Uma comunidade contra a solidão

Por mais que preguemos o amor, nos chamemos uns aos outros de irmãos, e declaremos que somos membros de uma mesma família, a "família de Deus"; a enorme quantidade de pessoas solitárias, que congregam em nossas igrejas, desmente cada um dos nossos calorosos discursos sobre o valor da comunhão e da solidariedade. A verdade, nua e crua, é que existe muita gente sozinha dentro das nossas igrejas.

O simples fato de nos reunirmos todas as semanas para orar, cantar e ler a Palavra de Deus juntos, não nos garante vitória automática contra a solidão. Para que ninguém mais se sinta sozinho dentro das nossas igrejas, é preciso que, como igreja, preservemos algumas marcas.

Em primeiro lugar, a igreja deve ser uma comunidade de amor fraternal. Isto é, não basta que nos chamemos de irmãos e irmãs. Precisamos viver como tal. Temos de entender, de uma vez por todas, que as diferenças que ameaçam nos separar não podem ser maiores do que os laços que nos unem uns aos outros, em Cristo Jesus, por meio de quem somos uma única família - a "família de Deus" (Efésios 2.19).

Em segundo lugar, é preciso que haja um ambiente de total transparência na igreja de Cristo. Tiago, o irmão de Jesus, nos adverte quanto à necessidade de confessarmos os nossos pecados uns aos outros e orarmos uns pelos outros para sermos perdoados e curados (Tiago 5.16). Deus jamais planejou que a Sua igreja fosse uma comunidade de pessoas perfeitas, mas sim de pessoas sinceras e humildes o suficiente para admitir suas falhas, buscar ajuda e celebrar suas vitórias. Enquanto não aprendermos isso, vamos continuar travando nossas lutas solitárias contra o pecado. E, sozinhos, continuaremos sem ter com quem compartilhar nossos fracassos ou triunfos.

Além disso, é necessário que haja, entre os cristãos, uma genuína disposição para servir aos outros. Ao se inclinar para lavar os pés dos seus discípulos, Jesus mostrou que o verdadeiro amor não é uma questão de discurso, mas de ação. Amar é servir, isto é, é atender as necessidades das outras pessoas, colocando-as acima do nosso amor próprio e do nosso orgulho. É só quando servimos uns aos outros, ou quando, juntos, servimos a terceiros, que conseguimos ultrapassar os muros que nos separam e experimentar boas doses da verdadeira intimidade.

Por último, mas não menos importante, precisamos reaprender a perdoar. A comunidade de Cristo deve ser conhecida como a comunidade do perdão. Lamentavelmente, a igreja é o único "exército" do mundo que passa por cima dos seus próprios soldados, quando estes são atingidos pelo inimigo. Geralmente, quando algum dos nossos irmãos é apanhado em pecado, temos muito mais disposição para atirar pedras do que para estender a mão. A igreja tem de ser uma distribuidora da graça, do perdão, da restauração e da reconciliação. Obviamente, os cristãos devem ser continuamente advertidos a não pecar. Mas eles têm de saber que, se pecarem, eles têm um Advogado junto ao Pai, sempre disposto a lhes socorrer, e uma família à sua volta, sempre disposta a oferecer apoio, conforto, perdão e compaixão.



Escrito por Léo Barbosa às 02h44
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Programados para a solidão

"Não é bom que o homem esteja só!" Uma das principais características divinas refletidas por nós seres humanos é a sociabilidade, isto é, o prazer de levar uma vida em comum com seus pares e uma perene inclinação a viver em companhia de outros. Mas se, por um lado, nós somos aproximados instintivamente uns dos outros por causa do anseio de desfrutar de uma relação de amor e intimidade; por outro lado, nós temos o inconveniente hábito de repelir uns aos outros, por causa do medo paralisante de sofrer qualquer tipo de reprovação ou rejeição.

Esta é, sem dúvida, a dificuldade básica que todos nós enfrentamos quando tentamos construir nossos relacionamentos interpessoais. Somos pressionados por dois instintos absolutamente antagônicos, que nos empurram para direções diametralmente opostas. Ora somos impelidos a nos aproximar dos outros, ora a nos afastar deles. Sob esta constante tensão, acabamos por condenar a nós mesmos a um profundo e insuportável sentimento de solidão.

Solidão não é a ausência de faces, mas de intimidade. É possível estar cercado de pessoas amigas e ainda assim se sentir só, pois a solidão surge quando nós desejamos que as pessoas nos vejam e nos conheçam, mas resistimos a este desejo e nos recusamos a sair da esfera da superficialidade em nossos relacionamentos. Trocando em miúdos, o desejo de sermos conhecidos e amados, quase sempre acaba vencido pelo medo de que isso aconteça de fato. E, toda vez que isso ocorre, experimentamos um desconfortável sentimento de solidão, para o qual não fomos projetados por Deus.

