 16.18).

Temos de aprender que as pessoas não tropeçam em grandes paralelepípedos, mas sim em saliências quase imperceptíveis do solo. Geralmente, levamos a sério a nossa luta contra aqueles pecados para os quais nos sentimos especialmente fracos, mas somos muito negligentes quando se trata de nos proteger daqueles pequenos hábitos imorais, daquelas sutis falhas de caráter e das tentações que costumamos driblar com facilidade. Contudo, o orgulho que nos torna intrépidos e destemidos nestas áreas, é o mesmo orgulho que nos deixa desprotegidos contra as pressões da vida e que, surpreendentemente, nos arremessa contra as implacáveis garras do pecado. É exatamente este tipo de orgulho que nos expõe a perigos aparentemente inofensivos, mas que têm um terrível poder de destruição.

Escrito por Léo Barbosa às 10h05
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Falando a verdade sobre a mentira

Qual o preço da verdade para você? Bem, se você é um ser humano comum, dotado de plena capacidade mental, que exercita todas as suas faculdades mentais e possui uma criatividade razoável, é possível que, vez ou outra, você recorra a alguma meia-verdade para se safar de uma situação difícil ou constrangedora. É claro que você não está sozinho nessa. Aliás, é bem provável que você esteja na companhia de nada menos que 6,8 bilhões de homens e mulheres que vivem em nosso planeta.

Só há um problema com as meias-verdades que estamos acostumados a contar: elas não passam de completas mentiras. Algumas vezes, lançamos mão delas apenas na intenção de demonstrar boa educação. Em outras, torcemos a verdade cuidadosa e deliberadamente, desenvolvendo argumentos verossímeis e muito bem elaborados, com o objetivo de lucrar à custa da mentira que inventamos. Fazemos isso para driblar o imposto de renda, nos esquivar da culpa de não termos honrado um compromisso ou simplesmente para parecer mais santos ou inteligentes do que realmente somos.

Ficamos tão absortos nessa complicada trama de enganos e disfarces que inventamos, que deixamos de considerar uma das verdades mais importantes sobre a mentira: a de que, quando nos utilizamos da mentira, por qualquer motivo que seja, estamos colocando em xeque a nossa própria filiação. Jesus disse que o Diabo jamais "se apegou à verdade, pois não há verdade nele. Quando mente fala a sua própria língua, pois é mentiroso e pai da mentira" (João 8.44). Por outro lado, falando acerca de si mesmo, Jesus disse: "Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai, a não ser por mim" (João 14.6). Ao descrever o milagre da encarnação - o processo por meio do qual o Filho de Deus se fez homem - o evangelista João diz assim: "Aquele que é a Palavra tornou-se carne e habitou entre nós (...) cheio de graça e de verdade" (João 1.14).

Nunca podemos nos esquecer de que fomos feitos à imagem e semelhança de um Deus que diz ser a própria Verdade. Portanto, uma vida de mentira jamais poderá ser coerente com a Verdade na qual dizemos acreditar. É óbvio que nem sempre é simples dizer a verdade, somente a verdade e nada mais que a verdade. Às vezes, ficar do lado da verdade nos trará problemas e prejuízos imediatos. Em algumas situações, a verdade cobrará um preço tão alto, que nos sentiremos tentados abandoná-la completamente. Mas todas as vezes que fizermos isso, sob quaisquer justificativas, teremos sido menos homens, menos íntegros e menos cristãos do que o próprio Cristo gostaria que fôssemos.



Escrito por Léo Barbosa às 03h27
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Atormentados pelo passado

Por mais que avancemos em direção ao futuro, jamais nos afastamos o suficiente do passado. Os seres humanos são o resultado das escolhas que fizeram, dos erros que cometeram e dos acertos que celebraram ao longo da vida. É impossível negar a importância que o passado exerce sobre quem nós somos, o que fazemos e como reagimos àquilo que nos acontece.

A verdade é que de todos os pesos que carregamos conosco, em nossa peregrinação por este mundo, nenhum é maior do que a culpa. Vez ou outra, todos os homens são assaltados pelo arrependimento e pelo desejo de voltar no tempo, para reviver cenas e refazer momentos abandonados em algum lugar do passado. É infinita a quantidade de pessoas que procuram diariamente encontrar alívio para a culpa e para o remorso. Mas a ciência jamais desenvolveu um remédio para estes males, deixando sem esperança todos aqueles que são atormentados por aquilo que ficou para trás.

Durante o seu ministério terreno, Jesus Cristo encontrou diversas pessoas que carregavam em seus ombros o fardo insuportável da culpa e a certeza de que jamais teriam uma nova chance. Ladrões condenados à morte, mulheres adúlteras, políticos corruptos, prostitutas sem valor, beberrões asquerosos e toda sorte de pecadores formavam o cenário onde Jesus realizava seus milagres, anunciava a chegada do reino de Deus e demonstrava o mais puro e perfeito amor.

A todos os miseráveis que rastejavam até Ele, carregando o peso de um passado cheio de culpas e remorsos, Jesus sempre ofereceu o perdão. E, com o perdão, a possibilidade de recomeçar. Para aqueles que haviam destruído suas vidas, Cristo oferecia o direito de reconstruí-la. Aos que tinham transformado sua existência em um terrível pesadelo, o Mestre devolvia a capacidade de sonhar. E a todos os que tinham chegado ao fim da linha, o Salvador proporcionava a oportunidade de renascer para uma nova história. Sem culpa, sem remorso, sem passado. Porque na cruz, tudo isso haveria de ficar definitivamente para trás.



