Carta aos internautas

Quando você estiver lendo esta mensagem, é bem provável que eu ainda esteja em plena lua-de-mel. Eu e minha noiva, ou melhor, minha esposa, vamos estar descobrindo as alegrias da vida a dois. Estou convencido de que nenhum de nós sairá desapontado. Nos últimos quatro anos, entre namoro e noivado, nos conhecemos muito bem um ao outro, e sabemos exatamente porque tomamos a nossa decisão.
Como era de se esperar, os dias que antecederam o nosso casamento foram marcados pelo tão conhecido corre-corre da última hora, cheios de idas e vindas aos shoppings, cabeleireiros, supermercados, costureiros, ourives e coisas do gênero. Ah! Quem já passou por isso sabe o que é dançar aos ritmos da ansiedade e do estresse, nesta desesperada corrida contra o tempo.
Por tudo isso e muito mais, vocês, queridos internautas, não vão encontrar textos novos por aqui, pelos próximos 30 dias. Eu e minha esposa achamos por bem passarmos as nossas férias completamente desplugados da rede mundial de computadores - a não ser por uma ou outra conta que por(des)ventura tivermos de pagar. Mas eu quero convidá-lo a aproveitar este período para revisitar os artigos mais antigos deste blog. Para isso, basta que você acesse o histórico do lado direito da sua tela e escolha algum dos mais de 150 textos disponíveis nesta página. Você também pode deixar seus comentários livremente e, assim que eu voltar, prometo responder e publicar a todos eles.
Que Deus os abençoe! Até breve!
Escrito por Léo Barbosa às 02h46
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Enfim, juntos!

Hoje, amanheci casado. Ao me olhar no espelho, não vi nada diferente. Nenhum milagre, nenhuma mágica. Mesmo assim, me senti estranhamente novo. Senti-me outro. Uma desconhecida e poderosa força transformou, de um minuto para outro, um menino em um homem. A força do compromisso.
Ontem, eu e a Jéssica nos casamos no civil, firmando um compromisso de amor exclusivo e permanente um com o outro. Eu sempre soube que o casamento é um passo "sério e solene", como diz o manual de cerimônias da nossa igreja. Sério, porque não é leviano nem frívolo, mas honesto e digno de confiança. E solene, porque o celebramos com pompa e suntuosidade, numa cerimônia pública que infunde profunda reverência e grave respeito. Mas, assim de perto, o compromisso que firmamos ontem, diante de um juiz de paz, é algo muito maior do que as palavras de um simples manual podem expressar. É algo que a mim inspira sensações avassaladoras de felicidade e assombro sobre-humanos.
A arte da observação já me ensinou que o casamento não é um constante mar-de-rosas nem uma eterna lua-de-mel, mas também não precisa ser doloroso como um oceano de espinhos, ou amargo como o fel. O amor, a fé e a esperança que eu e minha noiva carregamos dentro de nossos corações nos dão a plena garantia de que é possível e desejável construir uma relação de amor, orientada pela generosidade, pela lealdade e pelo respeito mútuos. Uma relação capaz de mudar nossas agendas e nossas essências. Costurada por um amor que tem a força necessária para produzir mudanças em nós e no mundo à nossa volta.
Só um amor assim vale a pena. Na verdade, só um amor assim é capaz de preservar-nos e de preservar a si mesmo, sob a direção, a provisão e a proteção do maior de todos os amores: o invencível e incondicional amor de Deus.
Escrito por Léo Barbosa às 12h56
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Pastor antigay é desmascarado
 