Fazemos parte de uma geração de solitários. O homens e mulheres da chamada pós-modernidade foram programados para a solidão. O individualismo, a competitividade e a indiferença são as principais marcas do nosso tempo. E é exatamente neste mar de solidão do mundo moderno que nós, a igreja de Cristo, temos de fazer diferença. Em Cristo, nós fomos chamados para o ministério da reconciliação. Isto é, devemos promover incansavelmente a reconciliação do homem com Deus e com o seu semelhante. Devemos derrubar os muros que separam os homens uns dos outros, ajudá-los a vencer os preconceitos que os impedem de se aproximar dos seus semelhantes e repudiar de vez o horrendo egoísmo que assenhoreou-se dos seus corações. Como fazer isso? No artigo de amanhã, nós vamos refletir sobre o assunto. Até lá.



Escrito por Léo Barbosa às 10h46
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Deus acuda os filhos dos crentes!

"Meus filhos estão surdos!" Foi com esta frase que uma mãe aflita começou a descrever as dificuldades que anda enfrentando ao tentar educar de modo cristão os seus filhos adolescentes. "A Bíblia diz que devemos ensinar a criança no caminho que ela deve seguir, e mesmo quando ela for velha não se desviará dele, mas isso simplesmente não funciona com os meus filhos!", desabafou a pobre mãe.

Eu sei que os jovens gostam de ouvir música alta, adoram rock and roll e fazem bastante barulho quando se reúnem, mas a verdade é que não há nada de errado com os seus ouvidos! Definitivamente, a surdez não é o problema da atual geração de filhos de crentes. O grande problema é que eles estão prestando muito mais atenção ao que os adultos fazem do que ao que os adultos falam. E é justamente neste ponto que o ensino bíblico que os seus pais estão tentando lhes transmitir tem naufragado.

A verdade, nua e crua, é que os filhos dos crentes estão cansados de ver seus pais mentindo ao telefone, subornando policiais rodoviários, assistindo a programações impróprias na TV, driblando o leão do imposto de renda, falando mal dos outros membros da igreja, xingando o cônjuge, ganhando e gastando dinheiro como não se deve, contando piadas racistas e mantendo uma porção de outras atitudes absolutamente incoerentes com a fé que professam e que celebram em todos os cultos de domingo à noite. O pior de tudo é que, por fora destes flagrantes desvios de caráter e de conduta, existe um verniz de religiosidade austera e de disciplina severa que seus pais tentam, inutilmente, aplicar dentro de casa.

Não acho correto dizer que "santo de casa não faz milagre". Pois os "santos" que não fazem milagre mesmo são aqueles que não têm nada de santos, mas gostam de parecer. Estes precisam aprender urgentemente uma importante lição: no processo do ensino religioso, tanto dentro como fora de casa, "eu ensino aquilo que sei, mas reproduzo aquilo que sou". Portanto, cobrar dos outros, quer sejam nossos filhos ou não, aquilo que não está patente em nosso testemunho cotidiano, é tão ou mais contraproducente do que ensinar o caminho errado a eles, logo de uma vez.



Escrito por Léo Barbosa às 02h04
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Unidade × Uniformidade

 

Os membros da igreja de Cristo devem preservar a unidade. Este é um dos raros pontos em que cristãos de todas as denominações evangélicas do mundo concordam. Porém, nem preciso dizer quão longe as igrejas cristãs geralmente estão da verdadeira unidade.

Não são poucos os inimigos que a igreja de Cristo tem de enfrentar diariamente, quando está disposta a promover e manter a unidade de seus membros. E não é para menos, pois parece que Deus tem o hábito curioso de salvar e reunir pessoas complicadas, absolutamente diferentes e cheias de defeitos (alguns deles insuportáveis, eu diria). Inveja, ciúme, carnalidade, heresias, partidarismo, maledicência, egoísmo e coisas semelhantes a estas têm ameaçado constantemente a comunhão entre homens e mulheres que costumam chamar uns aos outros de "irmãos".

Com o passar dos anos, no entanto, descobri que poucas coisas apresentam mais risco à unidade da "família de Deus" do que a freqüente confusão que alguns cristãos fazem entre unidade e uniformidade. Não há cristão que duvide de que todos os salvos em Jesus Cristo precisam desfrutar de unidade. O problema começa quando alguns de nós imaginam que para sermos um em Cristo, temos de ser iguais em Cristo.

