Eles querem casar na igreja

Esta semana, o padre italiano Alessandro Santoro, que casou um transexual de 64 anos, foi suspenso pela Igreja Católica. O arcebispado de Florença, responsável pela igreja de Piagge, comandada por Santoro, alegou que a celebração "foi realizada contrariando as disposições dadas diversas vezes por seus superiores".

Não tenho nada contra os homossexuais. Pelo contrário, sou a favor de que eles desfrutem de seus plenos direitos civis, como quaisquer outros cidadãos. Aliás, é exatamente isso que eles são dentro da sociedade: cidadãos, com direitos e deveres comuns a todos os demais. Creio que os homossexuais devem ter o justo acesso aos benefícios previdenciários ou à herança de seus companheiros, caso estes morram. Concordo que qualquer discriminação, ofensa ou violência sofrida pelos homossexuais tem de ser criminalizada. Também acho que o artigo do Código Penal Militar que tipifica o homossexualismo como crime de pederastia precisa ser revisto e revogado.

Mas o que ainda me deixa intrigado, pra não dizer indignado, é deparar-me com homossexuais que insistem em oficiar sua união civil por meio de cerimônias religiosas cristãs, judaicas ou muçulmanas. A razão é simples e lógica: estas três religiões condenam rigorosamente o homossexualismo. A Bíblia, a Torá e o Alcorão reprovam-no claramente, reputando-o como pecado de rebelião contra o projeto divino para a sexualidade humana.

É óbvio que aqueles que não são cristãos, judeus ou muçulmanos não devem ser submetidos à moralidade pregada por estas religiões. Nesse caso, suas diferenças de opinião e até mesmo de opção sexual devem ser respeitadas. Quem não é assumidamente religioso não precisa viver como tal. Seria incoerente. Mas parece-me igualmente incoerente, alguém professar uma fé que condena a união entre pessoas do mesmo sexo, ao mesmo tempo em que vive e assume sua homossexualidade. A meu ver, isso é uma atitude ilógica, hipócrita e esquizofrênica.



Escrito por Léo Barbosa às 21h02
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Eles pecam, mas eles rezam

Uma notícia inusitada chamou a atenção dos meios de comunicação esta semana: um assaltante armado se ajoelhou e rezou antes de roubar uma atendente de uma financeira em Indianápolis, nos Estados Unidos. É isso mesmo que você acabou de ler. Ele entrou no escritório, apresentou a arma, anunciou o assalto, pegou o dinheiro do caixa e o celular da atendente e, antes de partir com o produto do roubo, ajoelhou-se e orou com a funcionária do estabelecimento. Depois disso, fugiu. Mas não sem antes recomendar que ela continuasse orando por ele. É mole?

Excesso de religiosidade não livra ninguém da influência do pecado. Sempre que pessoas religiosas são flagradas cometendo crimes ou imoralidades, surpreendemo-nos, como se o pecado e a religiosidade fossem coisas incompatíveis. Foi assim no caso do médico Roger Abdelmassih, católico fervoroso, acusado de abusar sexualmente de dezenas de pacientes. E é assim todas as vezes que padres são acusados de pedofilia, pastores são pegos roubando, e rabinos são flagrados furtando gravatas em lojas de grife. Achamos que o simples fato de alguém professar uma fé religiosa torna-o imune à prática do pecado. Como se pessoas religiosas fossem automaticamente mais éticas que as não-religiosas. Engano.

A experiência tem mostrado reiteradas vezes que a religiosidade, infelizmente, não protege ninguém do pecado. Independente da confissão de fé do indivíduo - se é protestante, católico, pentecostal, espírita, judeu, budista ou muçulmano - todos são igualmente passíveis de cometer crimes e imoralidades. Alguns deles, inclusive, são praticados exclusivamente no âmbito da religião, como é o caso dos padres que abusam de crianças e dos pastores que exploram os fiéis.

Ao longo da história, a religião e o pecado deram as mãos muito mais vezes do que gostamos de admitir. Aliás, ninguém quer reconhecer isso, porque a imunidade à influência do mal é o principal "produto" que as religiões oferecem a seus adeptos. Comprovadamente, isso nunca funcionou muito bem. A verdade é que as igrejas, sinagogas e mesquitas continuam cheias, e o pecado segue sem freios nem limites dentro de uma sociedade que é extremamente mística e religiosa.

Como o PhD. Russell Shedd disse em um de seus sermões: "Pode-se encontrar dentro da igreja todo tipo de pecado que encontramos fora dela". É constrangedor, mas é a mais pura verdade.

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Escrito por Léo Barbosa às 17h14
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Nenê dá show de bola

Numa época em que boa parte dos crentes adora Mamom, o deus do dinheiro, o testemunho de um atleta cristão me deixou positivamente impressionado. Nenê, 27 anos, jogador de basquete da NBA e um dos atletas brasileiros mais bem pagos da história, declarou à imprensa que seus planos para o futuro são: se aposentar e dedicar-se à igreja de Cristo.

Seu contrato atual é de nada menos que US$ 60 milhões, válido por seis temporadas. Mas esse dinheiro todo não é páreo para o seu amor por Jesus e seu interesse pelos perdidos. Sua mais forte ambição não é ganhar mais dinheiro do que já tem. Ele planeja dedicar-se ao ministério e usar o seu testemunho pessoal (o atleta lutou contra um câncer nos testículos, tem pouco tempo) para alcançar o maior número possível de pessoas descrentes.

"Minha situação financeira é estável, por que eu ia querer mais dinheiro? Não sou louco por dinheiro e acho que posso fazer o melhor pela igreja", declarou o atleta.

Mais uma vez, um atleta cristão dá um show de bola e deixa uma lição importantíssima para todos os pastores e crentes materialistas do nosso tempo: dinheiro não é tudo, palavras de quem tem.

