Boa vontade no casamento

Por que será que metade dos casamentos que começam com "meu bem", pra cá, "meu bem", pra lá, termina com "meus bens", pra cá e "seus bens", pra lá? Oferecer uma resposta simples para uma pergunta tão complexa como esta seria pura ingenuidade. Mesmo assim, vou arriscar um palpite.
O principal problema dos casais modernos não é a incompatibilidade de gênios ou de costumes. A monotonia também não é a maior vilã do romance. Eu sei que existem vários inimigos do amor, como: o egoísmo, a impaciência, a interferência de terceiros (entre eles, as sogras, os amigos, a igreja e a mídia) e a péssima e velha infidelidade física ou afetiva (não importa, as duas são igualmente destrutivas). Mas, a meu ver, o pior inimigo das relações conjugais é a FALTA DE BOA VONTADE. Isso mesmo! A minha resposta pode até parecer simplista, mas estou cada vez mais convencido de que esta é a mais pura verdade. A metade dos casamentos de hoje está dando errado porque falta boa vontade de ambas as partes.
Não adianta confiarmos no amor, na paixão ou na libido, quando se trata de sustentar por muito tempo uma relação tão frágil e complexa como o casamento. O que os casais precisam mesmo é de boa vontade. Maridos e mulheres precisam demonstrar diariamente o quanto estão dispostos a trabalhar para que os seus relacionamentos continuem dando certo. É preciso boa vontade para desligar a TV e a máquina de lavar, e gastar o tempo que for necessário para discutir a relação, antes que o romance desande. É preciso boa vontade para aceitar, para conviver e para se ajustar às diferenças de opiniões, hábitos, culturas, gostos pessoais, etc. É preciso boa vontade para reorganizar nossas prioridades, trocando o próprio bem-estar pelo bem-estar do relacionamento. É preciso boa vontade também para substituir os pronomes possessivos "meu" e "seu", pelo "nosso".
Portanto, se você quer ser e fazer feliz no casamento, até que a morte os separe, você precisa urgentemente se transformar em um homem ou em uma mulher de boa vontade. Você precisa abandonar a preguiça emocional, arregaçar as mangas e fazer o seu casamento acontecer. Porque, ao contrário do que pregam os filmes, as novelas e a literatura, quando os pombinhos chegam ao altar para dizer "sim", o verdadeiro romance está apenas começando. E, com ele, certamente virão as incontáveis e imprevisíveis aventuras da vida-a-dois.
Escrito por Léo Barbosa às 15h12
[]
[envie esta mensagem]
|
O desafio de viver em unidade