É muito comum vermos cristãos que tentam enfiar o seu próprio estilo de vida, gosto musical ou jeito de se vestir "goela abaixo" de seus irmãos e irmãs, para que, só então, estabeleçam alguma forma de comunhão com eles. Pessoas assim - adeptas à uniformização da igreja - agem como "esquartejadores" do corpo de Cristo, alimentando o ódio, o preconceito e a intolerância entre os cristãos. O que eles parecem ainda não ter percebido é que as nossas diferenças não destroem a verdadeira unidade que temos em Cristo. Ao contrário, segundo o apóstolo Paulo, estas diferenças são fundamentais para que a igreja experimente de fato a condição de corpo de Cristo, e todos os seus membros tenham a chance de cooperar no avanço do reino de Deus e na propagação do Seu Evangelho.

É claro que eu concordo que temos de ser um. Mas quem foi que disse que temos de ser iguais?



Escrito por Léo Barbosa às 03h09
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Bobagens televangelísticas

Estou cada vez mais convencido de que a maior parte dos programas evangélicos de televisão tem produzido pouquíssimo para a saúde da igreja brasileira. Ontem, por exemplo, eu aproveitei meu dia de folga para verificar o que alguns desses telepastores andam pregando. Quanta bobagem! Alguns desses programas, inclusive, nem poderiam ser chamados "evangélicos". Eles apenas usam uma linguagem bíblica, para expor conceitos absolutamente antibíblicos.

Confira algumas das "pérolas" televangelísticas que ouvi, na tarde de ontem. Um telepastor afirmou que o segredo do sucesso do cristão é pensar positivo. Para ele, o cristão constrói o próprio sucesso quando assume uma postura otimista em relação à vida - do tipo: "eu vou passar no vestibular" ou "eu vou arrumar emprego naquela empresa".

O telepastor ainda exortou os telespectadores, a repudiarem frases do tipo "se Deus quiser" ou "se for da vontade de Deus". Por serem sintomas de pessimismo, tais atitudes têm de ser postas de lado pelos crentes vencedores. Segundo o pastor, os cristãos que assumem uma postura dessas são espiritualmente "frouxos".

No mesmo programa, o telepastor orientou as moças a fazerem a seguinte pergunta para seus pretendentes: "O que você quer ser na vida?" Segundo ele, a resposta que o rapaz der a esta pergunta deve ser determinante para a escolha de um futuro marido. Nada foi dito sobre verificar o grau de compromisso que o mesmo tem com Deus e com a Sua igreja, ou sobre avaliar o caráter e a integridade do indivíduo. O que importa mesmo é saber se o pretendente será um grande médico ou um pé-rapado qualquer.

Por último, o telepastor descreveu, emocionado, como ficou contrariado, quando foi receber o seu primeiro salário de obreiro, na igreja onde servia. "Apenas um salário mínimo", disse ele. Na ocasião, ele pegou o dinheiro e disse aos que estavam presentes: "Um dia eu ainda vou entrar aqui e dar um dízimo de muitos salários mínimos!" Segundo ele, esse dia chegou, e aqueles que não acreditaram que chegaria, tiveram de "engolir a língua" (palavras dele).

Cá entre nós, estou desconfiado de que, quanto mais os evangélicos vão ficando ricos, mais o evangelho que por eles é anunciado vai ficando pobre.



Escrito por Léo Barbosa às 02h02
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Somos salvos pela santidade?

Outro dia, um jovem que confessava a mim suas culpas me perguntou: "Nós somos salvos quando cremos ou quando abandonamos o pecado?" A pergunta parecia simples, mas a verdade é que por meio dela o aflito rapaz tocou no ponto essencial do Evangelho de Jesus Cristo. Somos salvos por meio da fé somente? Ou somos salvos por meio de uma conduta irrepreensível?

Durante o tempo restante de minha conversa com o jovem arrependido, expus-lhe novamente o plano e o método da Salvação. Procurei mostrar-lhe a universalidade do pecado, presente em todas as suas formas (sociais, morais, espirituais e emocionais), em todos os seres humanos (Romanos 3.23). Apontei também para a total incapacidade que o homem tem de se erguer da sua condição de pecador perdido e alçar vôo em direção ao conhecimento salvífico de Deus (Efésios 2.1-3). Por último, lembrei ao pobre rapaz o quanto Deus foi gracioso conosco, entregando Seu próprio Filho à cruz, onde Ele "foi transpassado por causa das nossas transgressões, foi esmagado por causa de nossas iniqüidades" (Isaías 53.5), provendo o perdão de que tanto necessitávamos.