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Escrito por Léo Barbosa às 16h46
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Dez razões para repudiar os telepastores da prosperidade

O a fauna evangélica que aparece todos os sábados na TV brasileira está cada vez mais distante da verdadeira mensagem cristã. Sinceramente, não aguento mais assistir a esses pastores mal-intencionados que vendem a bênção de Deus por dinheiro (no programa que vi, um boleto de R$ 900,00, solicitado pelo telefone, garante a bênção do telefiel). Quando é que os evangélicos sérios deste país irão se unir para denunciar os estelionatários da fé, que são uma vergonha para o evangelho de Jesus Cristo?

Não tenho nenhuma pretensão de despertar desafetos entre os adeptos dessa "nova teologia", mas apresento aqui DEZ RAZÕES porque eu detesto estes charlatões da prosperidade:

1 - Oferecem um péssimo testemunho diante dos incrédulos. Ou vai me dizer que você nunca se sentiu envergonhado por saber que seus colegas descrentes abriram a Época ou a Veja no final de semana e viram mais uma série de denúncias contra os telepastores mais conhecidos do país? Eu, particularmente, morro de vergonha por causa destes pastores picaretas.

2 - Dão a entender que o favor divino tem preço. Por R$ 900,00 você pode comprar a sua bênção. O pior de tudo é que quem não tem dinheiro para fazer essa "oferta voluntária" ou esse "ato de fé", como eles dizem, não tem a menor chance de se abençoado por Deus. Ao pobre só resta assistir à prosperidade alheia.

3 - Ensinam os crentes a amar o dinheiro. Estamos diante da primeira geração brasileira de cristãos evangélicos materialistas. Eles amam mais o dinheiro do que a Deus, e estão dispostos a qualquer coisa para prosperar. Compram arcas ungidas, óleos abençoados, água energizada pelo apóstolo etc. Não se ama mais a Deus pelo que Ele é, mas pelo que Ele pode dar àqueles que fazem as campanhas certas. Enquanto isso, a Bíblia continua dizendo: "o amor ao dinheiro é a origem de todos os males. Algumas pessoas, por cobiçarem o dinheiro, desviaram-se da fé e se atormentaram com muitos sofrimentos" (1Tm 6.10).

4 - Exploram pessoas sem nenhuma instrução bíblico-teológica. As principais vítimas desses pastores são neófitos biblicamente analfabetos, dispostos a aceitar qualquer interpretação da Bíblia que for oferecida a eles. Muitos, aliás, são incapazes até mesmo de ler e compreender as Escrituras sozinhos, devido à falta de cultura e de acesso à educação e ao letramento.

5 - Pescam em aquário alheio. Os tais telepastores procuram atrair crentes de outras igrejas para as suas "reuniões da prosperidade". Ao invés de evangelizar aqueles que estão realmente perdidos, preferem fazer proselitismo entre os que já professam a fé cristã e que, por isso, já estão predispostos a pagar dízimos e dar ofertas.

6 - Sugerem que o principal problema do homem é a pobreza. Com isso, contradizem a Bíblia, que diz que o coração do problema do homem é o PECADO. A pobreza é apenas um dos incontáveis reflexos do desajuste espiritual do homem, que vive longe de Deus e em desobediência à sua Palavra. Por trás da pobreza está o pecado da exploração, a injustiça social, o descaso dos governantes e a corrupção de uma sociedade que há muito abandonou Deus.

7 - Dizem que a prosperidade é resultado direto da nossa fidelidade a Deus. Por mais bizarra que esta afirmação seja, é nisso que acredita boa parte dos evangélicos de hoje. Se isso fosse verdade, os primeiros discípulos de Jesus Cristo deveriam ser reputados como cristãos infiéis, pois morreram pobres, e foram perseguidos e desprezados pela sociedade. De outro lado, os políticos corruptos do nosso país e os atletas, que ganham milhões de euros e dólares para gastar em orgias e extravagâncias, deveriam ser considerados os melhores "amigos de Deus", devido à enorme riqueza que possuem.

8 - Usam o dinheiro do povo de Deus para ficar cada vez mais ricos. Pastores com mansões imponentes em belos pontos turísticos, contas milionárias em paraísos fiscais, jatinhos e carros importados deveriam despertar a indignação de uma igreja constituída predominantemente por pessoas das camadas mais pobres da população. Curiosamente, os gurus da prosperidade não se incomodam de ostentar sua riqueza, enquanto milhões de fiéis são assolados pela fome e vivem na mais completa miséria.

9 - Ridicularizam quem prega o evangelho autêntico, chamando-os de "escribas e fariseus". Os telepastores da prosperidade são tão pretensiosos, que chegam a dizer que aqueles que os criticam são os mesmos que condenaram Jesus à morte de cruz. Colocar-se no lugar de Jesus e chamar seus críticos de inimigos de Deus é um subterfúgio ridículo de quem tenta evitar o confronto direto, porque sabe que a sua teologia não se sustenta biblicamente.

10 - Afastam a igreja da sua verdadeira missão, que é fazer discípulos de todas as nações. É para isso que a igreja existe: para proclamar o Evangelho e levar um número cada vez maior de pessoas a seguir Jesus e obedecer à sua Palavra. Infelizmente, esta missão foi substituída por outra, muito mais atraente em uma cultura consumista como a nossa. Ficar rico a qualquer custo é o propósito áureo de boa parte dos cristãos evangélicos do nosso tempo. Por dinheiro, eles oram, jejuam, fazem campanhas, leem livros e participam de seminários. Pelos perdidos, eles não fazem basicamente nada.



Escrito por Léo Barbosa às 14h56
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