Escrito por Léo Barbosa às 01h42
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Opte pela felicidade

Eu devia ter uns catorze anos de idade, quando peguei o meu primeiro ônibus errado. Eu seria capaz de jurar que tinha entrado no Vila Mirante. Mas, para minha completa decepção, eu havia subido no Vila Bonilha. Não sei exatamente se foi a pressa ou o astigmatismo que me enganou, mas o fato é que, por mais que eu quisesse chegar logo em casa, eu estava ficando cada vez mais longe dela, por ter subido no ônibus errado. De lá para cá, eu percebi que os seres humanos têm uma capacidade incrível de pegar a condução errada, quando se trata de alcançar os objetivos que estabeleceram para suas vidas.

Prova disso é o número de pessoas que sonham encontrar a felicidade, mas que estão viajando a uma altíssima velocidade numa estrada que os conduzirá, inevitavelmente, à mais completa infelicidade.

Nessa busca desenfreada pela felicidade, já vi muitas pessoas embarcarem em relacionamentos amorosos fora do casamento, que só produziram culpa, decepção e dor. Já vi outros tantos tentando encontrar a felicidade no acúmulo de dinheiro e de bens materiais. Há também aqueles que a procuram no consumismo, na prática de algum hobby extravagante, na fama ou na obsessão pela aparência jovial e pela boa forma física. Isso, sem falar naqueles que vasculham o lixo dos vícios e da imoralidade, em busca de uma realização pessoal plena e da verdadeira felicidade. Nem é preciso dizer que esses caminhos todos jamais levarão o homem aonde ele tanto quer chegar.

Estou convencido de que Deus criou o homem para ser feliz, e não infeliz. Mas, ao contrário do que o mundo insinua, não existe a menor possibilidade de encontrarmos a verdadeira felicidade, a não ser que a procuremos nas mãos do nosso Criador. Todos os autores bíblicos concordam que há apenas dois caminhos possíveis para o homem trilhar nesta vida: o caminho dos justos e o caminho dos ímpios. Isto é, o caminho daqueles que decidem amar e obedecer a Deus, e o caminho daqueles que decidem viver como se Ele não existisse. No final das contas, não existe uma terceira via. Todos os seres humanos estão em um destes dois caminhos.

Outro ponto em que todos os autores sagrados concordam é que, destes dois caminhos, só um conduz à felicidade, enquanto o outro leva o homem à mais completa destruição. Se quisermos de fato encontrar a felicidade, temos de optar pelo caminho da fidelidade. Aliás, em se tratando de felicidade e fidelidade, ou o homem tem as duas coisas, ou ele não tem nenhuma delas.



Escrito por Léo Barbosa às 02h32
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Fazendo a escolha certa II

No artigo de ontem, eu dei alguns conselhos para aqueles jovens que ainda vão escolher com quem irão se casar e passar o resto da vida juntos. Hoje, eu quero concluir com outros quatro conselhos que todos os solteiros deveriam considerar, antes de dizer "sim". São eles:

Primeiro: Não se case para agradar a terceiros! Muitos solteiros acabam se casando, por não suportar a pressão que a sociedade, a família e até mesmo a igreja exercem sobre eles. Alguns jovens são pressionados por estar namorando há bastante tempo com a mesma pessoa. Já outros são cobrados por terem passado da hora de se casar. Para estes, encontrar uma noiva ou um noivo se torna, por imposição, a Missão Impossível a qual têm de se dedicar desesperada e incansavelmente.

Segundo: Conheça bem a outra pessoa! Já perdi a conta do número de pessoas que reclamam por ter sido surpreendidas pelo casamento. Alguns são capazes de assumir publicamente que não conheciam bem a outra pessoa antes de se casar. Para que esta lista não continue crescendo vertiginosamente, é preciso entender que a principal função do namoro é proporcionar boas oportunidades para conhecer a pessoa com quem estamos nos relacionando, antes de assumirmos o compromisso definitivo do casamento. É durante o namoro que podemos descobrir como a outra pessoa lida com as dificuldades da vida, resolve conflitos interpessoais, se relaciona com Deus, convive com os familiares ou se comporta em relação ao trabalho e ao uso do dinheiro. Muito mais do que desfrutar de encontros românticos, namorar é cultivar uma amizade profunda e duradoura, com quem queremos passar o resto de nossas vidas.

Terceiro: Descubra o que o outro espera do casamento! É muito comum ver duas pessoas se casando, sem jamais terem conferido quais as pressuposições, planos e expectativas básicas que o outro tem em relação ao casamento. Infelizmente, aqueles que estão enamorados têm a ilusão de que a pessoa com quem pretendem se casar espera as mesmas coisas que eles esperam do relacionamento conjugal. No entanto, na maior parte das vezes, suas expectativas são completamente diferentes. E, quando isso só é percebido dentro do casamento, a vida a dois se transforma em um palco de perigosas brigas e constantes desentendimentos. Portanto, antes de falar em casamento, é preciso conversar... conversar... e conversar, a fim de saber se vale realmente a pena levar a relação adiante.

Quarto: Revele os seus pontos fracos! Lamentavelmente, muitos cometem o erro de se casar, sem revelar à outra pessoa os transtornos de personalidade ou de comportamento, relacionados a problemas ocultos ou experiências traumáticas, que ficaram escondidas debaixo do tapete do passado. Algumas pessoas sofreram traumas e abusos na infância ou na adolescência, que acabaram influenciando sensivelmente o modo como elas se relacionam com Deus, consigo mesmas e com aqueles que estão à sua volta. Nestes casos, é imprescindível que haja muita transparência. Afinal, é a outra pessoa quem deve decidir se está ou não está disposta a lidar com este problema, driblar as dificuldades provenientes dele e, então, construir uma relação sólida e permanente, que glorifique a Deus e que proporcione felicidade plena para ambas as partes.



Escrito por Léo Barbosa às 00h58
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