Os evangélicos norteamericanos estão chocados. E não é para menos. O reverendo Ted Haggard, conhecido por ser um ferrenho opositor do casamento gay, renunciou ao cargo de presidente da Associação Nacional dos Evangélicos dos Estados Unidos, que congrega 30 milhões de membros, após ser acusado de pagar um garoto de programa para manter relações sexuais com ele durante os últimos três anos. O pastor anunciou também o seu afastamento do comando da igreja New Life (Nova Vida), que congrega cerca de 14 mil fiéis, fundada e presidida por ele.
Considerado um dos evangélicos mais influentes dos Estados Unidos pela revista Time, casado e com cinco filhos, Haggard promoveu inúmeras campanhas contra as propostas de legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo. Mas foi desmascarado por Mike Jones, o garoto de programa com quem o reverendo tinha encontros sexuais regularmente. Jones disse ter denunciado o pastor, por ter ficado indignado com a sua hipocrisia. "Me deixou zangado o fato de alguém que se opunha tão fortemente ao casamento gay manter relações homossexuais atrás dos bastidores", disse ele.
O reverendo Ted Haggard não é o primeiro e nem será o último ministro evangélico a protagonizar um grave escândalo sexual. E sempre que isso acontece a credibilidade da igreja é seriamente abalada, sua influência fica enfraquecida e seu discurso acaba completamente desacreditado.
O lado bom (se e que existe um lado bom) de enfrentarmos crises como esta é que elas dão uma bela rasteira no nosso orgulho, e colocam em xeque o nosso jeito moderno de ser igreja. As conseqüências trágicas do escândalo envolvendo o pastor Haggard são fortes indicativos de que nós, os cristãos modernos, estamos construindo nossas igrejas e nossa religiosidade sobre a personalidade de pastores de sucesso, sempre muito eloquëntes e carismáticos, ao invés de construi-las sobre a vida, o ensino e o ministério de Jesus Cristo, o verdadeiro cabeça da igreja. O caso Haggard também indica que estamos mais preocupados em denunciar o pecado do que em nos afastar dele, e somos muito mais eficientes para condenar os pecadores do que para servir de modelo de uma vida piedosa e que glorifica a Deus.
De qualquer forma, o escândalo do pastor antigay que mantinha um relacionamento gay com um garoto de programa denuncia a nossa hipocrisia e desmascara a falsa religiosidade de uma igreja cujo discurso nem sempre está em harmonia com a prática. Só resta saber como vamos reagir a este infeliz episódio. Aproveitaremos a ocasião para fazer uma honesta e tão necessária autocrítica, ou vamos simplesmente reunir pedras para atirar no "pobre safado", como se a história dele não tivesse nada a ver com a nossa?
Escrito por Léo Barbosa às 03h11
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O inevitável acerto de contas

Não importa o quanto nos esforcemos para escapar, o pecado sempre mandará a sua conta. Como ensinou o apóstolo Paulo: "O que o homem semear, isso também colherá" (Gálatas 6.7). Cometer um pecado é como fazer compras com o cartão de crédito. Dá um prazer enorme, durante o ato, mas cobra um preço bem salgado, algum tempo depois. A diferença, aliás, é que com o cartão de crédito nós podemos saber exatamente quanto e quando teremos de desembolsar uns trocados. Já com o pecado nunca sabemos com precisão qual preço nos será cobrado.
Todo ato pecaminoso gera uma fatura que, quer demore quinze minutos ou quinze anos, tem de ser paga. O problema é que raramente pensamos nas conseqüências, quando somos tentados. Dificilmente um pai de família pondera sobre a dimensão das conseqüências de uma simples "escapadela" extraconjugal. O funcionário nunca espera que a sua mentira seja descoberta e resulte em uma demissão por justa causa. O adolescente é incapaz de prever a série de tragédias que podem ser desencadeadas por um despretensioso trago no cigarro de maconha oferecido por um colega. No entanto, esperem eles ou não, as conseqüências do pecado sempre virão com uma força destrutiva e avassaladora.
Precisamos aprender que por mais que o caminho do pecado pareça atraente, o fim dele conduz à destruição, à culpa, à escravidão e à morte. Precisamos enxergar as advertências bíblicas contra o pecado, como expressões generosas do amor de Deus, que deseja nos poupar das conseqüências trágicas da desobediência; e não como os caprichos de um Deus "Estraga-Prazer", que está sempre disposto a nos privar das sensações agradáveis provenientes das práticas pecaminosas.
Escrito por Léo Barbosa às 01h59
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