VII - O sofrimento tem uma função didática

Deus é justo. A vida, nem sempre. O fato é que boa parte dos sofrimentos que nos sobrevém ao longo da vida é inexplicável e injustificável. Às vezes, estamos sofrendo sem que tenhamos feito nada para merecer isso. Nessas horas, por mais que examinemos a nós mesmos, chegaremos à conclusão de que aquilo que nos faz sofrer é absolutamente injusto. Mas mesmo nesses casos, é possível extrair benefícios do sofrimento, ao considerarmos a sua função didática.

Veja o que Paulo tem a dizer sobre o assunto: "Bendito seja o Deus (...) que nos consola em todas as nossas tribulações, para que, com a consolação que recebemos de Deus, possamos consolar os que estão passando por tribulações" (2Coríntios 1.3,4). Segundo o autor, um dos benefícios práticos do sofrimento é que o próprio Deus nos consola no meio da dor, nos tornando aptos a consolar outros. O sofrimento tem esse efeito benéfico de nos tornar mais sensíveis à aflição alheia. Após sofrermos, desenvolvemos uma habilidade especial de nos colocar no lugar de quem sofre e, então, lhe comunicar as lições que Deus ministrou pessoalmente a nós.

Mas Deus não nos ensina apenas por meio do sofrimento injusto. Mesmo quando sofremos as conseqüências dos nossos próprios erros e pecados, Deus não desiste de nós. Ele continua a nos ensinar lições sobre a Sua justiça, a Sua misericórdia e a Sua vontade. O salmista Davi aprendeu muito bem essa lição. Ele disse: "O castigo que tu me deste foi muito bom para mim; só assim aprendi a pôr em prática os teus mandamentos" (Salmo 119.71). Nesse sentido, os sofrimentos que nos sobrevém quando nos desviamos da vontade de Deus também têm uma função didática. Muito mais do que simplesmente nos punir, quando fazemos algo errado, o que Deus pretende de fato é nos ensinar os benefícios de acolhermos e de praticarmos todos os Seus mandamentos.

Portanto, da próxima vez que estivermos sofrendo, justa ou injustamente, devemos nos perguntar que lições Deus pode estar querendo nos transmitir por meio da dor. É bem verdade que nem sempre encontraremos respostas para a pergunta: "Por que estamos sofrendo?" Mas se fizermos a pergunta certa, sempre obteremos respostas. Que tal começarmos por estas perguntas: "Para que estamos sofrendo?" ou "O que Deus deseja me ensinar por meio do sofrimento?"



Escrito por Léo Barbosa às 11h42
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VI - Podemos ser gratos, mesmo em meio ao sofrimento

A Bíblia ensina que Deus está sempre administrando tudo soberanamente, assumindo pessoalmente a responsabilidade de conduzir a nossa história rumo ao alvo que Ele mesmo estabeleceu previamente para cada um de nós. "Deus age em todas as coisas", escreveu o apóstolo Paulo. No final das contas, mesmo as coisas ruins que nos acontecem acabam cumprindo papel importante nos planos de Deus para a nossa vida. O desemprego pode conduzir a uma dependência maior de Deus, uma enfermidade pode forjar a humildade em nosso caráter, uma decepção pode nos levar a confiar somente Nele, e por aí vai.

Tendo em vista a certeza de que Deus está sempre movendo a nossa história em direção à Sua boa, agradável e perfeita vontade, a despeito das tragédias que nos afligem ao longo da vida, já temos motivos suficientes para demonstrar gratidão, mesmo quando estamos afundando em um oceano de dores. Isso não quer dizer que ficamos felizes com as coisas ruins que nos acontecem nem que chamamos de "bom" aquilo que é "péssimo". Não comemoramos o desemprego nem celebramos a enfermidade. Não ficamos felizes, quando alguém trai a nossa confiança nem aplaudimos enquanto uma família é devastada pelo divórcio.

É claro que nós choramos, passamos noites insones e gritamos por socorro na hora da dor. Mas a diferença entre o nosso sofrimento e o sofrimento dos que não têm fé está justamente na confiança que depositamos em um Deus que pode tudo e que faz tudo visando o nosso bem. Cremos em um Deus que é o Senhor da História. Da História da humanidade e da nossa história. E é justamente por causa desta fé que podemos nos lançar nos braços de Deus em confiança e gratidão, fazendo coro com Jó, que em meio à calamidade que se abateu sobre sua vida, teve a capacidade de dizer: "Nu saí do ventre da minha mãe, e nu partirei. O Senhor o deu, o Senhor o levou; louvado seja o nome do Senhor" (Jó 1.21).



Escrito por Léo Barbosa às 11h18
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