"Viver com os santos no céu. Oh, glória! Viver com os santos na terra. Ah, isso é outra história!"
Por meio da morte de Cristo, na cruz do Calvário, há quase dois mil anos, Deus realizou três milagres espetaculares. Primeiro, Ele reconciliou os homens consigo mesmo, pagando o preço do pecado deles com o sangue do Seu próprio Filho. Segundo, por meio do sacrifício de Jesus Cristo, Deus reconciliou os homens entre si, desfazendo a inimizade que grassava em seus relacionamentos. E terceiro, Deus reuniu todos os que com Ele e por Ele foram reconciliados, em uma nova comunidade espiritual, a qual a Bíblia chama de "família de Deus" (Efésios 2.19).
Estes três milagres resultantes da cruz são a base da verdadeira comunhão entre os crentes em Jesus. Portanto, a unidade cristã repousa sobre a graça demonstrada na cruz e ela mesma é uma dádiva divina para todos os filhos de Deus, em todas as épocas. O único problema é que, apesar de recebermos de graça esta unidade, temos de reunir todos os nossos esforços para protegê-la e conservá-la (Efésios 4.3). Caso contrário, tão fácil como recebemos a comunhão, certamente a perderemos.
Como dizia Thomas à Kempis, famoso monge e escritor alemão do Século 15: “Não é fácil viver em comunidades religiosas”. Se você já tentou ou está tentando fazer isso, sabe o quanto é difícil. Em primeiro lugar, porque para vivermos em comunhão, temos de deixar Deus mudar o nosso caráter, naquelas áreas em que há tanto tempo estamos evitando mudanças. Unidade é uma questão de caráter, pois só aprende a viver em comunidade quem está disposto a agir de modo humilde, dócil, paciente e amável (Efésios 4.2).
Em segundo lugar, porque para vivermos em comunhão temos de estar dispostos a empregar os nossos recursos, como: dons, talentos, tempo e dinheiro, visando o bem-estar da nossa comunidade, em não o nosso próprio. Conforme disse o escritor J. I. Packer, Deus nos deu “capacidades especiais de expressar, celebrar, expor e transmitir Cristo aos outros”, por meio dos nossos dons espirituais. Portanto, devemos usá-los para este fim.
Em terceiro lugar, porque para vivermos em comunhão temos de amadurecer espiritualmente. Unidade é coisa de gente grande. Igreja não é playground, aonde os cristãos vão para se divertir, sem precisar se expor e se comprometer com os outros. A igreja deve ser o lugar onde nos reunimos para servir a Cristo, servir aos outros, se moldar à Verdade, exercitar o amor, submeter-se à autoridade dos líderes a quem Deus nomeou e cultivar relacionamentos transformadores, que ultrapassam as barreiras da superficialidade, da mentira e do egocentrismo.
Definitivamente, esse negócio de viver em unidade não é para qualquer um.
Escrito por Léo Barbosa às 16h24
[]
[envie esta mensagem]
|
A oração, segundo Jesus

Faz alguns anos, ouvi um pastor dizendo que "orar é 'engraxar os sapatos de Deus' para que Ele faça o que nós queremos". Ele não poderia estar mais longe da verdade. Infelizmente, há inúmeros conceitos equivocados sobre o que significa orar.
Não são poucos os cristãos que acreditam que orar é um meio de obter "créditos" com Deus, a fim de merecermos o seu favor. Há ainda um conceito muito difundido entre os cristãos de que orar é uma maneira de manipular o "mundo espiritual", para proteger-se de mau-olhado, macumba, quebrante, etc. Isso, sem contar, aqueles cristãos propensos aos programas de auto-ajuda, que vêem a oração como um processo terapêutico, no qual quem ora fala consigo mesmo, a fim de alimentar a própria fé. Sem duvida, todos estes conceitos sobre a oração estão igualmente equivocados.
Em meio a este oceano de confusão, é fundamental que nos lembremos da oração que Jesus ensinou aos seus discípulos - a oração do Pai Nosso. Ela é a mais completa expressão do verdadeiro significado da oração e, portanto, devemos ter nela uma verdadeira bússola, quando oramos a Deus. Ao entregar a oração do Pai Nosso aos seus discípulos, Jesus lhes ensinou que orar é muito mais que cultivar um hábito, adotar uma disciplina espiritual ou proferir palavras decoradas e sem sentido.
Para Jesus, orar significava entregar-se totalmente a um Deus santo e soberano, cujo nome deve ser santificado pela submissão mansa e resoluta daqueles que se dobram ao seu Reino e à sua vontade. Segundo o nosso Mestre, orar também significava confessar nossa total dependência na capacidade que o Nosso Pai Celestial tem de suprir cada uma das nossas necessidades, sejam elas físicas, espirituais ou morais. Pois é em suas generosas mãos que encontramos o pão, o perdão, a proteção e a salvação nossa de cada dia. Para Ele, orar era fazer uma declaração da nossa fé em um Deus que, apesar de Justo e Santo, se compadece de nós como um Pai. Um Deus que, mesmo detendo todo Reino, poder e glória celestiais, derrama sobre nós o seu maravilhoso e incondicional amor paternal.
Escrito por Léo Barbosa às 14h08
[]
[envie esta mensagem]
|
[ ver mensagens anteriores ]
|
|
 |
|



|
Meu perfil
BRASIL, Homem, de 26 a 35 anos, Livros, Cinema e vídeo, Música
|
| |
|

|