Por meio da fé no sacrifício perfeito de Jesus Cristo, fomos reconciliados com Deus e agora podemos desfrutar de plena paz com Ele (Romanos 5.1). Por meio de Cristo, "obtivemos acesso pela fé a esta graça na qual agora estamos firmes" e nos tornamos detentores da bendita "esperança da glória de Deus" (Romanos 5.2). Ou seja, a "escada" da salvação, que seguramente nos conduz aos céus e à eternidade, repousa única e exclusivamente sobre a Pessoa e a obra do Nosso Salvador. Quando achamos que podemos garantir a nossa salvação por meio das boas obras, estamos empurrando esta "escada" de volta para a areia movediça da nossa própria conduta. Ao fazer isso, nos movemos da Rocha inabalável, que é Cristo, e buscamos apoio no solo enganoso e inseguro da nossa justiça própria. Ninguém pode fazer isso, sem sofrer as conseqüências espirituais, emocionais e até mesmo físicas de substituir a verdade bíblica pela mentira.

Tendo em vista esta verdade incontestável, por qual razão devemos abandonar o pecado e nos conformar à vontade de Deus revelada a nós na Bíblia Sagrada? A resposta é simples: Não abandonamos o pecado para conquistar a nossa salvação, mas porque, na cruz, Cristo já a conquistou para nós. Não nos sujeitamos aos mandamentos divinos para obter o favor de Deus, mas porque já o obtivemos quando fomos identificados com Cristo, por meio da fé. Isto é, segundo o Novo Testamento, os cristãos não são santos para ser salvos, mas foram salvos para ser santos. Nossa segurança eterna não repousa sobre qualquer coisa que possamos fazer para Deus ou para o nosso próximo, mas sim sobre a obra consumada de Cristo, no Calvário, e pelo que Ele já fez cabalmente por nós e por nossos irmãos.



Escrito por Léo Barbosa às 11h47
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Tudo para ontem

O mundo está com pressa. Somos a geração fast (inglês: rápido). Hoje em dia, rapidez virou sinônimo de eficiência, qualidade e bons resultados. Há cada vez menos gente disposta a "perder" tempo com tarefas como: preparar um alimento no fogão convencional, procurar um número na lista telefônica, enviar uma carta pelo correio ou pedir um prato qualquer no menu de um bom restaurante. As pessoas se tornaram praticamente dependentes do microondas, das pesquisas-relâmpago pela Internet, dos e-mails instantâneos e dos restaurantes tipo drive thru ou self service, em que o cliente pede um sanduíche que já está pronto, sem precisar sair do carro, ou prepara o seu próprio prato, sem ter de esperar garçom.

O ritmo acelerado que impusemos a nós mesmos nos estimula a exigir "tudo para ontem". Queremos ficar magros com apenas cinco minutos de exercícios diários. Achamos que um livro de noventa páginas pode salvar o nosso casamento. E descartamos velhas amizades, porque elas consomem tempo e demoram para amadurecer.

Gradativamente, a tirania da pressa também tem influenciado a nossa vida espiritual. Os cristãos de hoje estão substituindo os meios bíblicos de desenvolvimento espiritual, como: as longas orações, a leitura diária da Bíblia, os jejuns e a comunhão com a igreja, por métodos que parecem mais rápidos e práticos, como: "ministrações" de final de culto, "sopros espirituais" que derrubam os cristãos no chão e frases mágicas, capazes de gerar instantaneamente a nossa bênção (do tipo: "eu decreto" ou "está amarrado").

As igrejas modernas estão virando fast foods espirituais. Os crentes de hoje não se sentem mais impelidos à prática da oração e não vêm mais atrativo algum em pregações muito demoradas. Querem vencer o pecado com uma oraçãozinha rápida, em um culto de libertação. Sonham conhecer a Deus pessoalmente por meio de um "desmaio espiritual" que os leve ao terceiro céu. E acham que podem se tornar espiritualmente maduros sem investir tempo de qualidade em seu relacionamento pessoal com Deus.

O resultado dessa pressa toda é que a igreja moderna está sofrendo de um grave esfriamento espiritual. Estamos vivendo um cristianismo instantâneo, marcado pelo analfabetismo bíblico (fruto do pouquíssimo tempo que gastamos com as Escrituras), e pela superficialidade dos relacionamentos entre nós e a igreja (um forte indício de que não queremos "perder" tempo com os nossos irmãos). Se não despertarmos a tempo, veremos a nossa vida com Deus definhar, nos afastaremos cada vez mais Dele e dos nossos irmãos, e vamos continuar sendo uma péssima propaganda do Evangelho de Jesus Cristo. Antes que isso ocorra, precisamos desacelerar a nossa vida e lembrar-nos que Deus nunca ajusta o Seu relógio de acordo com a nossa pressa.



Escrito por Léo Barbosa às 03h04
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